Cabaré das Rosas
30/03/2009
Florianópolis reservou boas surpresas. O Jivago com DJ ótimo – mais cedo tocou o que gosto, mais tarde o que o povo gosta- casting incrível, baladinha das boas. Conheci cantos da ilha que nunca tinha ido, Campeche, Costa da lagoa, o bistrô Isadora Duncan.
A maior de todas foi o mercado de turismo gls que aconteceu no hotel Majestic durante o Congresso da IGLTA. As palestras em si bem fracas, mas as 100 pessoas que passaram pela feira valeram a pena. O número pode parecer pequeno para quem está fora do segmento gls, mas 100 empresários e/ou profissionais do segmento dispostos a trocar cartões e fazer negócio é um passo importante que a gente vire um mercado de verdade.
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Chegando ao Rio fomos ao Cabaré das Rosas, novo empreendimento da Dama de Ferro Adriana na Praça Mauá. O lugar é lindo, versão tropical – e com mais charme – dos cabarés berlinenses. Showzinho da Lorna, dois strippers de tirar o fôlego (uau, um pequeninho chamado Marcel!), um karaokê fantástico de um carinha do público mesmo. Mesmo sendo em um lugar meio ermo, dá super pra freqüentar.
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Dá um arrepio ver a imagem do Hugo Chavez com Mahmoud Ahmadinejad, aos beijos. O que pode sair dali?
| Escrito por André Fischer às 14h43 | ![]() |
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Voltando da Mole
27/03/2009
Escrevo do ônibus voltando de um dia na Costa da Lagoa e Praia Mole, com direito a um pulo na The Week ciceroneado pelo Almada. O paraíso, não fossem as horas que passei no celular resolvendo pepinos do Guia Gay Brasil e escrevendo um atigo para mandar para a Junior. Mas normal, sei que é um privilégio poder estar em plena sexta-feira mergulhando na Galheta. Ontem fiz a estréia no Campeche, depois virei madrugada no hotel trabalhando.
O ônibus em questão leva cercad de 40 gringos que estão aqui em Floripa para o Congresso da IGLTA, a associação de turismo gay internacional. EStamos aqui para lançar o site novo - que ainda está com vários bugs. Reforço um dos posts anteriores onde dizia que gay cada vez mais é um conceito ligado a pessoas com mais idade. Três quartos dos jornalistas e operadores de turismo aqui têm mais de 40. Ninguém com menos de 30.
| Escrito por André Fischer às 18h32 | ![]() |
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Desapego
20/03/2009
Parei de fazer fotos em outubro, desde que minha enésima câmera sumiu e o iphone quebrou.
Comprei minha primeira câmera digital em 1997 e desde então passei a fotografar cada momento da minha vida. Paus em computadores, câmeras roubadas fizeram apagar períodos e viagens inteiras.
Decidi desapegar e guardar apenas na memória, já que a função de fazer fotos acaba tirando um pouco o foco no momento. Vi na praia de Ipanema uma cena que não me sai da cabeça. A mina com as amigas fazendo pose para um espelhinho, do tamanho de uma câmera.
No final é quase a mesma coisa.
A grande maioria das fotos que fazemos nunca mais serão vistas mesmo. E pelo menos todo mundo que está no espelho se vê, coisa que nem sempre acontece com as fotos.
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Ando na dúvida sobre o que fazer com a questão celular. Tenho um Nextel e um Tim. Talvez compre um Blackberry para o Nextel, mas a navegação na internet é muito pobre. Quero trocar de operadora, acho a Tim muito ruim, e o aparelho que comprei é divertido (tem TV e FM) mas não acessa internet também. Será que vou ter que voltar para o iphone?
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Hoje vou a Brasília para um bate-papo e autógrafos do meu mais recente livro Como o Mundo Virou Gay? . Vai ser na Fnac às 19h30. Se estiver no planalto central, dá um pulo lá.
| Escrito por André Fischer às 10h09 | ![]() |
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São Paulo embaixo d´água
17/03/2009
Não tem lua de mel com São Paulo que resista a uma tempestade de verão.
Fui a posse do Dmitri na nova Coordenadoria da Diversidade Sexual do Estado no Pátio do Colégio, super bacana ver como estamos avançando e tal. Saí correndo às 4 e meia porque tinha outra reunião na Pompéia às 5 e estava chovendo.
Quem disse?
São oito e acabo de chegar em casa. Sim, mais de 3 horas e meia em um engarrafamento monstro, vi cenas de dar medo, gente em cima de ônibus alagado no Parque Dom Pedro, fugi de um começo de arrastão, um pânico completo...
Ainda ia malhar, mas uma amiga ligou presa na academia, trânsito impraticável. Geladeira vazia, ainda não tive tempo de fazer super, mas sair de carro novamente nem pensar. Acabei de cancelar o jantar com um amigo.
Vou ficar em casa trabalhando que estou atrasado com os textos pra próxima Junior e para o programa do Canal Brasil. Só mesmo trablahando para me recompor com essa cidade caótica e despreparada...
| Escrito por André Fischer às 20h37 | ![]() |
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Acontecimentos
Estou chegando do show da Marina no Gloria, preciso escrever para poder dormir. Show histórico, só com hits de todas as fases. E faltaram alguns. Umas 250 pessoas, todas muito próximas dela, literalmente. Ela falava o tempo todo, se abria muito.
Acho que, mesmo guardadas as devidas proporções, foi um show que me emocionou mais que o de Madonna. Ao contrário d´A artista, Marina já teve altos e baixos. E essa foi uma noite lá em cima.
Boa parte do público sentado em almofadões no chão do clube, todo mundo muito junto. Afinal de contas tínhamos todos uma coisa em comum: fãs de Marina.
Lindo demais vê-la encontrando arranjos adequados a sua voz e ver que a voz cresceu. E cantar junto com todo mundo (quase) todas as músicas. O astral foi num crescendo a ponto do público ficar em pé e Vanessa e Carlinha assumirem o palco e microfone do segundo bis – provocado pelo público que começou a cantar Uma Noite e Meia depois da segunda saída do palco (instalado na pista do Gloria).
Na hora que foi puxar uma menina da platéia para dançar com ela, a mina amarelou. Até Marina, no seio de seus fãs, pode ser rejeitada. Um alívio para todos que têm sua auto-estima testada constantemente....
Não levei câmera , pra variar, mas todos os sites de celebridades estavam lá e os amigos que estavam equipados devem postar no Facebook as versões afetivas da noite.
Depois, no camarim improvisado no mezzanino, ela disse que quer fazer outro lá. Se der, uma vez por mês. Tomara.
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Aliás, São Paulo é foda mesmo. Em plena segunda um show fervido e no caminho de volta, vários lugares abertos e cheios....
| Escrito por André Fischer às 02h45 | ![]() |
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Hipocrisia nojenta da Igreja católica
12/03/2009
Fui batizado mais porque meus avós forçaram meus pais do que por vontade deles. Minha primeira comunhão fiz há 3 anos em Montreal com o bispo Eugene Robinson, sem planejar, em uma missa anglicana.
Conheci um grupo de católicos que considero pessoas de bom coração. Eles escolheram a Igreja católica para desenvolver suas boas intenções e necessidades de uma vida espiritual. Boa parte deles é ultra simpatizante da causa gay e alguns, mesmo não sendo gays ou lésbicas, fazem até parte do grupo Diversidade Católica porque acreditam na necessidade da Igreja rever alguns conceitos.
Mas cada vez mais acho que eles estão no lugar errado. A Igreja Católica, apesar de muitas pessoas bem intencionadas fazerem parte dela, é um ligar de gente ultrapassada, de má fé e acho que parte da escória do mundo está a frente da Igreja. Papa é um ex-nazista, que estimula a intolerância e o conservadorismo moral. Há outras lideranças qe defendem o anti-semitismo e dizem que o holocausto não aconteceu. A Igreja está recheada de padres pedófilos que , em sua maioria, não sofrem nenhuma punição e alguns são enviados ao Vaticano.
A gota d´água foi esse episódio da menina e 9 anos qufoi estuprada plo padrasto, ficou grávida de gêmeos e teve que fazer um aborto pois corria risco de vida. Ao invés de excomungar o padrasto estuprador o bispo do Recife excomunga os médicos, a menina e a mãe dela. E esse ser humano de quinta categoria continua bispo, em nome de uma pretensa defesa da vida.
Sinceramente não sei o que essas pessoas de boa fé esperam para se afastarem dessa instituição nojenta. É como os crentes cegos que vêem a bispa chefe ser chefe de quadrilha, ser presa, construir igrejas que desabam na cabeça dos fiéis e continuarem lá.
Acho que a fé cega. Ou então é medo ou pura acomodação.
| Escrito por André Fischer às 03h25 | ![]() |
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Gay já era?
09/03/2009
Acabo de voltar. Viagem corridíssima, tempo justo para dar uma geral em Copenhague, uma tarde em Malmo, na Suécia e duas idas rápidas a Christiania – a comunidade hippie no centro de Copenhague que decretou sua independência e propõe uma nova sociedade anti-capitalista.
Só consegui ir dando uma atualizada pelo Facebook, cujo status transformei em twitter.
Como devo escrever um artigo grande para a Junior sobre os OutGames e a cidade, vou evitar me repetir e deixar aqui apenas algumas considerações...
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Copenhague é certamente a cidade mais rica dos 40 países que já visitei. Lembra um pouco Amsterdam em versão mais monumental. Com exceção do metrô, de um luxo ostentatório que beira o sem-noção, há uma certa simplicidade escandinava nas construções. O comércio só abre das 11h ás 18h, sábado até 16h e tudo, tudo fecha no domingo. Tudo bem parado , mas todos insistiam que no verão tudo é muito diferente. Imagino que sim, idéia de jerico organizar um fun tour a Escandinávia no inverno, mas valeu, apesar de ter passado 5 dias sem ver um raio de sol.
Eles repetem sempre que são os dinamarqueses são o povo mais feliz do mundo, que têm uma segurança enorme e se sentem muito à vontade para arriscar. Interessante que nossa visão de felicidade é bem mais histérica e envolve contato humano, falar e rir alto. Quem gosta de louros de olhos azuis , altos e bem nutridos certamente terá encontrado o paraíso. Mas vale lembrar que não existe a palavra ´por favor´ em dinamarquês, eles educados mas bem,bem secos. Copenhague é uma cidade absolutamente silenciosa até mesmo na hora do rush, não há poluição, pode-se fazer toda a região central a pé e as bikes reinam.
A Dinamarca foi o primeiro país do mundo a ter união civil entre pessoas do mesmo sexo, vários direitos são garantidos e eles reclamam que por conta disso há uma desmobilização completa da comunidade lgbt.
A cena gay é bem modesta, tem uma meia dúzia de bares, uma sauna e a única festa gay rola uma vez por mês. Acabou de inaugurar um clubinho bem pequeno, o Disco Volante, do tamanho do Pix. Fui na sexta, os donos/DJs queridos me convidaram para tocar no sábado mas fiz forfait e fui ao Dunkell, clubinho de lindos que parece um editorial de moda. Oscar Café, em ao lado da prefeitura, é o principal bar, fino. O Cozy é o único que fica aberto todo dia até 6 da manhã e reúne todos os doidões, sobretudo gays, da cidade.
Uma consideração interessante é que nos lugares chamados gays não há praticamente ninguém com menos de 30. Fiquei pensando se realmente esse conceito não está ficando meio ultrapassado e as novas gerações não usam mais as gavetas que nós nos acostumamos ... Quando fomos ao moderninho Dunkell, os jornalistas de Cingapura, onde a cena gay é pelo jeito super old school, ficaram repetindo que aquilo não era um lugar gay e tive que fazer uma preleção sobre as diferentes maneiras de ser gay.
Mas será que o que conhecemos como gay vai passar?
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Christiania é uma cidade livre no coração de Copenhague, fundada por hippies e até hoje funciona quase como um país independente. As drogas são liberadas, não há propriedade privada nem impostos, carros são proibidos. Parece meio uma cidade campestre, meio Mad Max, cheia de bares, tudo muito alternativo, grafitis por toda parte. Tem uma Gay House, e muitas, muitas crianças.
Usei a onda adquirida em Christiania para ir a Glyptotek, museu belíssimo com enorme coleção de arte egípcia e grega, focada sobretudo em estátuas de figuras humanas.
Quite a journey...
| Escrito por André Fischer às 17h15 | ![]() |
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A bordo + Milk
04/03/2009
Escrevo do avião, a caminho de Copenhague, para visitar as instalações dos próximos II OutGames, os Jogos Olíimpicos gays que rolam na Dinamarca em agosto. Incrível a organização, semelhante a das Olimpíadas em si. São Paulo já quis abrigar um evento como esse, mas antes precisamos que o esporte lgbt exista em nosso país. Salvo uns poucos bravos guerreiros esportistas, nada nem perto do que acontece em outras regiões do planeta, inclusa nossa vizinha Argentina (onde há esportistas gays, mas não veículos gays relevantes).
Imprensa do mundo todo presente, MixBrasil e Junior são os únicos representantes da América do Sul.
Enviarei relatos e fotos na chegada – na pressa da saída esqueci o cabo da câmera L
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Milk deveria ser obrigatório para todo gay. Conhecia a história de Harvey Milk, mas sem os detalhes particulares, como a linda história com seu companheiro (vivido pelo de-li-ci-o-so James Franco), a maluquice do segundo marido e as motivações de seu assassino.
Interessante ver como ele entrou na militância, uma opção de vida, a partir de sua vivência profissional, o que ele teve que fazer para chegar no poder e as cessões já dentro da prefeitura. Um líder de verdade.
Porque no Brasil não temos nada parecido? Alguém que levanta a bandeira, que tenha visão política, mobilize a comunidade de verdade e nos represente?
Fui assistir no Bristol, cerca de 90% da sala era composta por HTs. Tive a sorte de sentar ao lado de um casal de homens gays um pouco mais velhos, um deles choram o filme todo. É emocionante mesmo. Deveria ter levado o Oscar de melhor filme .
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Meu laptop está com dois adesivos: Organic Food Lover / Junk Food Lover. Passei boa parte da minha vida natureba, mas recentemente entrei em uma espiral de trasheiras com a desculpa de que estou malhando. Not enough, diz o treinador. To tendo que controlar mesmo, se não há abdominal que consiga dar conta. E se aos 30 já não dá pra bobear, aos 40 então...
| Escrito por André Fischer às 09h34 | ![]() |
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