Vazio de poder
31/12/2008
Esse ano não vão rolar shows em Ipanema. Mas já estão montando super tendas no Jardim de Allah. Prova do vazio de poder que se coloca por aqui. César Maia há tempos não governava e o prefeito novo só assume amanhã.É como essa baixaria agora na Faixa de Gaza, não tem Obama ainda pra dizer alguma coisa, fica todo mundo vendo aquilo sem tomar uma atitude.
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Réveillon no Rio é assim. Aquele frisson, aquela expectativa, a meia-noite em si, os fogos. E é isso, é o frisson que vale. Depois é curtir festinhas, dar um pulo na praia, ficar com amigos e se divertir com pessoas queridas. e tal. Não tem graaaandes festas na virada. Tudo depende da animação ;-)
Tem festa o verão inteiro.
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A meteorologia errou e deu praia. Agora é torcer pra não chover.
| Escrito por André Fischer às 21h04 | ![]() |
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Pucca na praia
29/12/2008
Depois de três dias de agonia chuvosa, foi aberta oficialmente a temporada- ainda que a Climatempo insista em dizer que ela só vai durar dois dias.
Um dia de repouso, nervosismo já se instala e multiplicam-se as festinhas. Quase todas boas - isso faz do Rio o destino garantido de todos os verões.
Parece um texto repetido pela enésima vez, mas Ipanema está gay como nunca. O Coqueirão - em alguns ângulos e dependendo do horário - parece a Farme.
Mas elas não seguram o nervoso, saem antes do sol se por e perdem mais uma espetacular batalha entre o sol e as nuvens que finaliza com aplauso coletivo clássico. Será que hoje também tinha fila na Redentor?
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Leitura de praia de hoje foi a Turma da Mônica Jovem ? Cebolinha está moicano (já era desde criança mas a gente não sabia ), Franjinha, mais radical, pinta a ponta da franja de preto, Mônica está meio patricinha e Anjinho virou a bibinha clubber CéuBoy. 
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Hoje na rua ouvi espanhol, italiano, inglês, francês, alemão e russo. E olha que não andei mais de três quadras.
| Escrito por André Fischer às 23h05 | ![]() |
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Memórias do Futuro
26/12/2008
O povo da praia de Ipanema está acostumado a um cenário espetacular, bater palmas ao por do sol mais fantástico do verão no hemisfério sul. Mas na véspera de natal, o coqueirão parou, boquiaberto com uma formação extraordinária nos céus.
Dois arco-íris, um em cima do outro, cruzavam de ponta a ponta mar à Lagoa, fortes, durante mais de meia hora. A sensação nítida era de que estávamos cruzando um portal. Chalabi fez uma foto, mas era tão grande que só coube um pedacinho. Na foto estamos eu, Rodriguinho,Eli e um amigo colombiano que esqueci o nome.
Nos últimos dias tenho tido várias conversas bem esotéricas com amigos que acreditam que estamos mesmo cruzando um portal. Chame de Era de Aquário, 5ª Dimensão, Nova Era, como queira. Mas é certo que o planeta e a humanidade estão passando para um momento bem diferente de tudo que vivemos até agora.
E nesses tempos de mudança as dimensões começam a se misturar.
Uma cena engraçada aconteceu ontem no Baixo. Estava com dois grupos de amigos que não se conheciam entre si, os apresentei. Eli disse ter visto pela manhã um deles na praia e ter tido a sensação de que já conhecia. Ficou imaginando de onde seria. Para mim a resposta foi fácil: era uma memória do futuro, de algo que ia acontecer em breve.
Tô ficando muito místico? Talvez falte enfiar o pé na jaca no Rio neste final de ano para conectar mais com o momento atual.
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O natal em si foi bastante agradável em casa. Minha irmã propôs um Sarau Natalino, onde cada um leria um poema, um trecho de livro, cantaria...Teve Haroldo de Campos, Carlos Drummond de Andrade...Eu acabei fazendo o menos cult e levei um karaokê só com músicas pop/rock brasileiras. Eu fui de Legião Urbana, teve Cássia Eller, Lulu Santos e Vanessa daMatta. Recomendo.
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Quando morava no Rio, o final do Leblon, onde o canal encontra o mar, era um pedaço fedido freqüentado por ninguém. Reformas foram feitas, o mau cheiro acabou, fizeram uma praça e colocaram uma estátua engraçada do jornalista Zózimo Barroso do Amaral. A praça anda meio abandonada, sem luz, mas ainda assim a vista é incrível. E ninguém usa. Ótimo ponto para namorar ou ficar com a turma na madruga.
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Tem assistido Multishow? No meio daquelas baixarias de pornografia soft gringa infames, de mau gosto, coisa de bicha enrustida querendo parecer ht, tem um programa que pelo menos propõe uma linguagem nova. O Sexshake, colagem de trechos de sacanagens desconexas, de bate-papos a bundas dançando funk, cenas picotadas de pornôs e filmes sensuais. Dá uma olhada. E tem também As Pegadoras, onde só falta uma historinha gay para mostrar que são realmente modernas.
| Escrito por André Fischer às 12h23 | ![]() |
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Countdown to Rio
23/12/2008
Segundo show de Madonna, visto de mais perto ainda, manteve o mesmo impacto. No final da tarde, no meio da chuva ela entrou, ensaiou 5 músicas, cantou Don´t Cry for Me São Paulo e pediu que todos rezassem para a chuva parar. Não só parou como estrelas apareceram no show.
É o poder da cabala!
Depois ainda foi pro clubinho secreto e catou Jesus. Hummmm....será marketing ou ela achou exótico? De qualquer forma está na capa do Sun.
Já tinha visto o portfólio do Jesus Luz aqui para a Junior, confesso que não tinha me impressionado. Mas depois de passar pela cama de Madonna, vamos ter que dar uma reconsiderada.
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Na véspera fui a festa de aniversário do Felipe no sítio dele em Atibaia, tremenda locação, tipo clube dos anos 50. Acho que eu era a pessoa mais velha da festa. Por um momento achei estranho, depois relaxei e fiquei feliz de manter entusiasmo pra encarar estrada no meio da madruga.
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Vi a outra revista fraquinha lá. Tem um detalhezinho no expediente que me deixou pasmo: " As matérias assinadas não correspondem a (sic) opinião da Revista". Hã?
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Daqui a pouco tem almoço da firma, marco do final do ano. Hora de fazer uma reflexão sobre o ano que passou e colocar o foco no que vem pela frente.
Sem dúvida 2009 vai ser um ano cheio de desafios e incertezas. Temos que aproveitar as oportunidades sempre. Quando a bolha da internet estourou parecia que tudo ia acabar, mas acabou que crescemos, a partir de um patamar menor é verdade, mas de forma mais consistente.
| Escrito por André Fischer às 13h30 | ![]() |
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Just Like a Dream
19/12/2008
Nada como manter as expectativas baixas, tudo que vier de bom é lucro, parece novidade. Estava com um pé atrás com Madonna, a história da bochecha, o ensaio 90 demais na festinha do Londra... Beirava o bode. Ainda assim pintou um vip para o primeiro show de São Paulo, ainda fiz corpo mole dizendo que já tinha comprado para domingo.
Por sorte fui.
A chegada foi tranqüila, apenas uma hora entre a Paulista e o estádio. Parecia que ia chover, mas não caiu nem um pingo. Staff simpático, salinha de imprensa bem decente. A surpresa começou com a proximidade do palco. Fiquei, sem me espremer, a coisa de 15 metros d´Ela.
Nem o set infeliz de Paul Oakenfold - que saiu sob vaias 15 minutos antes do previsto- nem o atraso de 45 minutos - causado pela demora do público em entrar no estádio- conseguiram diminuir o impacto da entrada de Madonna. Um frisson percorreu o estádio.
As músicas do álbum novo (que aliás, não comprei ) cresceram no show. She´s Not Me, onde Ela xoxa suas encarnações anteriores. Ontem foi a vez dEla dar um beijão de língua na noiva de Like a Virgin. Todas as versões novas dos sucessos antigos se superaram - Borderline e Ray of Light, ficaram pesadas e modernérrimas, quase chorei.
Madonna falou muito com o público, disse que os brasileiros são " the best" e por isso decidiu encerrar a turnê por aqui. Avisou ainda que vai voltar, mas se apresentando em lugares menores, mais perto do público. O momento mais meigo foi quando o público repetiu várias vezes " We Love you" justo antes dela cantar " You Must Love Me" . No momento canções ciganas, ela toma um gorozinho com um bailarino. A gente achou que era aminoácido pra segurar o tranco.
A música escolhida por um mané de verde - que ficou gritando Marciôô várias vezes- para ser cantada a capela foi Like a Virgin. O público se confundiu e repetiu a primeira parte duas vezes.
A 15 metros a bochecha super funciona, os músculos e a precisão das coreôs são surpreendentes. Não há ninguém no mundo, nem com 20 anos, com aquela disposição. Cenário incrível, bailarinos lindos, tudo perfeito.
Uma deusa viva, linda. Duas horas que passaram como um sonho.
Domingo eu vou de novo.
| Escrito por André Fischer às 13h22 | ![]() |
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Eat the rich
16/12/2008
Montes de indústrias vão quebrar, o desemprego vai ser brabo. Essa é a parte dolorosa dessa crise, que vai forçar uma diminuição do consumismo desenfreado característico dos últimos 20 anos e que está acabando com o planeta.
Carro vai ter que durar 10 anos, roupas idem, aquelas tralhas fabricadas na China que não servem pra nada vão ter que deixar de existir, alimentos vão ter que ter embalagens mais racionais.
É bom a gente ir se preparando para a Nova Era que bate à porta.
Vai ter em que combinar assim: quem ainda não tem, pode, quem já tem, não pode mais. Uma espécie de socialismo do consumo. Chegou a vez dos ricos se fuderem um pouco.
Um astro pornô inglês conhecido, que esteve aqui no MixBrasil esses dias, contou como a crise está batendo no seu setor, em Londres. Os filmes continuam sendo produzidos, pois as vendas de DVDs e sites adultos continuam bem. Mas o trabalho com programas diminuiu horrores, porque os ricos estão com menos dinheiro e brochados com a crise.
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Aliás, ele contou também que essa história de teste do sofá não rola na indústria pornô gay. O único sofá que ele fez com o Michael Lucas. Lucky him.
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Agora, crise à parte, não pude resistir ao bazar do Alexandre em BH. Não perco um: é a única maneira de ter um guarda roupa Herchcovitch. Roupa boa, de qualidade, que dura, por preços suuuuper razoáveis.
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Uma espectadora em Belo Horizonte ficou revoltada com Otto, o filme de Bruce LaBruce, e quis falar comigo e Suzy para saber porque o havíamos escolhido. Bolacha grossa, disse que era professora de cinema e repetiu várias vezes que era o pior filme que tinha visto na vida. Comecei dizendo que de alguma forma o filme tinha valor, pois a havia impactado tão fortemente.
Apesar d´eu ter respondido com gentileza e algum bom humor, ela parecia disposta a arrumar uma confusão. Suzy cedeu à tentação e já estava começando um bate-boca, mas insisti no deixa-disso.
Não adianta, opto sempre pelo não-enfrentamento e parto do princípio que o outro sempre tem lá sua razão. Às vezes sou confundido com falso-bonzinho, que só quer ficar bem na faixa. Sou refratário a brigas, talvez por algum trauma de infância. Juro que minha intenção é compreender e buscar o entendimento, o que pode ser facilmente traduzido por unidimensional, previsível e meio chato.
Mas fazer o quê? Forçar um tchutcho que não me pertence? Bebo para dar uma relaxada e poder ser menos politicamente correto, menos certinho. Mas só uma vez por semana, senão vou parar no AA.
| Escrito por André Fischer às 19h17 | ![]() |
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Diário de BH
12/12/2008
Assisti novamente hoje de manhã Os Outros, sabe aquele da Nicole Kidman louca com as crianças?. Fiquei pensando nesse povo que morreu e não sabe...
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O Festival MixBrasil em São Paulo já virou coisa de gente grande, não sei nem o nome de boa parte das pessoas que trabalham no evento. Quando ele sai pra turnê fica mais intimista, mais roots. Fico nas salas, apresentando resolvendo pepininhos, contato total e direto com o público, equipe e pessoal técnico o tempo todo. E ainda dá pra ver os filmes. É revitalizante.
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Uma delícia o Palácio das Artes. E como os mineiros são mais gentis que cariocas e paulistas!
Ontem fui a um bistrô bonitinho, perto de uma favela que atende pelo brejeiro nome de Pau Comeu.
Até agora não achei um lugar com pão de queijo decente...
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Lula deu uma dentro depois das desastradas declarações iniciais no começo da crise financeira mundial. Aliás duas. Primeiro incitou as pessoas a continuarem comprando. O consumo é uma conquista recente de boa parcela da população brasileira e seria uma injustiça tirar isso dela. E essa é uma crise de confiança, portanto só consumo é capaz de manter os empregos. E aqui a coisa não era tão descolada da realidade como nos Estados Unidos.
Outra foi dizer que é preciso manter o bom humor na crise, não levar tudo tão a sério. Mesmo que ela venha mais forte, não podemos deixar o baixo astral tomar conta. Ele é o combustível das crises. Essa pode ser uma das nossas contribuições neste contexto mundial complicado.
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O Hotel é bem na frente do Minas Shopping. O Papai Noel que corre os corredores estava era bem magrinho. Bem vestidinho, decente, mas magro. Não dá para não fazer um paralelo ao natal meio magro que os lojistas devem estar temendo. Realmente é preciso manter o humor na crise.
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A Junior que está nas bancas traz um delicioso quiz sobre o Rio, feito pelo amigo Ronald Villardo, uma inteligência pop carioca. Fiz o teste de descobri que eu sou meio uózinho!
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Bom, estamozindo pra Inhotim...
| Escrito por André Fischer às 09h44 | ![]() |
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Só o belo salva
08/12/2008
Olha só que genial!
A Tim lançou o Plano Cilada Empresarial.
Funciona assim: você compra um pacote de minutos e paga a mesma coisa que qualquer outra pessoa entrando em qualquer loja consegue comprar. Só que para ter acesso ao Plano você só pode ser atendido por um assessor de vendas corporativas.
No atendimento telefônico, seu tempo de espera é o dobro.
Se tiver qualquer problema (perder aparelho, por exemplo)não pode usar nenhuma loja da Tim, exceto as de três Shoppings, um em cada extremo da cidade.
Chegando lá você até pode pegar um chip novo, mas tem que esperar cinco dias pela visita do assessor para pegar o aparelho. Se for em final de semana, não tem direito a nenhuma assistência. O chip, é claro (não, é tim), custa R$2 mais caro que o chip normal.
E no Plano Total Cilada Empresarial você só pode comprar o chip à vista!
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Poizé, eu tenho um Plano desses.
Depois de 6 protocolos em cerca de três horas de peleja até uma ligação ir até o fim, levei 45 minutos na loja do outro lado da cidade, só pra comprar o tal chip. O aparelho tem que ser outro dia.
Foi aí que a sombra do ogro ameaçou tornar todo o universo um horror de incompetência e má-vontade.
Por sorte, bem na frente tem um todobom dando meio mole (com uma mina tipo namorada do lado, é verdade). Pelo menos ajuda o tempo a passar.
Aí dá pra repetir mantra, acertar a respiração, manter a coluna ereta.
Não orna ficar bufando.
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O Shopping estava vazio,o que pelo menos facilitou a parte estacionamento Mas para dezembro à noite, shopping vazio daquele tanto...
| Escrito por André Fischer às 23h15 | ![]() |
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Obra ou objeto
07/12/2008
O sol era para praia, mas no domingão paulista programa cultural é opção. Ontem já houve o momento especial avaf de abravanação total na Bienal. Performance-instalação-festa que produziu lindas imagens para levantar o astral no fechamento da xoxa edição do vazio.
Fomos no Tomie Otake ver o conteúdo do Saramago depois a embalagem do Karin Rachid.
Exposição bacaninha com vários objetos criados pelo designer ( o melhor de tudo é uma reprodução em látex dele próprio). Inclusive algumas caixas, cadeiras e lixeiras que estão à venda em várias lojas de São Paulo.
Encostamos o dedo em um desses objetos e o segurança, como era de se esperar, veio pedir que não tocássemos. Disse um “ não toque nas obras” já meio grosso. Respondi apenas “ ok, não tocamos. Mas não são obras, são objetos” levantando com humor a discussão do que realmente é obra de arte.
O guarda – chamado Tiago, se alguém que trabalha no Tomie Otake quiser saber- não entendeu o espírito, chamou um outro segurança e disse “ cola neles” como se fôssemos pichar alguma coisa.
Pedi, já perdendo o humor, que ele saísse de trás de nós. Ele, ao contrário, chegou mais perto. Como não tinha um spray para pichar a cara dele, só o chamei de mané e dei-lhe as costas.
ENFIM,
uma lixeira que pode ser comprada em qualquer loja de design não é uma obra de arte.
Essa confusão de valores talvez seja um dos motivos da crise do atual sistema econômico, o capitalismo.
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E porque a pichadora continua presa? Se ninguém faz nada para soltar a coitada, a Bienal não deveria intervir? Ela podia até ter passado a noite para tomar um susto, mas deixar a menina virar bode expiatório é covardia.
| Escrito por André Fischer às 22h26 | ![]() |
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A bochecha da Madonna
05/12/2008
A cada vez que vejo Madonna acho ela mais esquisita. Esse namoro com Alex Rodriguez (negado com veemência pelo jogador), a amizade com Justin (talentoso, mas um debilóide egocêntrico) e para terminar esse enchimento na bochecha, combinado com a plástica errada no olho tem me feito reavaliar se ela realmente sabe o que está fazendo.
Vou no show, por uma questão de homenagem a tudo que ela já fez, mas acho que ela deveria ter o bom senso de parar com grandes shows em estádios no final desta turnê. Espero, do fundo do coração, que ela não vire a Cher. Madonna tem sido uma referência importante há 25 anos, desde o final da minha adolescência. Torço por uma continuação mais digna do que este álbum e shows meia bomba, querendo dar uma de garotinha aos 50. A Ellen DeGeneres, que tem a mesma idade e nunca foi gostosa, parece melhor do que ela.
É como um maigo de 30 e poucos que de tanto Botox que fez, está com cara de 40 tentando parecer mais novo.
Uso montes de cremes, mudo cabelo e pêlos faciais para tirar a atenção do canto dos olhos, mas a verdade é que os sinais do tempo vão se somando e chega uma hora que é preciso tomar uma decisão: ou deixar cair com dignidade, tipo Iggy Pop, ou virar Rosana.
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Entendi um pouco mais a Britney vendo os documentários do Multishow. Acho que ela armava tudo sim, a loucura era uma coisa totalmente armada, para poder ter a tal da volta depois. Esperta ela...
| Escrito por André Fischer às 19h18 | ![]() |
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Troféu Framboesa
03/12/2008
No finzinho de uma entrevista hoje à tarde, uma jornalista perguntou para quem daria o Troféu Framboesa da política contra direitos lgbt desse ano. Interessante que para induzir a pergunta ela citou imediatamente antes o episódio Marta-Kassab. Uma técnica básica quando precisam que alguém diga o que eles querem
dizer.
Macaco velho, entendi que ela queria que eu coroasse o espaço que ganharia falando sobre meu livro novo com a cessão do Troféu Framboesa para Marta.
Respondi que o que seria o Troféu Framboesa, o preconceito da ex-prefeita (ou pelo menos de sua campanha, o que durante a campanha é a mesma coisa) sobre a sexualidade do atual prefeito, acabou sendo o melhor fato político para gays e lésbicas do ano, pois a vaia geral veio junto com uma aceitação geral de que não apenas não importa a sexualidade de um governante, mas também é feio apontar isso publicamente.
Vamos ver o que - e se- vai sair.
| Escrito por André Fischer às 00h20 | ![]() |
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Ipanema Posto por Posto
01/12/2008
Depois de uma manhã no caos do camelódromo da Uruguaiana (tentando desbloquear o presente de grego que ganhei da Claro), trabalhei correndo para poder aproveitar o dia esplendoroso para pelo menos uma olhadinha na praia antes de voltar a trabalhar.
Encarnando o biker carioca, pedalei duas vezes do Jardim de Alah ao Arpoador só para sentir o que o verão promete. Acabo de chegar em pré-êxtase. Para não dizer que estou exagerando, havia três equipes fazendo fotos/ vídeos só entre a Teixeira e a Aníbal.
Querem de qualquer maneira que a areia entre o 7 e 8 seja o novo ponto dos modernos, mas acho que é forçar a barra. A faixa ali é curta, fica muito embaixo da calçada e o mar é meio esquisito. Além disso para padrões ipanemenses o Arpoador é longe.
A Farme virou uma coisa para gringos e cariocas atrás de gringos. O 9 continua com a embaixada da Jamaica. O Coqueirão já lotou demais, o que significa que deve rolar uma revoada de lá, já prenunciada com uma mudança para os lados do Caesar Park. Acho que a coisa vai pegar mesmo no 10, entre a Muscle Beach (academia montada pela prefeitura para quem quer puxar ferro de graça) e o lugar mais lindo da orla, as dunas replantadas e preservadas do Country, projeto cenográfico do paraíso.
E, Deus, certamente a maior concentração de corpos perfeitos do planeta neste exato segundo está a uma quadra daqui.
Como é impossível competir nesse quesito, resolvi apostar forte ontem no bazar do Alexandre, cheio de peças de verão, que está rolando no SOL da Corcovado.
| Escrito por André Fischer às 18h43 | ![]() |
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