Chuva no Rio
30/11/2008
Sabe que gosto do Rio com chuva? É obrigatório desacelerar e a cidade fica com um cheiro gostoso. Segunda, 1/12, rola lançamento do meu livro na Travessa de Ipanema às 19h. Todo mundo diz que os lançamentos bacanas agora são na Travessa do Shopping Leblon. Ai, sou mesmo um estrangeiro. Pensei que seria mais tranqüilo fazer mais perto de casa...
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Ando obcecado pelos atentados em Mumbai, passando os dias seguindo o que acontece pela tevê. Alguém disse que no meio dessa crise global, a televisão volta com força. Ela é mais certa e segura do que a internet e com retorno mais garantido aos anunciantes que outras mídias. Sobre Mumbai, estive em boa parte dos lugares que foram tomados pelos terroristas, fico imaginando o que está rolando naquele lugar ultramega lotado de gente. A India é realmente uma bomba relógio. Será que vai chegar o dia em que isso vai acontecer no Rio?
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Tem horas que penso em abandonar a terapia, achando que está tudo bem e que estou começando a encher lingüiça. Aí aparece uma chatice provando que tem sempre o que trabalhar. Uma vezinha por semana pelo menos em nome da sanidade...
Cheguei naquele ponto em que fui confrontado com minhas travas e caretices. Resultado que ando, pelo menos verbalmente, me soltando bem mais. O post anterior foi parte desse processo.
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Depois de três semanas parado, voltei à academia. O instrutor descreveu como acontece a perda de massa muscular após duas semanas sem exercício. Nunca mais. Estou a base de Amino Fuel. Não sei se é efeito placebo, mas dá realmente um ligão pra malhar, aumenta bem o rendimento.
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Prefiro rock e música eletrônica, mas sempre soube reconhecer o poder de uma boa Ivete Sangalo em uma festa mais pop. Não é só a música que contagia: a pista ou rua é contagiada pela presença energética e naturalmente linda dela, lembrada pela voz.
Mas meu...vi foto dela na Monica Bergamo, não reconheci. Cara, o que ela fez?
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Tenho gostado de festas a fantasia, quando aproveito para criar umas produções, usando coisas do acervo que meio sem querer formei nesses anos. De uma certa forma dá pra encarnar personagens. Tudo pela soltura.
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Participei do Claro Curtas, festival de vídeos de até 90” feitos com celular. É um evento evidentemente planejado antes da crise. Os filmes selecionados eram divididos em categorias. Pouc coisa interessante, muito pobrinho tanto em termos de roteiro e realização, coisas já vistas e feitas no MixBrasil anos atrás.
Dos 20 que vi salvaria uns três, ainda com a ressalva do suporte e do tempo de duração. Em documentários um minuto e meio não é suficiente para desenvolver uma idéia. E já tem o Festival do Minutos, tem o de 5 minutos, tem os de curtas, tem mobile fest, Resfest...
Durante o debate tive ainda que fazer o chato politicamente correto e corrigir o Breno Silveira, que disse que admira cineastas que colocam seus problemas na tela. Ele se referia a gays e cadeirantes. Tive que parar e corrigir: ‘ melhor dizer experiências em vez de problemas’ . Né?
| Escrito por André Fischer às 13h51 | ![]() |
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O estouro da bolha gay
25/11/2008
Finda a maratona do Festival MixBrasil em São Paulo, tempo de retomar a vida em seu tempo normal. Evento foi um sucesso, cada vez maior e mais profissional. Vi filmes que me tocaram profundamente, mas sobre eles falo depois.
Passei algumas horas com Bruce Labruce conversando sobre os estouros da várias bolhas que a atual über crise financeira detonou. Ele se referia especialmente à bolha das artes, que fez os leilões e galerias transacionarem valores estrondosos de artistas contemporâneos nos últimos anos e cujo valor caiu pela metade, ou mais, nas últimas semanas.
A matéria que saiu na Ilustrada sobre o assunto dois dias mencionava que no caso de arte latinoamericana as perdas não foram substanciais pelo fato de não haver uma bolha nesta área.
As bolhas são criadas pelo aumento vertiginoso de valor de algo em função de expectativas baseadas em algo sem lastro na realidade. Quando o mercado acorda e se dá conta, a bolha estoura. Foi assim com as empresas de internet em 2002. Está sendo assim agora com os imóveis nos EUA, o preço do petróleo, a cotação do real, as ações na bolsa.
E também com o tal mercado editorial gay. No último ano dei dezenas de entrevistas sobre o chamado boom desse mercado, que nada mais era do que a publicação de três títulos distribuídos nacionalmente em banca direcionados ao público masculino gay sem conteúdo erótico. Com o fechamento da Dom anunciado pela editora Peixes, posso falar um pouco mais sobre o tema sem incorrer no risco de ser deselegante falar da concorrência.
Em primeiro lugar é evidente que não há mercado no Brasil para tanto. Se na França e na Alemanha, onde há comunidades gays maiores e mais ricas, apenas duas revistas disputam esse segmento, porque aqui haveríamos de ter três?
Foi uma iniciativa um tanto ingênua – e também de uma certa arrogância – acreditar que o mercado publicitário e a lógica editorial iriam mudar. Ninguém de verdade acredita que existam 18 milhões de gays no Brasil. Pode haver até mais homossexuais ou bissexuais, mas gente que consuma gay, que compre revista gay...esse número é bem, bem menor. Trabalhando há 15 anos nesse mercado já deu para entender qual nosso tamanho e limitações.
Em nenhum lugar do mundo há editoras não-gays fazendo revistas gays, pelo simples fato de que é preciso inserir os fatores militância e tesão (de fazer uma revista gay) para essa conta fechar. Tiragem de 50 mil, pagar valores acima do mercado a modelos, contratar uma equipe de revista grande, tudo isso mensalmente... difícil imaginar quem continuaria cobrindo o vermelho por tanto tempo. Ele não resistiu a um CEO novo, preocupado só com a contabilidade da empresa.
A Dom era bastante profissional, mas se levava a sério demais, ao acreditar na existência da fina que compra carrões, tem vergonha de ver homem sem camisa e que não fala bobagem- a edição que está na banca chega ao ponto de recomendar, em matéria sobre etiqueta na cama, que não se deve falar palavrão ao fazer sexo!!!
O departamento comercial da Peixes fazia questão de dizer no mercado que a Junior era para teens e a Dom para maduros. Só que pesquisa realizada na UFMG, que será divulgada mês que vem, mostra que o leitor da Junior é mais velho (na média, 33 x 26 anos) e mais abastado que o da Dom.
Eu tenho uma teoria... A Junior é uma revista mais assumida, para quem é melhor resolvido (pelos temas e linguagem) e bem informado – ao contrário da Dom, Aimé e G, a Junior não tem noticiário, pois contamos que quem a lê acessa internet e já teve acesso àquelas notícias de um mês atrás. E ser rasgadamente jovem não é algo que, de forma alguma, exclua homens gays mais velhos. Pelo contrário.
Não acredito que a remanescente dure muito mais tempo.
Pode ser que a Junior também tenha que fechar um dia (pé de pato mangalô três vezes), mas não são esses os sinais que estamos tendo até agora.
Conseguimos fazer uma revista bacana, mas com pé no chão, que cabe na nossa capacidade de investir e que tem objetivos maiores, não apenas comerciais.
| Escrito por André Fischer às 20h02 | ![]() |
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16o. MixBrasil
14/11/2008
Já começou a maratona do 16o.Festival MixBrasil. A programação está no www.mixbrasil.org.br. O QG é no Espaço Unibanco, mas o evento rola em 11 espaços até dia 23. Esse ano não vi muita coisa antes, mas quer saber alguns dos imperdíveis?
As Competitivas Nacionais
Homopunx
Nas Ondas de Newcastle
Too Hot in Telaviv (pornô sen-sa-ci-o-nal)
Sexy Boys
Devotee
Mais um Filme Gay 2
gay e Daí?
Derek
Aquarla
Otto
Squeeze Box
Dream Boy
Já já falo de cada um, mas anota.
EStou na correria do Festival+ Feschamento da Junior e ainda tem os lançamentos dos sites novos, o Dramatica e GuiaGayBrasil.
Novembro é sempre um mês de locurama, mas esse está especialmente....
Sorte que o tempo passa (15 anos de Mix, já não vai dando mais pra esconder a idade!) e a gente já não se desespera por qualquer coisa...
| Escrito por André Fischer às 20h30 | ![]() |
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Diário paulistano
10/11/2008
Ontem teve Planeta Terra, acabei nem indo na Kylie. Uma pena dois showzões no mesmo dia, mas já tinha visto a Minogue e deu uma certa nostalgia do Jesus & Mary Chain, de quem fui fã nos 80, e vontade de ver Kaiser Chiefs, que freqüentou meu ipod e sets uns 3 anos atrás.
Bom ver o Jesus revisitando seus sucessos, dando uma roupagem pop e moderna ao seu rock distorcido. Kaiser Chiefs mandou bem também, Breeders ok, mas muito barulho no galpão sem acústica alguma. Offspring uma chatice. Um lugar que nunca tinha visto, gigantesco. Impressionante como São Paulo tem lugares que não se imagina.
Voltei na Bienal, vi mais uma vez trabalho do Rubens Mano (na instalação, um vídeo sobrevoa a cidade de São Paulo), peguei do começo da represa de Guarapiranga. Incrível como há florestas.
Também o Ianês – ele vai passar 2 semanas na Bienal só vestindo e consumindo o que lhe oferecem. Não sabia se devia falar com ele ou não, ele mesmo deu tchauzinho.
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Estava ontem no show com uma amiga gostosa, bem famosa, que está solteira. Ela reclama que está difícil encontrar homem. Mas eu tive que ficar meio que organizando a fila dos caras que não paravam de rodear. É reclamar de boca cheia ;-)
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Fiz uma obra em casa e na hora de escolher a porta da nova varanda optei por uma porta de ferro, segura, mas com mais cara de antiga. Poderia ter optado por uma leve, mais design. Preferi algo com cara de casa de gente. Nessa última viagem ficamos em dois hotéis ultra design, de arquitetos famosos,o
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Já experimentou ostras
| Escrito por André Fischer às 01h16 | ![]() |
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Cara Limpa
07/11/2008
Noites passadas na tevê acompanhando Obama. Dei uma lacrimejada em uns momentos, compartilhando de uma comoção mundial. No meio de uma crise causada pelo mercado financeiro que usou o neoliberalismo para fazer uma mega lambança, vislumbramos a concretização de uma esperança.
Em um mundo sem líderes, queremos poder enxergar um possível líder para fazer as mudanças necessárias. Ou pelo menos alguém que parece se propor a isso.
Já passou a paranóia do papa negro. Ser tudo der certo, ele deve ser sim o arauto do final dos tempos, mas dos tempos antigos. Se tudo der certo, ele pode anunciar os novos tempos. O fim da Era da peixes e o começo da Era de Aquário.
Assumo, sou pós-hippie.
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Para comemorar, e tentar ficar um pouco mais parecido com Obama raspei barba e bigode – pela primeira vez em mais de uma década estou sem pêlos faciais.
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Festinha ótima no tal clube (secreto).Gatos e gatas trintões, um ou outro quarentão/ona. Diria que maioria absoluta de héteros, mas com várias zonas intermediárias. Som 90, bom, sexy, mas que não surpreende.
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Ex-vegetariano é foda. É o mais carnívoro de todos, porque sabe o que está fazendo.
| Escrito por André Fischer às 03h26 | ![]() |
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Força Bruta
03/11/2008
Estava desde a estréia querendo ver Fuerza Bruta, mas foi a promessa de uma versão gay que tornou a ida inadiável. Na real, de gay mesmo só o público e a pista do lado de fora powered by The Week. Mas isso não tirou em nada o impacto do espetáculo.
Ultra sexy, com bailarinos e bailarinas argentinos fortes interagindo diretamente,fisicamente mesmo, com o público. Vento, água, proporções subvertidas, toque.
Meio Fura Dels Bals, mas menos cabeça, com mais adrenalina e testosterona e imagens ainda mais impactantes. 
A animação estava tão grande que no final teve um povo que se jogou na água, esquecendo que fazia 14 graus do lado de fora...
Vai até dia 9 lá no Parque Villa Lobos, quem não viu tem que ver.
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Outra força bruta foi a festinha de sábado. Ainda não tinha ido a nenhuma Luxúria do Heitor Werneck. É no espírito do Kit Kat de Berlim, uma coisa com pé na festa à fantasia, mas com fetiches de verdade. Imagens fortes de dominação, humilhação, sadomasoquismo, fisting, a maioria heterossexuais, mas tudo muito, muito solto e friendly. Somzinho legal no andar de cima. Fui introduzidos a umas chicotadas, olha que gostei...
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No sábado à tarde rolou festica naquela galeriazinha lá no final da Tietê, quase João Manuel. Três lojinhas de objetos, brechó e livros bem bacanas, vale ter em mente na hora de comprar presentes.
Antes tinha feito um festim de carne, domingão tive que passar vegetariano pegando leve.
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Hoje tinha Bailinho no Rio, no Mam. Bem que eu queria poder realmente estar no Rio e SP sempre. Quano o trem bala inaugurar vai dar...
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Ai, ai, e o Festival está logo aí...
| Escrito por André Fischer às 00h49 | ![]() |
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