Prêmio Moda Brasil
30/10/2008
A assessoria de Imprensa ligou três vezes para confirmar presença no Prêmio Moda Brasil no Teatro Municipal, me paeceu de bom tom ir. Não tenho ido muito a eventos de moda, é uma energia muito forte que rola e depende estar igualmente forte para segurar a onda. Mas como dirijo uma revista que tem uma pegada forte de moda masculina, achei que era de bom dar uma olhada.
Como trabalhei até 9 e tanto, acabei chegando no meio da premiação, em tempo de ver o amigo Felipe Velloso ganhando prêmio de stylist. Torci pros amigos da Key, pro Alexandre e
Evento bem bacana, fino, mas platéia gélida. Acho que não queriam arriscar um faux-pas, há um tensão grande entre os fashionistas nesse sentido. 
Papinhos ótimos depois, muita gente interessante, mas o ponto alto foi mesmo o encontro
*
Estarei no Altas Horas na madrugada deste sábado para domingo falando do meu livro Como Mundo Virou Gay? e do Festival MixBrasil. Não sou muito de anunciar minhas aparições na tevê, mas o programa realmente está bem bacana. Estão Gilberto Gil e a linda Maria de Medeiros, de quem sou fã desde sempre e que pude trocar umas idéias. Que querida ela é!
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BTW, Canal Brasil confirmou a terceira temporada do Cine MixBrasil, do qual sou curador e apresentador.
| Escrito por André Fischer às 20h45 | ![]() |
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Ressaca
27/10/2008
Estou no Rio, onde vim apenas por algumas horas, para vestir verde e acompanhar
a família que votou no Gabeira. Pena que não deu. Não foi desta vez que se
concretizou o sonho de um prefeito com uma visão moderna de mundo. Era o que
o
Rio precisava, alguém que propusesse uma mudança, mas a caretice foi mais
forte.
Por volta da 1h da manhã estava no BB, no Baixo Leblon, e as
pessoas do
balcão lastimavam a derrota de Gabeira. Nesse momento chega um
carro com 4
playboys bêbados acompanhados de outro carro com seguranças. Os
mauricinhos
estavam enrolados em bandeiras do candidato vitorioso e
visivelmente queriam
briga. Ficaram dando socos no balcão gritando "Gabeira
tomou no cu". O olhar de
todos era de nojo para aquela manifestação
desnecessária, como foram
desprezados, depois de dez minutos os seguranças
os convenceram a sair dali e
saíram cantando pneu. Acho pouco provável que
Eduardo Paes mude alguma coisa na triste
história de decadência do Rio de
Janeiro, mas torço para que ele se ilumine e
consiga reverter esse
processo.
Quanto a Marta, é a grande derrotada nessa eleição. A inexplicável
decisão de abrir mão do voto gay ao criar a peça mais
preconceituosa de toda
campanha cobrou a conta nas urnas. Como seu futuro
político deve ser
legislativo, também espero que ela tenha uma luz e volte a
dialogar com sua
base. 
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No sábado teve a abertura a Bienal, me joguei
no
escorrega (em São Paulo é escorregador, mas é nesse vocabulário infantil que
o carioca vem com força), vi uma coisa ou outra bacana. Mas a sensação é de
crise: financeira, nas artes, de criatividade.
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Depois da Bienal teve
a festa de 40 anos do
Chico, muita gente bacana, a maioria quarentões.
Mesmos os meus já tendo
passado, acho que vou comemorar tardiamente
;-)
*
Na Mostra o placar está
em 3 bacanas x 4 bombas, incluindo o
documentário chinês 24City que foi louvado
pelos críticos da Folha, mas que
é uma chatice indefensável. Amanhã tem o novo
do Woody Allen, espero que o
placar empate. O melhor até agora é argentino
Leonera.
| Escrito por André Fischer às 15h01 | ![]() |
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Quero me ver na tela
21/10/2008
Acho que já contei aqui em algum momento que me mudei pra São Paulo durante uma Mostra. Na época não havia Festival do Rio e o Estação Botafogo era o máximo da cultura alternativa. Em São Paulo a Mostra abria um mundo de possibilidades e foi essa a data que escolhi para vir para cá. Daí o Festival MixBrasil logo depois e tudo mais... e daí meu apego eterno à Mostra.
*
Estou chegando do quarto filme da Mostra. Fui ver Última Parada 174, do Bruno Barreto. A apresentaÇão dele já foi burocrática, só agradecimentos, nenhuma historinha, nenhum humor, algo que fizesse a liga do público com o filme. Já pensei...ih, ele não está seguro com o filme, quer que passe logo.
Na verdade parece que era a quarta vez que estava vendo o mesmo filme. Já teve Cidade de Deus, Cidade dos Homens, Tropa de Elite, sem contar o próprio documentário Ônibus 174. O filme tem lá seu valor, mas é barulhento, deprimente e aquela violência social de favela que já nem choca mais. Talvez se tivesse sido lançado há quatro anos, talvez, fizesse sentido. Mas o Acerola, o tenente do Bope, essas referências todas...na real...achei perda de tempo. E meu placar agora disparou: Chatices 3 x 1 Bacanas.
Pra falar bem a verdade me deu vontade de chegar logo o Festival MixBrasil. A Mostra é uma oportunidade incrível de ver o mundo (amanhã vou ver um lituano, depois um argentino), mas o Mix tem uma grande vantagem: mesmo quando o filme nem é tão bom (lógico, Suzy, tem váááários ótimos) ele tem alguma coisa que tem a ver comigo - posso arriscar dizer conosco?
São filme que tocam em questões que também não vejo todo tempo por aí e que , no mínimo, vão ser filmes gays, falando de gays. Sem falar que esse ano a curadoria buscou filmes mais transgressores. Deixa o blockbuster, que adoro, para ver durante o resto do ano. É essa informação diferenciada que eu quero.
E quero também encontrar pessoas que estejam buscando o mesmo.
| Escrito por André Fischer às 00h46 | ![]() |
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Mostra 1x1
20/10/2008
Fim de semana de bode em casa. Ainda deu pra fazer um certo social, ver dois filmes da Mostra, um bom (Queime Depois de ler, dos Irmãos Coen) e uma chatice pretensiosa-metida-a-cool da seleção do Wim Wenders (Três Dias de Chuva, só para você cortar da sua lista). Tinha muito o que fazer, não deu nem a metade. Uma certa preguiça de tudo, vontade de ficar em casa nesse friozinho. Adiar mais um pouco o que venho adiando já há uns dias. Mas dessa semana não passa...
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Simpático o lançamento do livro. Gostei do esquema de bater um papo com público, passou rapidinho, nem doeu.
Dá uma olhada na página que a Ediouro fez do "Como o Mundo Virou Gay?"
http://www.ediouro.com.br/comoomundovirougay/
| Escrito por André Fischer às 01h21 | ![]() |
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Gabeira, Obama
16/10/2008
Gabeira foi um dos heróis da minha adolescência. Lutou contra a ditadura pelo que acreditava, foi exilado, morou na Europa se virando, trabalhando até como condutor de metrô. No auge da caretice desafiou limites do machismo, sempre defendeu a liberdade sexual.Li seus livros, votei nele duas vezes antes de transferir meu título para São Paulo.
O Rio, coração do Brasil, lugar onde nasci e onde moram as pessoas que mais amo no mundo, é também o lugar onde a política é mais nojenta. Casal Garotinho, Brizola, Moreira Franco, Marcelo Alencar, César Maia...uma série de governadores e prefeitos que envergonham o Rio e deixaram a coisa chegar onde está. Cidadãos que não respeitam a cidade onde moram, corrupção, sujeira moral e nas ruas, abandono, uma guerra civil enrustida que mata mais do que o conflito na Palestina.
Acho, de verdade, que Gabeira é a possibilidade de uma mudança de espírito, da maneira de conduzir o Rio. Respeito Eduardo Paes é sem dúvida bem melhor do que o desastre nuclear que foi César Maia, mas acho que ele vem da mesma matriz política de tudo que está aí.
Nesse momento, em que a campanha de São Paulo dá vergonha – as musiquinhas dos candidatos se atacando da maneira mais baixa mostram o nível intelectual da coisa toda- tudo que queria era poder vestir verde e votar em Gabeira.
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Estou assistindo o debate Obama x McCain. Alguém tem alguma dúvida que Obama é a melhor opção para o mundo nesse momento? McCain é o símbolo de tudo que deu errado. Obama, um cara sem dúvida muito preparado, é , no mínimo, a possibilidade de mudar. 
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Ai que vontade de continuar me perdendo de bike pelos canais de Amsterdam, comendo croquetinhos do Febo, bolos lariquinhas, indo a galerias e lojas incríveis...
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5ª, 16/10, rola o lançamento do meu livro “Como o Mundo Virou Gay?” lá na FNAC da Paulista. Inicialmente não gostei da capa, mas quando a vi em uma livraria entendi o que minha editora quis dizer: ele realmente se destaca. Para mim, ele tem um significado importante ao fazer um balanço de tudo que rolou nos últimos 12 anos sobre tudo que se relaciona ao movimento e cena gays. São crônicas sobre situações que vi e vivi e que muitos que estão lendo também viveram.
| Escrito por André Fischer às 23h49 | ![]() |
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Papelão
13/10/2008
Cheguei disposto a fazer um post sobre os dias em Amsterdã, delícias culinárias, passeios de bike, encontros com amigos e coffeeshops.
Mas ao chegar soube e vi a inacreditável campanha de Marta, fazendo menção à homossexualidade de Kassab como algo que deporia contra ele.
Uma vergonha, sobretudo vindo de Marta Suplicy.
O comitê LGBT do PT fez muito bem em se retirar da campanha. Eu estava bem indeciso. Admiro a trajetória da Marta mas também vejo a boa administração do Kassab, inclusive na questão LGBT.
Se o DEM é um problema para mim, o PT também não tem sido muito fácil de engolir.
Mas campanha homofóbica a essa altura do campeonato?. Não esperaria jamais algo vindo assim justamente dela. E não adianta dizer que não sabia de nada e que não quer dizer isso. Melhor pedir desculpas, aproveitar para mostrar que ela é favorável a gays etc.
| Escrito por André Fischer às 16h13 | ![]() |
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Diário Tuga
09/10/2008
Queria passar uma semaninha desconectado, mas vejo que essa é uma possibilidade que não existe. Talvez indo para um ashram, isolado de tudo. Mas com celular ligado, vendo noticiário da CNN, lendo jornais, wifi no quarto, impossível fingir que a vida não continua rolando no trabalho. Ainda mais com essa crise financeira.
Mas bem estou tentando, e passei dois dias sem entrar na rede...
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Segue um diário dos últimos dias
Viagem completa é o Oceanário. O segundo maior aquário do mundo, tem tubarões, arraias gigantes, lontras, pingüins, lontras e uns peixes gigantes que nunca vi.
O bairro à volta, o Parque das Exposições, parece uma mini Dubai. Na volta ao centro, comprinhas no Chiado, tentando relevar a despencada do real. ‘Quem converte não se diverte’, não é isso?
A Time Out dessa semana faz uma lista de 25 lugares escondidos incríveis em Lisboa. O número 1 é
À noite fomos com Luiz no Bica do Sapato, restaurante de comida portuguesa moderna, comi um risoto de alheiras sensacional. De lá para uma festinha em um apê moderno nas Amoreiras, dono da casa era DJ, saímos de lá às 6 e meia, com a coisa lá bombiando ainda.
Acordamos na hora do almoço em tempo de bater um brunch no charmoso HausKaffee, antes de ir a Belém. O objetivo eram os míticos Pastéis de Belém, realmente algo de outro mundo. Dizem que o Jamie Oliver tentou reproduzir a receita secreta dos monges dos Jerónimos, sem sucesso.
À noite, mais Bairro Alto - O Bairro Alto continua sendo uma das noites de rua mais fantástica. Desespero são os gajos, estilosos, deliciosos. Para meu sossego, sorte estar viajando casado -. De lá descemos para o Cais do Sodré na Sugubu Party do Miguel Bonneville, um artista abravanado bonitinho, mas a música não dava. E chegamos em casa novamente cinco e tanto.
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A imagem de Lula, de acordo com programa humorístico sobre a reforma ortográfica, é de bêbado e semianalfabeto. Por sinal, há brasileiros por todo lado. Difícil passar meia hora sem ouvir brasileiros falando, geralmente trabalhando.
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Saímos do Fontana Park, já um pouco cansados de tanto design e poses, pegamos um carro e fomos para o Porto. Estrada ótima, mas gasolina e pedágios caros demais ( 2,40 euros o litro e 20 euros por
Ficamos bem ao lado da Casa da Música, em BoaVista, bairro moderno, em quarto com vista para o mar.
Na deslumbrante Praça da Liberdade, novo centro, fica o Guarany, um café- restaurante déco, lindo de morrer, comida ótima, garçons lindinhos de pingüim. A pé dali fica o Maus Hábitos, um lugar que eu teria vontade de freqüentar a vida toda.No quarto andar de um edifício, bar bacana, boa música, gente linda, DJ ótimo, programação de shows, ambiente caseiro.
Na rua Santa Catarina, onde fica o comércio mais interessante, tem como uma das atrações o relógio coreográfico da Fnac.
O metrô mega, ultra moderno , é um choque com o resto do centro.
A grande atração turística é atravessar a Ribeira a pé mesmo, pela ponte, e ver as caves em Vila Nova de Gaia, aprender como os vinhos do Porto são feitos e fazer o tasting. Alguns pagos, outros gratuitos. Fomos à Croft (a mais antiga, de 400 anos, que está lançando o exótico Pink), Ramos Pinto e Sandeman. Tomei 8 doses em duas horas, atravessei a ponte de volta aos trancos, viajando.
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Encontramos uma mineirinha que foi abandonada pelo noivo e, para afogar as mágoas vai fazer 25 cidades da Europa em 60 dias. Mostrou o roteiro dela, cansei só de pensar.
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A Sé, construída no século XII , tem um bairro medieval meio aos escombros à sua volta, com uma linda vista para o Douro.
O comércio do centro, acredite, fecha duas horas para almoço, mas ao contrário da siesta espanhola, fecha normalmente às 7. Uma dica do porquê da decadência local.
À noite a cena é na região da Torre dos Clérigos, postal da cidade.
Na Rua Galeria de Paris, ultra charmosa, ficam os bares bacanas, com destaque para
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É na Foz que moram os abastados, com ar Barra da Tijuca em um bairro mais tradicional, à beira do mar. Tem um centro antiguinho bem charmoso. Passamos por Óbidos, vilarejo do século XIII, uma Paraty menor e mais cuidada. Bebemos uma tantas ginjas (o licor acerejado local) e saímos achando tudo lindo demais.
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Fomos jantar com meus pais nos Restauradores, encontramos amigos na Portas Largas e já era quase hora de pegar o avião para Amsterdam.
| Escrito por André Fischer às 06h47 | ![]() |
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2 e 18
06/10/2008
Ia postar um relato da viagem, a essas alturas no Porto, mas a noticia do dolar a R$2,18 me tirou o folego...
| Escrito por André Fischer às 15h48 | ![]() |
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Lisboa: Gulbekian, Sto Antonio, Lux
03/10/2008
rapidinho...
Esta é a quarta vez em Lisboa, a última vez foi na Expo apresentando filmes do MixBrasil aqui. Muita coisa mudou: a cidade está bem mais rica, mas continua bem tranqüila. Estamos no Fontana Park, hotel que leva o design às raias do absurdo. Tudo bastante cenográfico. Já rodamos bem a Baixa-Chiado, cafezinho n'A Brasileira. Rodada no Bairro Alto, bombadérrimo em plena quarta. Os bares gays...bom não deu nem vontade de entrar, bem caretas pareceram.
Aqui do lado tem a Tasca do Careca, que lembra muito o Cervantes, animado na madrugada.
Hoje conheci Lalique no Caluste Gulbekian. Impressionante não ter ouvido falar antes, o cara é um gênio, fazia jóias de uma beleza que nunca vi. Compramos um orégano para ir ao castelo de São Jorge e Alfama e no final era orégano mesmo.
Fiquei muito emocionado na Igreja de Santo Antônio, onde o santo nasceu de verdade, rezei ao lado dos restos de Santa Justina. Comi uma açorda de gambas, delícia de 2000 calorias.
Acabamos de chegar do Lux, Tiga estava tocando. Clube é um dos mais lindos que conheci, mesmos donos mas bem bem diferente do Frágil, que frequentei horrores nos anos 90.
Engraçado como há uma diferença grande entre o sotaque dos mais velhos, bastante carregado, e dos mais jovens, bem próximo do brasileiro. Aliás lindos lindos, mas não tão bem vestidos como em São Paulo ou no resto da Europa.
| Escrito por André Fischer às 00h04 | ![]() |
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