Protocolo de intenções
31/08/2008
M e J se conheceram durante um jogo do Brasil na Copa de 2006 e logo começaram a namorar. Estiveram em um relacionamento relativamente fechado até agora. Os desejos, sobretudo de J, por outros caras começaram a surgir, sem que o que sente por M tenha mudado, por isso resolveu ser sincero.
Propôs uma espécie de Protocolo de
A idéia é bem interessante e funciona mais ou menos assim:
Um almoço de domingo na casa da sogra em Mogi vale 10 créditos
Não beber uma noite para assumer a direção vale 3 créditos
Deixar o outro comer quando não está muito a fim de dar vale 5 créditos
Por outro lado, sumir uma noite sem dar explicações custa 25 créditos
Fim de semana no
Assim eles deixam tudo mais claro e continuam mantendo uma relação de confiança, ainda que regida por regra um pouco mais flexíveis.
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Paixões platônicas são válvulas de escape para relacionamentos fechados. Nada de Giannechini ou pessoas inatingíveis, esses são mitos, não contam.
Paixão platônica por alguém próximo é uma válvula de escape para os inevitáveis desejos e que não realizados. Seu lado positive é que consomem a culpa da traição sem deixar marcas ou gerar uma traição de verdade.
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Ediouro decidiu mudar o título e capa do meu livro (arte do Kleber Matheus), que continua com lançamento previsto para dia 15 de setembro. Passa a se chamar “
Ordem Sexual”. Acharam o título mais vendável. Tomara que venda mesmo (estourei meu orçamento com as obras e ainda tem mais uma viagem pela frente). Estou só sem saco para a função noite de autógrafos. É uma tensão sempre, vou ver se dá para passar, sem parecer muito Greta Garbo.
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Essa foto meio assutadora do meu cão Neo foi feita pela Nina com o celular dela um noite dessas aqui em casa. Não tem nenhum photoshop, é isso mesmo. Achamos que ele é um mutante e que deveria fazer participação na novela da Record.
| Escrito por André Fischer às 21h24 | ![]() |
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Dando uns tragos
27/08/2008
Dia 29 de agosto, além de aniversário de Michael
Jackson, é Dia Nacional de Combate ao Fumo.
Sou do tempo que se fumava em qualquer lugar,
até em cinema. Para quem não fuma, a vida era bem mais difícil nesses tempos.
Já fui um forte combatente contra o tabaco, por
anos me recusei até a beijar fumantes. Já me aborreci muito com minha
parceira de trabalho porque ela fuma dentro do escritório, chegando ao cúmulo de
usar o computador com cigarro aceso entre os dedos enquanto tecla. Até muito
pouco tempo nunca havia fumado um cigarro de tabaco sequer na vida e me
orgulhava disso.
Mas algumas coisas mudaram.
Continuo sem tolerar muito o gosto de uma boca ,
mas a verdade é que namoro um fumante. Adoraria que ele parasse, mas conseguimos
chegar a um meio termo e ele não fuma dentro de casa e manera bastante quando
está comigo.
É um saco ir a um clube e chegar em casa com a
cueca fedendo a cigarro, por isso está demorando a proibição de fumo em
ambientes fechados por aqui. Só que ela vai mudar muita coisa: para começar vão
ter que permitir que as pessoas tenham acesso à rua para poderem fumar e com
isso vai ter que acabar, por exemplo, essa jequice brasileira que são os cartões de consumação.
Com essa lei seca e a impossibilidade de beber ao
sair quando dirijo, me vi dando uns tragos em cigarros (mentolados que têm pelo
menos algum sabor) para ficar pelo menos um pouco tonto.
A tolerância ao cigarro, como ao álcool, de uma
certa forma hoje são uma resistência à caretice fundamentalista que ronda o
mundo.
Só que, assim como a bebida e as drogas, o cigarro
é um prazer para ser usado com parcimônia. Se o vício de tragar 10 cigarros ou
mais por dia é uma cafonice que faz mal à saúde, a histeria contra seu uso
também torna o mundo um lugar menos charmoso.
Civilizados são os que conseguem usar esses aditivos de forma recreativa, sem depender deles.
| Escrito por André Fischer às 12h09 | ![]() |
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Mama Mia
20/08/2008
Ontem assisti a pré-pré estréia de Mama Mia, a
versão para cinema do musical inspirado nos maiores sucessos do ABBA.
Sensacional, divertidérrimo, emocionante.
Ri pencas, cantei junto – como fez
boa parte do cinema, uma coisa meio Rocky Horror Picture Show. Meryl Streep,
Pierce Brosnan e um elenco de atores não-cantores dão um tom possível à trama –
lembre-se que todo musical é, por princípio, impossível.
A trama deliciosa se desenvolve em uma ilha grega,
nas vésperas do casamento da filha da hipponga vivida por Streep. Ela não sabe
quem é o pai e convida três trepês da mãe, candidatos à sua
paternidade.
O filme é também um ode às possibilidades da meia idade (ai, será que sou eu que só enxergo isso agora?). E as letras, traduzidas para o português, ganham um outro significado na história. E ajudam na identificação com o dramalhão do universo musical do quateto sueco.
Como é um ABBA, não poderia faltar um casal gay que fica descamisado no final em homenagem ao público que idolatra o grupo há décadas.
A sessão foi um evento à parte, na incrível Sala
Vip do Cinemark Cidade Jardim. Enormes poltronas reclináveis de couro com
mesinhas e serviço. Elas são dispostas em pares e dá pra virar um camão para
dois. A tela é gigante, mas
| Escrito por André Fischer às 11h15 | ![]() |
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Manequinho
18/08/2008
Não fui justo com Madonna no último post. Ela é a maior artista (pop) de todos os tempos. Vi no sábado o documentário I’m Going to Tell You a Secret, quando seu lado místico estava mais aflorado do que nunca e confesso que me arrepiei e quase chorei em vários momentos. Tudo de bom para Madonna e espero que ela chegue aos 60 tão incrível quanto é aos 50.
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Bikers rule!
Sou só eu que estou mais ligado no movimento, ou está mesmo rolando uma explosão no número de bikers em São Paulo? E será que é o capacete que faz os caras
mais interessantes ou é a atitude biker?
Passei umas semanas sem pedalar e semana passada voltei com força. Faz uma imensa diferença.
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Nome Próprio levou 3 prêmios merecidérrimos em Gramado. Leandra Leal mandou bem, das melhores papéis do cinema brasileiro dos últimos tempos. E parabéns também para o nosso Pedro Paulo que levou Kikito de direção de arte.
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Que Petrobrás, Vale que nada. Segunda passada eu estava valendo $500 no Friends For Sale e hoje já passei dos $270.000 . Só me preocupa ficar caro demais...
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E sem fazer muito alarde o Botafogo passou da fronteira do rebaixamento ao G4. Tá?
| Escrito por André Fischer às 16h36 | ![]() |
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Sublimação
15/08/2008
Ele freqüenta uma academia onde há pouquíssimos gays, pelo
menos identificáveis como tal. Há vários gostosos, mas ele fica na dele. No
entanto há um deles por quem morre de tesão, e ainda assim mal olha nos
olhos no cara. Ele acaba usando toda essa energia sexual reprimida para malhar
mais e com mais pesos. Sublima o tesão e transforma em músculos. Não é esforço
perdido, pois bem usa os músculos adquiridos com outrem.
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Ontem me dei
conta na academia de que era o único com short acima do joelho. Não sei se
sempre foi assim e se é um dress code, estou quebrando. Mas hoje já volto
com shortão maior.
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Finalmente chegou a OiFM em São Paulo. Melhor
programação musical, pelo menos para meu gosto. Falando em rádio, no domingo às
18h rola uma entrevista que dei para Inconfidência FM no programa do Marco
Lacerda. Nao sou muito de ficar dando nota de participacao e entrevistas minhas,
mas essa considero das melhores, bastante pessoal. E tem tambem meu programa
novo na Energia 97FM aqui em SP. Os dois veiculam tb na internet e `as
18h.
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Madonna fazendo aniversario neste sabado (e 14 anos que a BBS
MixBrasil entrou on line). Ela eh um exemplo de que da pra ser
jovem aos 50. Soh nao precisava fazer aquela bochecha. Ficou com cara de
emplasticada, pena. Entendo a pressao, ela esta em turne mundial e tal. Mas
prefriria ve-la envelhecendo mais naturalmente linda.
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Mixed Feelings. O ex vai adotar. Fiquei bem balancado,
sobretudo porque acabei de ver um filme do Festival sobre um casal de dois
franceses de 40 anos que se separam porque um quer adotar e outro nao. Acho
que nao daria conta, pelo menos agora, mas admiro demais quem parte para jornada
paterna.
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Uma amiga, executiva fodona do mercado editorial,
disse que nao existem revistas segmentadas sem que pessoas do segmento estejam
aa frente. O que ela diz entao de uma revista gay editada por um gay que
nao se assume? " Da pra ver que falta alma. Revistas tem a cara de seus
editores " respondeu ela. Entao ta.
| Escrito por André Fischer às 13h47 | ![]() |
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Solteiro x Casado
12/08/2008
O tempo passa e quando me dou conta há quase 10 dias não faço um post. Olimpíadas sendo acompanhadas sem maiores entusiasmos. Final de semana no Rio com chuva, na função da reforma do apê. Aqui também começando obras em casa, preparando-a pra festinhas no verão. Namor que está dando a força em ambas frentes de trabalho.
(btw, ontem mesmo li o post de um semi-analfabeto que em um certo momento dizia "ambos" para se referir às três pessoas que havia citado anteriormente)
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Andei pensando esses dias sobre o embate casado x solteiro.
Quem está solteiro reclama da solidão e da dureza de ter que correr atrás o tempo todo. Mas pode se jogar à vontade sem ter que prestar contas a ninguém.
Há um glamour que só a vida de solteiro tem. Estar casado é mais tranqüilo - o que pode ser bom ou ruim, depende do dia.
Mas há duas coisas na vida a dois que não tem preço: a cumplicidade (torcer por alguém e saber que esse alguém torce por você de verdade) e a intimidade (poder estar to-tal-men-te à vontade com outro).
Os casamentos 100% abertos teoricamente juntam o melhor dos dois mundos. Mas sinceramente sei não...
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Estou finalizando meu livro "De Como Mundo Virou Gay...e como se virar dentro dele". É o quinto, primeiro pela Ediouro, como sempre um pequeno parto. Lançamento previsto para 15 de setembro. Já estou começando a preparar o seguinte, mas acho que antes de janeiro não consigo pegar com firmeza.
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Viciadíssimo em comprar pessoas no Facebook. Tem coisa mais divertida que disputar alguém no leilão?
| Escrito por André Fischer às 19h08 | ![]() |
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Reviravolta
05/08/2008
Ia na estréia do Zé do Caixão novo no Villa Lobos, mas bateu preguiça. Acabei vendo A Favorita, que ainda não tinha visto muito.
Mudou tudo. A novela, que era meio obtusa, ganhou
uma super vilã e uma inocente-coitada. Sim, agora dá para construir todo um
complexo de sentimentos na trama: ódio mortal por Flora/Patrícia Pillar e o
fraco Dote/Murillo Benício, vontade de gritar para a iludida
sogra-avó-milionária Gloria Menezes, se compadecer pela vítima de todo mal do
mundo Donatela/ 
Tudo mais claro. Novela, afinal de contas, não é para pensar muito.
Já basta o resto do dia.
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Mudanças bruscas
acontecem na vida, de preferência poucas. Mudar é bom sempre, mas com algum
planejamento fica mais fácil e agradável.
| Escrito por André Fischer às 22h46 | ![]() |
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Praia do Pinto
04/08/2008
O nome deste post é só uma pegadinha. Estivemos no finde em Ilha Bela - primeira vez na vida aliás - e era pra ter ido na Praia do Pinto, uma homenagem, mas não fomos. Vimos pingüins mortos em Castelhanos (ai, uma das prias mais bonitas do planeta) e, pintos em si só um do outro ;-)
Além da trilha até o outro lado, só rolou a praia do Jabaquara. Paraíso. A Vila em si parece Búzios, mas a ilha toda tem um ar esportivo contagiante.
Caras lindos, mas de gay que é bom, nada. Talvez naquele esquema de esperar os bofes caírem de bêbados nas baladas, mas nunca me dispus a fazer esse papel.
Se vc não é de São Paulo, provavelmente nunca foi. Dá um certo trabalho: entre estrada e balsa (contando a fila) quase 4h. Pegamos uma fila de 1h30 às 2h da manhã na sexta. Programa de paulista, diriam os cariocas. Só que é algo muito diferente de Búzios ou Ilha Grande. Uma coisa civilizada mesmo, sem favela -desculpe mencionar este detalhe, mas faz diferença para quem procura tranqüilidade - e cheia de opções.
Ah, e tem os borrachudos. Nem ficando com repelente na mão, passando o tempo todo, consegui evitar ser trucidado.
Quero voltar logo, mas a agenda tá pesada até quase o fim do ano.
| Escrito por André Fischer às 16h54 | ![]() |
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Bicha enrustida
01/08/2008
Tem coisa mais chata do que bicha enrustida?
Geralmente perdem
No meio do caminho, apurrinham a vida de todos à volta.
Sem querer ser um spoiler, já sendo, esse é o caso de Buddy, do filme Ao Entardecer.
Melodrama americano, meio tolinho, bom pra sessão
da tarde. Ainda que passado nos anos 50, retrata algo que rola até hoje.
O pior de tudo é que esses tipos reforçam os tais estereótipos - o que vale não só para enrustidos, mas para barbies, travestis e todos os tipos facilmente rotuláveis.
Só que os estereótipos não surgem do nada, são baseados em pessoas reais (ai, os ativistas vão me crucificar!)
E em muitos casos essas pessoas caem na armadilha de reproduzir esses estereótipos.
Frases feitas, comportamentos previsíveis. É mais fácil, não precisa ter o trabalho de criar uma identidade própria.
Prato cheio para os preconceituosos....
| Escrito por André Fischer às 20h02 | ![]() |
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