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Em Santos

27/06/2008

Ontem desci a serra para apresentar uma seção da itinerância do 15º. Festival MixBrasil na Oficina Pagu, instalada no lindo prédio histórico da Cadeia Velha em Santos.

Ainda não tinha pegado a nova seqüência de túneis. Coisa mais japonesa! Super civilizado. E dá para ter a real noção de como Santos é perto. Uma coisa Recreio dos Bandeirantes. Levou o triplo do tempo para ir da Vila Madalena à entrada da Imigrantes  do que descer a serra em si.


Enfim...Foram exibidos curtas nacionais e o público pareceu bem interessado,já que depois de 2 horas de projeção ainda ficamos mais de meia hora batendo papo.

Como esqueci a câmera ( ato falho, já que não anda mais gostando de fotografar) só rolaram imagens – mal feitas – na entrada e na saída.


Toninho, agitador cultural santista, fez uma apresentação super emocionada, resgatando a importância do Festival não só para produção audiovisual, mas também para a questão da diversidade sexual no país. Olha, foi emocionante.

No final fomos tomar um Caldo Verde em um boteco simpático – a larica gritava – e passamos em uma noite gls que está rolando às quintas em um clube na Pompéia. Animadérrimo. A hostess Nana é parecidíssima com a Marcelona aos 18.  E fina.


*

Esqueci de mencionar que no final de semana fui à Bienal. Não, não foi para Fashion Week. Foi para exposição Star Wars. Olha quem encontrei lá...     


Escrito por André Fischer às 16h37 Comentários Envie

Nada é tão simples

21/06/2008

Primeiras notícias que vieram da greve na Argentina, já me coloquei contra o aumento dos impostos que a perua antipática da Cristina fez. Leitura superficial. Li bastante sobre o caso e não é tão simples assim.
Na real é bem arrojada a atitude dela, respeito bem a intenção de não permitir que o país vire uma monocultura de soja. Tem que taxar sim, para ou diversificar a produção (atitude ecológica em todos os sentidos) ou arejar a economia beneficiando lá mesmo o que se produz. E ainda parar o país na hora que estava dando certo... 

Por outro lado estive na paulista na sexta e vi a greve dos professores. Fiquei bastante irritado ceom a gritaria, o fato de interromperem a Paulista em plena sexta-feira e os desnecessários gritos de Fora Serra. Tomei antipatia. Mas me informando um pouco mais, acho a reinvidicação justa. Um professor deve ganhar mil dólares sim. Só assim começa a ficar uma profissão minimamente digna e o país pode sair do atoleiro da ignorância em que vive, algo que nem o maior sucesso econômico sozinho pode-se conseguir sem educação.

*
Não citei que a viagem à Alsácia teve vários lados ternos. Colmar é um presépio, cidade mais linda do mundo. Vontade de, na próxima, ir casado, dar uma rodada pela região comendo, bebendo e fazendo amor (difícil segurar a cafonice romântica em um lugar desses!). Depois um pulinho em Paris, encontro com os amigos. Jantares delicinhas em um bio oriental e picnic no canal Saint Martin. Compras no Citadium, no Printemps Homme, pulinho básico na Colette e na Sephora.
Já soube de uns outlets na banlieue, mas vale pagar 40 euros a mais e não perder um dia inteiro indo na pequepê. Comidinhas em todos os cantos, cervejinha na Perle para aproveitar o calor.
Fui ver a expo da Marie Antoinette, que acaba esse finde. Montagem incrível, você mergulha nas fases e detalhes da vida dela. Depois almocinho no Mini Palais, restauarante bacana no Grand Palais mesmo. Programão.

E dei uma rodada de Velib. Delicia rodar pelas ruas de Paris. Só que fui de République ao Grand Palais, no comecinho do Champs Elysées em 20 minutos. E levei quase outros 20 para encontrar vaga e parei bem longe. Para turista, beleza. Mas acho que se morasse lá e estivesse na pressa ia de metrô mesmo. 
*
Comentei que estou obcecado pela EuroCopa? E já que o Botafogo só dá tristeza, sigo torcendo pela Alemanha. Com fervor. Ballack über alles.
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Fui finalmente no Robin de Bois, bistrozão super sympa na Capote. A comida é bem fraquinha, o serviço desatento, mas o lugar é um charme. Vale super pra tomar uns drinques com amigos. 

 

 


Escrito por André Fischer às 21h26 Comentários Envie

Back to Life - enésima versão

20/06/2008

Volta de viagem é sempre assim. O primeiro dia é sempre um caos. Por sorte passei dois dias tranquilinhos em Paris, para recarregar as energias. Berlim e Alsácia foram pura acabação. Dormi uma média de 4 horas por dia (média, o que significa q teve dia q foi menos...).
Agora é fazer a mudança da sala no Mix e fechar a Junior 6, em editora nova (beeeem melhor).

No finde sento aqui pra divagar um pouco...  


Escrito por André Fischer às 17h53 Comentários Envie

L’Île de l’Ill

15/06/2008

Chegando a Estrasburgo, cidade linda, romântica, medieval.
Boa pra descansar de Berlim. Foi dormir todos os dias com dia claro – o que não é difícil pois começa a clarear 3h30, 4h o sol já grita.

Cobri boa parte da noite, não apenas gay – esforço jornalístico extremo ;-)
Muita porcaria, caretice, parecendo boate gay de cidade do interior brasileiro dos anos 90. Bacanas são os bares, coisa que falta no Brasil. Bar gay legal, pra sentar em sofá com os amigos, trocar idéias, ouvir música legal, tem muito poucos. O favorito de Prenzlauer Berg foi o auf Hobby. Tinha também um mais fino, o Perle, mas não tão cool.

De dia fomos a um japinha ótimo na Friedrichstrasse com Flemming, depois role pelo comércio, retrospectiva do Man Ray, Checkpoint Charlie (acredita que eu só tinha ido lá na época do muro ainda!) e uma visita aos escombros das prisões da Gestapo. Frio na espinha.

Os meninos insistiram em dar um pulo em Schöneberg, pura perda de tempo. A noite gay tradicional, leather, meio parecida com uma filial alemã da Castro.

Teve ainda a ida aos antropológicos lab.oratory e ao KitKat, dois lugares fetiche. Circo puro, cada um de um jeito. O primeiro tipo inferno de Dante, o segundo coisa de turista brincando de maluco. Divertidos, bem divertidos, pero no es mi gente. Também fica para contar detalhes em uma próxima.

Nem deu tempo de ir à praia no Spree, fica pra próxima.

Vou ao cinema, ver um filme que acabou de sair sobre a Françoise Sagan.

Amanhã, se o dia estiver bom , alugo bike e vou dar um role pela campagne...


Escrito por André Fischer às 15h49 Comentários Envie

Auf deutsch

14/06/2008

Em viagem cada dia parece uma semana. Já acabei minhas obrigações de trabalho (entrevistas que vão sair aqui Mix nas próximas semanas e material para matéria na Junior) e hoje vai ser dia livre. Encontrei Ricardo e Abelha no Panorama, tido como o melhor clube de Berlim. Bacana, instalado em uma usina abandonada, mas pra ser sincero, nada demais. Provavelmente era o único não-colocado, então não conseguia deixar de notar a imensa quantidade de patricinhas e caretas metidos a modernos. Vários bonitinhos, também é verdade. Mas tendo como referência a noite de São Paulo, dificulta se encantar com tão pouco. 
De lá fomos para o White Trash, esse sim super, uma mistureba de gente. Entrei numa onda Ost Berlin total, já entrei em 4 squats, um deles gays, em Prenzlauer Berg. Imperdível o museu DDR, sobre a vida na Alemanha Oriental. E o Treptower Park, com um gigantesco monumento aos russos mortos na tomada de Berlim em 45. Depois um pulino na Neue Schönerhausestrasse, com as lojas bacanas- apesar do bloqueio zu kaufen (ai, preciso do namorado pra animar nas compras!). E sabe que até que o alemão está dando para o gasto? Na volta vou voltar a estudar. Será que encontro alguém pra rachar um professor particular? 

Tenho que mencionar ainda o simpatiquérrimo Botequim Carioca, o Kafee Burger uma espécie de ALoca só que tocando polcas, e a experiência bizarra que é o Un-Sicht - restaurante todo no escuro onde você é servido por garçons cegos. E a cidade que pára para a Eurocopa.
Falo mais sobre tudo isso depois.   


Escrito por André Fischer às 06h39 Comentários Envie

Ich bin ein Berliner

12/06/2008

A passagem por Paris foi engra'cada. Encontrei o Facundo e acabamos passando o dia todo juntos. Fiz um circuito dos favoritos: Bertillon, Marais (as 20 Junior esgotaram em menos de uma semana na Mots `a la Bouche!), Saint Germain. Por coincidencia encontramos Dan Stuback no Deux Magots e o Cassio Scapin no meio da rua. Dia de sol, gostoso.
*
Estou em um dos hoteis mais bacanas que ja me hospedei o Arcotel Velvet, depois posto as fotos. NO Mitte, quase Prenzlauer Berg. Encontrei o Fleming, entrevistei o diretor da Parada daqui, que faz 30 anos. Muito, muito diferente de tudo no Brasil. Depois publico. Adorando a cidade pela primeira vez. Acho que o motivo eh o verao...    


Escrito por André Fischer às 21h28 Comentários Envie

Sex und die Stadt

 

Não queria viajar sem ter visto Sex and the City. Não deu tempo pra ir em Brasília, mesmo o Pátio Brasil sendo bem do lado do Hotel, e na Alemanha os filmes todos são dublados em alemão. Sem chance.

O clima no Reserva era de festinha. Sala cheia de fãs que riam na hora certa – e o filme trás zilhões de referências ao seriado que quem não viu perde.

Chorei, ri muito, adorei, mesmo tendo que relevar alguns tropeços do roteiro. Para se adequar à linguagem cinematográfica e à exigência de resolver toda uma história em duas horas, os roteiristas acabaram forçando um pouco a barra. Mas nada que comprometa a delícia de ver as 4 juntas novamente.

O filme basicamente fala sobre lidar com relacionamentos amorosos e ter 40 anos. No seriado em momento algum as 4 estiveram ao mesmo tempo dentro de relacionamentos estáveis e, com exceção de Samantha, as meninas eram trintonas. O que mudaria muito.

 

Para não estragar as surpresas, se ainda não viu o filme, pare por aqui e volte a ler depois de ter assistido (estou partindo do pressuposto que ninguém vai perder este filme, aguardado há anos).

 

Miranda jamais teria uma reação exagerada daquelas ao saber da escapulida de Steve, ainda por cima tendo sida contada daquela forma. Um exagero que se justifica no final desta parte da trama com a linda cena do encontro na Brooklyn Bridge.Molhei a camisa.

Divertido o deslumbramento de Carrie em se casar, uma coisa adolescência tardia. Mas ainda que tivesse surtado com o casamento fora de proporções, não condiz com o personagem de Big abandonar a noiva no altar.

Bacana Charlotte ter conseguido um casamento perfeito e ainda por cima engravidar. Só que é justamente a mais Doris Day de todas que não tem nenhum conflito? Seu preconceito cretino contra o México pelo menos se justificou com a hilária cena da caganeira.

Você acha que Samantha, brega em sua versão californiana, catou o vizinho Dante (o que é aquele nu frontal ?!) antes de sair de Los Angeles?

E por mais que o consumismo seja uma tônica de Sex and the City achei um pouco além da conta a exposição de labels e merchandising de sites, celulares etc.

 

Mas o final é lindo e dá vontade de casar


Escrito por André Fischer às 04h42 Comentários Envie

Mudando imagem

08/06/2008

Uma coisa é estar no olho do furacão. A impressão de esculhambação e falta de preparo do movimento homossexual brasileiro é grande para quem está dentro.
Mas hoje um papo no café da manhã com James Green, o brasilianista americano com forte atuação no MHB, mudou um pouco meu ponto de vista. Ele acredita que nosso movimento é o mais poderoso do mundo. Diferente do dos EUA, claro. Aqui nao ha $ da comunidade, mas a militancia conseguiu respeito e verbas do setor publico. E realmente tem conseguido uma visibilidade como em poucos lugares do mundo.

Outra coisa: no final das contas acho que nao faz mesmo sentido criar um Estatuto GLBT como o do idoso ou da infancia e adolescencia. Nao queremos mesmo ser tutelados e tratados e ter direitos espaciais. Apenas os mesmos direitos.


Escrito por André Fischer às 16h04 Comentários Envie

Batalha Campal

07/06/2008

Sábado de manhã, segundo dia da Conferência. Ontem a foi um dia difícil. Mesas canceladas, troca de horários, falta de informação. O resultado foi uma forte desconcentração. Hoje o clima já bem diferente. Algo entre batalha campal e feira livre. Há mais de três horas o regimento interno, que regulamenta a forma de funcionamento da Conferência, está sendo discutido.

Faz tempo que não freqüentava encontros da militância, já tinha esquecido como podem ser confusos e aborrecidos, sobretudo em um deste tamanho e importância. É evidente que o trabalho é fundamental, sem o movimento organizado não avançaríamos nada. Mas realmente é preciso uma preparação especial para participar. Já estou com dor de cabeça de tanta gritaria. É impressionante como se briga por coisas que já deveriam ter sido decididas antes, discutem-se detalhes que, para mim ao menos, parecem totalmente insignificantes. E outros que sequer dá para entender do que se trata. Espero que consigam chegar a uma conclusão.  

A falta de coesão do movimento é outra coisa evidente. Gays são a maioria absoluta, mas parecem acuados pelas lésbicas, mais ruidosas, e pelas travestis, mais articuladas. Será algum tipo de culpa por sermos, no final das contas, menos discriminados que elas?

*
Tirei a barba e ninguém, ninguém notou. Se estivesse na Fashion Rio dificilmente essa mudança de visual passaria batida. 

 

 


Escrito por André Fischer às 12h29 Comentários Envie

Momento Histórico. Eu fui.

06/06/2008

Nunca tinha visto Lula de tão perto. Engraçado que ele parece alguém com quem se tem muito intimidade, uma figura muito próxima, tipo um membro da família, presente desde sempre no meu imaginário e no imaginário coletivo. Imagino que o dia que estiver com Madonna vou sentir algo parecido.

Quando se poderia imaginar que um presidente da república estaria em um evento como a Conferência GLBT ? A primeira dama dando beijinhos em uma travesti, ministros de estado declarando sua simpatia à causa gay, presidente da república dizendo que vai fazer o possível Não é todo dia que se recebe um endosso desses. Se fosse em outro lugar do mundo era primeira página de todos os jornais.

Lula, sempre muito orador, deu de bandeja várias frases de efeito. Infelizmente a mídia não usou e a presença dele, fato inédito na história mundial do planeta, passou meio batida nos grandes meios.  

 

Consegui ficar na segunda fila, o que proporcionou uma visão bem próxima de tudo.

Dona Marisa é simpática mesmo (e já passou um tiquinho o limite do Botox). O casal presidencial parecia estar se divertindo muito.

Só não chorei, como muitos militantes presentes, porque o clima era realmente de descontração - com uma ponta de esculhambação – e bastante divertido. E sem dúvida sairemos todos muito fortalecidos daqui.

 

Temos só que cobrar que essa animação toda se traduza em aprovação de direitos de verdade.
*

Depois dá uma olhadinha na cobertura

*

Acordei cedérrimo. Os trabalhos da Conferência estavam marcados para começar às 8h. Já são 9h30 e nem sinal ...Ontem eu disse que isso não é horário de se começar evento gay...  


Escrito por André Fischer às 09h33 Comentários Envie

Vitórias e bolas na trave

05/06/2008

Fui praticamente acordado hoje pela Olga Bongiovani para repercutir a prisão do Sargento Laci, momento dramático do jornalismo nacional que havia começado na noite anterior na Luciana Gimenez e terminado com o exército na porta do estúdio levando-o. Sim, estava entrando no Mix, em rede nacional, de manhã. Antes das dez pra mim é cedo.
Por gentileza comigo e com os espectadores que estavam sintonizando o programa naquela hora, Olga reprisou parte do depoimento. Pelo que vi ali, de sopetão, ele me pareceu meio descontrolado, sugeriu que, se preso, ia ser morto para queima de arquivo e que havia uma quadrilha organizada no exército. Chorava muito.

Super, super grave a denúncia. Se estão querendo matar o cara porque ele é gay, tem que abrir uma super sindicância, demitir (ou exonerar?) todo mundo, mudar tudo. Boa oportunidade para o movimento abraçar uma causa.


Mas, péra lá um segundo, que eu acordei tem pouco tempo.


Li a matéria do casal na Época assim que saiu. Pode haver um preconceito por ele ser gay e por isso o estão transferindo para Osasco, ele mora com o marido em Brasília. Parece sacanagem, mas ali também dizia que o sargento era considerado desertor porque foi transferido e desapareceu da corporação. Ele alega motivos médicos, ente eles depressão. Se ele é cover da Cássia Eller, isso não diminui o cara. Se um sargento pode cantar em uma banda de rock segundo os códigos de disciplina do exército, então eles estariam errando ao usar isso como um problema. Afirmar que um superior no Superpop que vai um superior pode lhe matar... acho que no exército não deve pegar bem.
Mas eu não conheço os códigos de conduta do exército. Nem sei se o sargento Laci está parecendo surtado porque é vítima de uma gangue instalada no exército ou se é um surto mesmo. Não sei. Tem que ver.

Então o melhor a fazer é investigar. E disse também para Olga que eles deveriam ter advogados e amigos que os aconselhassem melhor. Eles têm que estar muito bem embasados e seria melhor prepará-los para segurar o rojão.

*

Às 7 da noite começa a Conferência GLBT em Brasília. Parece que o Lula vai mesmo. Vai ser um momento histórico e eu vou. Tirante isso, vamos ver o que vai acontecer. O movimento se preparou bastante para esse momento. Algo importante e impactante deve sair de lá, esperamos.
*

Classicão o 3 a1 do Fluminense em cima do Boca. Semifinal da Libertadores, parecendo Semifinal de Copa do Mundo. Amigos tricolores em casa e mais uma portenha do River, mal ouvíamos os fogos corintianos. Mesmo Botafogo, vou na final dia 2 no Maracanã. Simpatizo de verdade com Flu (mais) e Fla(um pouco menos). Tem outros também que podem me fazer torcer de leve: Santos, São Paulo e Grêmio. E só. Ah, e queria que o Sport me entusiasmasse.
*

Nina está certa - sei que em algum momento eu disse mais ou menos a mesma coisa, anos atrás por aqui.
Tem gente que é para ser muso.


Escrito por André Fischer às 03h00 Comentários Envie

Redução de danos

03/06/2008

Comentei com algumas pessoas a história de fazer uma campanha contra drogas em face da quantidade de gente derretendo o cérebro que tenho visto por aí. As reações foram a piores possíveis. Geralmente vieram com ameaças de que isso afastaria o público do Mix, pareceria careta e no final não faria efeito algum além de nos queimar. Sempre vêm com o indefectível "todo gay se droga". Será mesmo babaquice minha ?

Já tentamos um tempo atrás postar uma matéria alertando sobre os riscos da mistura de drogas. Primeiro tentei na Folha, mas não deixaram. Resolvi colocar no Mix. Isso há uns 4 anos, quando o problema já dava sinais de ser sério. Sabe o que ganhamos com isso? Ter que ir ao Denarc dar explicações, pois estaríamos fazendo apologia às drogas. 

Hoje acho que já virou quase epidemia, pois se transformou em algo corriqueiro. Neguinho mistura G com álcool, Viagra com poppers, toma 5 Es e cheira. Depois cai no meio da pista e os outros zumbis do lado não fazem nada, porque estão se segurando pra não pifar também. Caras que são bonitos ficam feios, fogosos ficam brochas.
Falando assim pareço aquelas carolas que ficavam distribuindo adesivos "Drogas Tô Fora". Uma vez, na década de 90 acho, no farol da Brasil com Rebouças deixei uma menina dessas com cara de cu quando disse que eu era a favor das drogas. Porra, estou muito longe de ser careta, muito menos de ser santo. 

Mas o negócio tá foda... Estou perdendo a noção ou ninguém está disposto a ver? 


Escrito por André Fischer às 03h10 Comentários Envie

Só pra constar


Escrito por André Fischer às 02h11 Comentários Envie


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