Virado
27/04/2008
Bastante civilizada a Virada Cultural. Esse ano comecei mais cedo, deu pra ver bem mais que nos outros anos. A cidade está mesmo mais linda depois do Cidade Limpa, à noite no Centro se nota muito a diferença, está menos assustador. A cúpula do edifício Banespa transformada em picas de várias cores é de um charme emocionante. Falta que as lojas e restaurantes abram.
Agenda da Virada Cultural
22h- Primeira impressão foi a chegada no Largo de São Francisco, sem dúvida a mais linda locação. Parecia Buenos Aires, DJ tocando na sacada, prédio da faculdade de Direito iluminado, lindo. Ainda não estava cheio, som meio trance público ultra jovem.
22h30- Metro Area no CCBB, já mais cheio, povo bonito, som meio chato. NO caminho, uma olhadinha no palco de dança do Anhangabaú. Era Cia de dança de Niterói. De longe juro que parecia que os bailarimos estavam com a bunda de fora.
23h- O momento mais hilário, a pista silenciosa no Largo de São Bento. Todo mundo dançando com fone de ouvido, pagando mico divertido pra quem estava de fora. Dali, para o Girondo dar uma forrada.
0h- Pista eletrônica na XV de Novembro, passada rápida. Estava linda a montagem, com DJ suspenso no meio da rua, mas já dava um certo medo. Cheirava a confusão, ruas ao redor completamente mijadas. EVidente a falta de banheiros químicos e segurança neste pedaço vamos para...
0h15- Pátio do Colégio rolando bandas independentes. Ao chegar eram uns metaleiros de Goiânia. Nem 5 minutos duramos. De lá para ver Funk Rio no Parque D. Pedro.
0h30- Passagem pelo palco reaggae. Jamaica completa, uma fumaça gigante e cheiro forte na Ladeira.
0h45- O caminho até Parque D. Pedro completamente assustador. Ali se vê a parte abandonada da cidade. Sem luz nenhuma, caminho bem perigoso. Parte de uma grade detonada na alameda do caminho estava tomabada, certamente alguém em algum momento deve ter batido a cabeça nos ferros e se machucado seriamente. Para entrar no palco de hip Hop funk esquema fortíssimo de segurança, provavelmente para não repetir as cenas lamentáveis da Sé no ano passado. Clima bem estranho. A programação estava atrasada pelo menos 1 hora. Saída rápida para encarar o caminho de volta tenso.
1h30- De volta à pista do CCBB, já tudo bem mais lotado. Houve uma briga, mas aparatada sem a participação da polícia. Passamos de volta pelo Lgo de São Francisco e ja'estava super lotado. Emos eram presença marcante.
2h- Abortado plano de ir ver programação no Planetário, deixo Dora em casa, faço um lanche e volto 40 minutos depois.
2h50- Largo do Arouche é o canto gay da Virada. Começa show da Maria Alcina, Vieira de carvalho lota, ultra divertida. A véia doidona no palco, ultra divertida, surtada, emocionada, passa clima para público. Cheia de referâncias maliciosas, quase explícitas sexualmente, ameaça tirar roupa várias vezes. Di-ver-ti-dís-si-mo. Superou expectativas. Depois de vários bis , finalmente termina.
4h- Passadinha na São João em tempo de ver o final dos Mutantes. Panis et Circensis em versão ultra-mega progressivo. Ultra lotado, mal dá para andar. O caminho até o Cine Olido é lento, com parada no Rei do Mate. Ao chegar no cinema, para a maratona de Vampiras ( o Mix já fez uma assim na Virada de 2006 com filmes de Vampiras lésbicas), havia superlotação total já para a sessão das 6h. Só jovenzinhos meio emo, meio punks jogados pelo chão.
5h- De volta ao carro, que havia ficado no Arouche, destruído. As ruas no caminho viraram mijódromos imensos. Tenho pena de quem mora ou trabalha no Centro. Segunda o cheiro vai estar insuportável. Tudo muito bacana, mas faltaram banheiros químicos mesmo. Mal consigo chegar acordado em casa.
*
À noite noite foi a vez Planetário. Expectativa grande, super lotaÇão, para ver o francês ICube. Bem decepcionante, idéia boa desperdiçada.
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Botafogo tropeçou, pra variar, vai ter que ganhar semana que vem pra levar. Saco.
Também não me conformei muito com a saída do Michael Johns.
Amanhã fechamos a capa da Junior 5. Vai ser um choque. E está linda.
| Escrito por André Fischer às 13h09 | ![]() |
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Terremoto
23/04/2008
Não sei se é a minha vida que está muito agitada, mas não senti tremor nenhum ontem à noite. Estava no trânsito, a caminho da academia e os tais 5.2 não fizeram nem cócegas. Precisa de bem mais para me abalar.
Uma amiga disse que só quem está com a vida muito parada sentiu o tal terremoto. 
Acho que tem a ver.
O único terremoto que presenciei foi em Tóquio, durante uma madrugada. Estava em uma livraria no bairro gay de Ni-chôme. Todo mundo parou por uns segundos e a vida continuou normalmente.
Na real estava todo mundo precisando mudar um pouco de assunto. Há 3 semanas só dá a história do casal monstro que matou a menina.
| Escrito por André Fischer às 12h04 | ![]() |
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Traición
22/04/2008
por Miranda
Tan grande es el miedo que yo siento cuando te vas
temo que no vuelvas
más
pero siempre regresas
muchas dudas que no me dejan en paz
adoro
estar junto a ti
pero a veces me cansas
Brotan mil preguntas con respecto a nosotros dos
odio hacer
balance de si estamos mejor o no
cada cosa nueva
no es nueva y ya se probó
todo se volvió lineal y así no lo quiero yo
eso siento y no sé si
decírtelo
Quiero que me mires
y que me digas la verdad
hace cuanto
tiempo ya
que lo hacemos todo igual
en un punto yo siento que te
engañé
pero creo corazón que no me arrepentiré
para eso hubiera sido
mejor
ser un poco prudente con nuestro amor
Conozco lo mal
conozco
lo vil
conozco lo horrible que te hace sentir
me apena que esté saliendo
al revés
pero sin embargo me quedo
podrías decir con toda razón
que fue
demasiado el tiempo que yo
tardé para hablarte
que obré sin
pensar
que eras vulnerable tal vez por demás
imbécil de mí que no
percibí
que estaba metido adentro de ti
te juro por Dios que nunca busqué
haber provocado el mal que causé
ahora cambié
ahora ya sé y todo
terminó
| Escrito por André Fischer às 02h10 | ![]() |
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Mix vítima de ataque
19/04/2008
O MixBrasil está fora do ar desde sexta pela manhã. O desastre é resultado de um ataque de hackers que conseguiram furar nossas defesas e do UOL, plantar vírus e modificar várias páginas.
Estamos na maior agonia desde então, de plantão. Já solucionamos o problema desde a manhã de hoje, estamos apenas aguardando a burocracia de aprovação de protocolos no UOL (justa pela questão segurança, mas lenta demais por deixar um portal como o Mix fora do ar tanto tempo e sem explicação para os usuários). Desde o começo da tarde estamos aguardando a volta.
| Escrito por André Fischer às 21h39 | ![]() |
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Juquinha
17/04/2008
Não é que meu cabelo está mesmo parecendo com o do Juquinha....
O corte não passa dessa semana.
| Escrito por André Fischer às 02h18 | ![]() |
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Cinemix
16/04/2008
Estreou hoje a segunda temporada do Cine MixBrasil, programa de curtas do Festival no Canal Brasil (Net e Sky canal 66) com exibição de Sexy Boys. Foi uma sorte ele ser exibido logo depois da cerimônia de entrega dos prêmios da Academia Brasileira de Cinema, bem no ano que pela primeira vez ela teve uma cara de Oscar nacional de verdade. Sabe que ficou bem bacana?
Hoje passei o dia todo gravando os programas de maio. As locações foram o Arouche, uma floricultura, o brechó legal aqui da Rodésia e o Farol Madalena. Errei um pouco o figurino, pois previ calor e o dia estava gelado, mas ainda assim foi um prazer imenso.
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No meio do tornado – e da dengue- vou ao Rio para a festa de lançamento da Junior 4 no Dama. Vai ser 5ª e vamos de carona na Underproud, festa dos amigos Rossoni e Tzo, cujo nome tem tudo a ver
| Escrito por André Fischer às 03h01 | ![]() |
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Infidelidade Obsessiva
10/04/2008
Acabo de assitir a talvez o melhor episódio das quatro temporadas de Desperate Housewives. Um tornado destrói Hysteria Lane e sua passagem resolve uma série de conflitos que vinham sendo armados desde a temporada anterior.
Só uma tragédia de grandes proporções, seja ela uma epidemia, uma doença séria, uma grave crise no relacionamento ou um tornado é capaz de fazer as pessoas chacoalharem suas vidas e buscarem soluções para o que são forçadas a ver que não está certo.
É preciso aproveitar esses desastres como chances. Ninguém consegue chegar ao primeiro retorno de Saturno sem ter experimentado um evento sério, a não ser que viva em uma bolha. E ainda assim, cedo ou tarde, a bolha estoura - o que por si só pode ser uma tragédia.
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Hoje ouvi a história de duas pessoas que perderam o controle, ambas pelo mesmo motivo: terem sido descobertas.
Um cinqüentão mantinha há anos uma agenda com relatos de suas experiências extra-conjugais onde descrevia detalhes sexuais dos encontros. Como tem uma má memória era seu recurso para relembrar o que viveu. Até a mulher descobrir, rasgar o livreto e pedir o divórcio.
Outro trintão mantinha um arquivo com vídeos nomeados de suas putarias armadas pela internet. Coisa de mais de 100 arquivos cujo nome descrevia data, local e palavras chave do que aconteceu ali. O marido fuçou o computador dele, descobriu, ficou puto, quis matar, quis morrer e não fez nada. Mas o putão teve que abandonar, para o mundo e para ele mesmo, a imagem de santinho que sempre cultivou a vida toda.
| Escrito por André Fischer às 03h18 | ![]() |
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Até o fim
07/04/2008
Devemos levar até o final tudo o que nos propomos a fazer, sob pena de ficar aquela sensação incômoda de que faltou alguma coisa. E isso vale para tudo na vida. Ano passado no carnaval havia cruzado a Estrada Real com namor, entre Tiradentes e Guará. Não fomos até Paraty por que o tempo não deu, mas ficamos de completar a viagem. O namoro acabou e com ele o plano de terminar o que nos propomos. Felizmente o namoro voltou e decidimos terminar o trajeto. Foi o que aconteceu neste finde. 
Em Cunha consumimos os cogumelos que tanto sucesso fazem lá (shitakes e shimejis, viu ;-), compramos travesseiros de macela, almoçamos na casa de uma tia nos servindo diretamente no fogão dela. Mas decidimos que Paraty seria a malhor opção para o sabadão mais fervido.
Rodamos, rodamos e a animação estava mesmo no Lado B, ali na Praça da Matriz. Opções para todos os gostos. Para quem está solteiro e/ou a fim de putaria, basta andar pela cidade. Teve uma cena bem engraçada , no domingo pela manhã, de um moço, até que bem gostosinho, se oferecendo quase sem roupa, sem o menor pudor no meio da rua. Interessante como tem gente desprendida, que não tem nenhum tipo de trava em se expor.
Ponto mais bacana foi mesmo a estrada em si, que tem uma parte punk para usar o 4x4- sobretudo com a chuvinha que caía.
| Escrito por André Fischer às 13h38 | ![]() |
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FICAR GIGANTE
03/04/2008
Assim mesmo, tudo
Não fui eu que pedi.
Ele acha que devo perseguir essa meta,
imagino.
Vou ver o que eu posso fazer para não decepcioná-lo. Se segurar tudo em
cima e der uma aumentada já está no lucro.
| Escrito por André Fischer às 02h50 | ![]() |
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