Signo da Cidade
30/01/2008
Numa segunda chuvosa fui assistir Signo da Cidade. Sabe que achei o filme bem bonito...
Tem uma certo engarrafamento de personagens, mas a maior parte das tramas caminha bem, muitas são histórias bem próximas, personagens paulistanos muito pertinentes.
Obra bem sensível com roteira da Bruna Lombardi, que está bem gata aos 55 e segura a onda no papel principal da mística Teresa. Ela se funciona como um para-raio de malucos em seu programa de rádio e clientes como astróloga mas acaba sendo recompensada pelo destino com o surgimento de um delicioso vizinho, encarnado por Malvino Salvador.
Signo da Cidade traz ainda o filho de Bruna com o diretor Carlos Alberto Ricelli, Kim Ricelli como um rapaz sensível filho de uma neurótica que se envolve com uma neurotiquinha- vi nos créditos finais que ele ainda é assistente de direção, produtor e fez 2 músicas da trilha.
O filme passou no MixBrasil por conta de dois personagens gays: uma trava amiga de um clubber (que são barrados no Vegas) e outra que é surpresa.
Tem momentos emocionantes, a fotografia é bacana, cheio de gente bonita. Uma cena ou outra é meio forçada, mas vale super, viu...
| Escrito por André Fischer às 19h34 | ![]() |
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Ich Liebe Sao Paulo
26/01/2008
São Paulo foi a cidade que escolhi para viver, já falei e agradeci muito
sobre isso. As comemorações do aniversário da capital paulista começaram na
quinta, no Baile da Cidade, organizado pela Cads. A redação do Mix
comenteu uma falha ao furar na cobertura da festa no Anhembi, que rendeu
imagens bem engraçadas. Tá certo que era samba de paulista, coisa realmente
difícil de encarar. A mistureba de gente, funcionários públicos curiosos
e figuraças da comunidade gay em produÇão carnavalesca, estava bem
interessante. Eu mesmo arrosquei uma máscara abravanada para entra no clima.
Engraçado como a brejeirice paulista é completamente diferente do clima
sempre meio putaria dos bailes cariocas...
*
Para celebrar São Paulo,
fomos almoçar no Bom Retiro, demos uma rodada pelo Centrão, sorvete
amazônico no Itaim, olhadinha no Iguatemi. Passamos também na abertura da
incrível exposição da Marilyn na bela Galeria Estação em Pinheiros. As
fotos do Bert Stern foram tiradas poucos dias antes de sua morte em Hollywood e
são as últimas do ícone aida viva. A expo esteve no Rio, mas a montagem daqui é
bem diferente.
Como chegamos um pouco antes, ainda fomos brindados com um
exclusivo passeio guiado com Diógenes, curador da mostra. Muito forte
ver um mito de se desconstruindo, às vésperas da morte. Será que ela
realmente foi assassinada, como sugere Diógenes? Fica tão claro que ela já
estava se destruindo, em uma das fotos Marilyn parece ter 60
anos.
Depois tentamos assistir Signo da Cidade da
Bruna/Ricelli mas as sessões, especiais a R$1 comemorativas ao lançamento e
aniversário de SP, estavam esgotadas desde o meio da tarde. O alemão Vida
dos Outros, vencedor do Oscar de filme estrangeiro do ano passado, foi a
opção. Se você ainda não viu, não perca. Questiona até que ponto nos vendemos ao
sistema, usando como desculpa a arte e como é impossível mergulhar na vida de
uma outra pessoa sem se envolver profundamente, ainda que no
posição de detetive. Interessante também que estive em Berlim Oriental
mais ou menos na época que o filme é passado...
A queda do Muro de Berlim é
tema de muitos filmes interessantes, acho que é a nova Resistência Francesa para
o cinema.
*
De saída para o LaChapelle no MuBE, depois Tarsila e Boris
na Pinacoteca e mostra do Aron Feldman, cineasta pai da querIda, no
CCBB. Esse tempinho feio é perfeito para aproveitar a inigualável (pela menos na
América do Sul) vida cultural de São Paulo, liebste Stadt.
| Escrito por André Fischer às 13h25 | ![]() |
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Impressões do Mr Gay
24/01/2008
Já de volta. Olha que já viajei nessa vida, mas uma viagem como essas...2 dias no avião para 4 dias no dedtino. Phoda...E ainda tenho que ler comentário de gente dizendo que só penso em viajar. Foi super iumportante ver como rola o concurso, já que pensamos em fazer algo maior por aqui.Mas juro que se pudesse tinha mandado outro em meu lugar.
*
Para não dizer que não parei nem um minuto, antes da final do Mr Gay tirei meia tarde livre. Sorvetinho na Pinkberry, visita a Apple Store do Beverly Center para comprar um iPhone e ver se fuçava o MacBook Air (ai, ainda não chegou!) e, sobretudo, mais uma rodada por Silverlake. Acho que o bairro trash é mesmo meu favorito de LA, com mais personalidade e cara de cidade de verdade, gente de verdade. Fui dar um pulo na California Vintage, projeto novo da American Apparel com peças exclusivas e outras de brechó dos anos 50 a 90. Incrível, deu pra comprar bem
.
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Acredito que você já tenha lido a cobertura da final do Mr Gay. O evento em si foi bacana, apesar da falta de organização absoluta na semana. Uns amigos que não estavam pondo a mínima fé ficaram bem sensibilizados. Realmente rola um empoderamento, reforço de identidade, encontro de referências e modelos de ser gay. Não é nada parecido com um concurso de Gogos, e faz muito mais sentido do que o de Miss.
Os finalistas eram todos homens bem interessantes com algo a dizer, totalmente Husband material.
Mr Argentina, um deus (na foto, comendo uma menta do seu troféu).
Mr Venezuela, que não dava muito pelas fotos, ficou em segundo. Um cara na dele, mas super sedutor. Em terceiro o inglês, meio desmiolado e sem graça, mas um policial de verdade. Haja fetiche.
Fiquei bem entusiasmado para batalhar um evento como esse por aqui. No encontro com produtores, ficou claro tamanho do evento na Europa e o entusiasmo de outros países, como México e Filipinas, que fizeram suas primeiras edições e, como nós, se surpreenderam com a repercussão. 
| Escrito por André Fischer às 02h45 | ![]() |
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Silverlake Life
20/01/2008
Quem conhece Los Angeles sabe que a cidade tem circuitos gays muito, muito distintos e que eles se concentram geograficamente. Nos últimos dias estoive praticamente confinado a West Hollywood, uma espécie de Farme de Amoedo do tamanho de Ipanema.
Ontem escapei da festa oficial do Mr Gay, quase entediado de ver a mesma coisa há dias, e fui a uma festinha em Silverlake. Bem outra coisa, alternativo é definitivamente minha preferência: gente diversa se apertando em volta dos aquecedores colocados no jardim da casa, trocando idéia, bebida a rodo, DJ bacana com som divertido.
Hoje tem a final do Mr Gay. Ouvi de lado papos dos juízes no concurso de sunga de ontem: eles diziam que o brasileiro tinha o corpo e sorrisos mais bonitos, mas a barreira da língua dificultava muito sua candidatura. Ficamos hoje pela manhã preparando as respostas, caso ele seja selecionado entre os 5 passa por uma bateria de questões. Estou fazendo tradução para ele e Mr Venezuela...
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Na volta SP, vamos começar a Junior 4. Já levo daqui mais uma tonelada de revistas. Vou dar um pulinho no Beverly Center agora, não sei se compro um iphone...
| Escrito por André Fischer às 17h55 | ![]() |
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Big Fat Dick
19/01/2008
A festinha oficial do Mr Gay desta quinta estava bem chatinha. Um lugar enorme
Não dei conta e saí de lá pouco depois das onze, já que estava seis horas fora do fuso, e nada ali me interessava. Como era no Santa Monica Blvd, o mesmo em que fica o hotel, bastava atravessar umas duas milhas.
No meio do caminho vi uma fila em frente a um bar chamado Fubar cheia de modernos. Havia visto em Paris um bar com o mesmo nome e, mesmo cansado, resolvi parar e dar uma checada por uma questão jornalística, digamos.
Chegando lá vi algo que dificilmente algum dia vai ser visto no Brasil.
O cartaz na entrada avisava que a noite se chamava Big Fat Dick. Assim como quase todos os lugares, não se paga para entrar. A cerveja custa 6 dólares, mais 1 dólar de gorjeta. Civilizado.
Um bar pequeno, bem menor que o lounge do Vegas, lotado com umas 400 pessoas. A música super bacana, um deeep house fino , gogo boys super dotados dançando pelados, pornôs gays vintage projetados nas paredes e monitores.
Havia garotas, povo de todas as idades e tipos. E o clima, acredite, não era de putaria. Mesmo.
Uma coisa cool, usando pornografia como tema.
Adorei, acabei ficando até 1h. O povo ainda chegava, mesmo sabendo que às 2h, assim como todos os bares, ia fechar.
Se morasse aqui, freqüentaria.
Quando acho que estou começando a perder o saco para noite, vejo uma coisa assim e sinto aquele frisson. Como o que vi há duas semanas na baladinha Tecktonik em Montparnasse.
Tomara que encontre algo assim
| Escrito por André Fischer às 20h34 | ![]() |
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Hollywoodland
17/01/2008
Chegando em West Hollywood, depois de uma viagem de puxada (escala em Nova York!). Há mais de 7 anos não vinha pra Los Angeles, não é uma cidade que goste muito. Tudo plástico, estranho. Vim, como sempre, a trabalho.
Mas bacana saber que ainda sei dirigir por aqui, lembro bem da cidade. Dirigir dá essa conexão que não se perde facilmente. EStamos no Ramada Plaza, no coração da viadagem. E depois dizem que o Marais é gay. Isso aqui então é o que ?
Esse final de semana rola a final mundial do Mr gay e vim com nosso Mr Gay Luciano Lupo para ver como rola o concurso por aqui. Chegamos direto para uma sessão de fotos em uma mansão no morro (aqui os ricos, e não os favelados, moram on the hills).
Dos 20 e tantos candidatos de todo mundo, quase 2/3 são exatamente iguais: barbies carecas de olhos claros. Seja da Italia, EUA ou Venezuela, com mesmo sorriso, mesma expressão, mesma camiseta Prada. É nessa que acho que temos chance. Lupo faz um gênero diferente, bom moço, smalltownboy. O indiano e alemão (negro) também ganham na diversidade. Mas nosso Mr é o único que não fala inglês, o que pode ser um problema.
Daqui a pouco saíamos par um jantar de apresentação e festa. Amanhã às 7h30 vamos à praia para sessão de fotos de sunga. Na volta conto mais.
Amanhã a cobertura completa, com pencas de fotos, começa a sair no Mix.
| Escrito por André Fischer às 00h58 | ![]() |
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Junior 3, BBB8, Patrícia 50
14/01/2008
A Junior 3 está a caminho. Não conseguimos fechar na sexta, mas nessa segunda sem falta...Estamos com mais conteúdo do que páginas, tendo que decidir o que sai já, o que fica para a 4. Acho que é bom sinal, mas também denota um pouco de falta de planejamento, insegurança de que algo possa não ser tão bom. Quer uma palhinha? Olha uma foto do ensaio do Igor, o lindo da capa.
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Semana passada fiquei surpreso ao receber convite para os 50 anos da Patricia Casé. A princípio achei que fosse marketing, que ela não poderia ter essa idade. Mas pode sim e tem. Vale lembrar que Madonna também vai fazer 50 esse ano e que todos nós também vamos um dia, mais ou menos brevemente.
Fundamental termos referências. Minha mãe conta que a avó dela aos 50 era uma senhorinha de cabelos brancos que tricotava. Quando ela estava chegando aos 50 Jane Fonda havia estabelecido um novo padrão de mulher ativa. Agora Madonna vai além.
Em primeiro lugar é bacana Patrícia, e outros homens e mulheres de 50, assumirem a idade, se orgulharem de estarem bem, super em cima e darem esse exemplo.
Festão incrível o da Patrícia, deve ser dito, com gente de todas as idades.
Entendo que a partir de um certo ponto você acaba evitando o assunto idade. Mas mentir, não minto. É como a coisa de se assumir gay. Ninguém pode cobrar que alguém se assuma em grande estilo, contando a todos que é gay. Mas fingir que não é hoje em dia já é meio estranho.
Mais ou menos a mesma coisa com idade. Dizer que tem 40 é um tabu, mas vai continuar sendo enquanto mentirem a idade. Conheço algumas pessoas que eram mais velhas que eu e agora estão 5 anos mais novos. Seria bacana se servissem como exemplo de como é bacana amadurecer bem.
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Ai, mais um BBB. Não vi o 6 nem o 7, mas dei uma chance.
Vamos lá então. Marcelo, o psiquiatra urso, é gay mesmo. Engraçado, achei ele o mais interessante da casa nos dois episódio que vi. Uma coisa Jean, com conteúdo, ao contrário da bobajada reinante, o único diferente no meio de tantos iguais. Mais velho e menos em forma, se tomado como referencial de boa forma o corpo grego clássico anabolizado em academias.
Ele faz parte da comunidade Ursound (que tem programa na radio Mixbrasil também). É um cara bonito, fala bem, gostei do discurso dele sobre se assumir e não levantar bandeira. Se tiver saco para assistir, vou torcer para ele.
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Meus amigos em Paris são, na maioria, bem socialistas e compartilho com eles o bode a Sarkozy. Isso não impediu no entanto que resgatasse canções de Carla Bruni e que agora esteja ouvindo o tempo todo...
| Escrito por André Fischer às 01h07 | ![]() |
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Volta ao Brasil
08/01/2008
Finzinho de viagem foi de confronto entre West End e East End. Passeio pelo comércio chiquiterérrimo de Notting Hill (sem realização de compras, pois libra a R$4 fica bem foda), noite em pub local, dia seguinte em Shoreditch para Hoxton, George and The Dragon com Eliete e Bruno e o delicioso Joiners Arms, dos mais animados bares gays que já fui. No sábado rola pistão, nenhuma atitude, uns caras interessantes bem fora do padrão. Até luta, por esporte com cumprimento no final, rolou na porta. Pela manhã camarãozinho no Market Flower. ah! E teve também a exposição Seduced, sonre história da representação do Sexo no Barbican, bem bacana.
Na volta , Air France fez uma cagada das piores. Cancelaram o vôo e todo mundo teve que se virar, não providenciaram hotel, nada, cada um por si. Que desastre o serviço deles! E ainda tendo que ouvir baforada de tédio das atendendentes. É a última vez que viajo Air France. Pra que economizar R$200... para gastar muito mais depois, além do dia de trabalho perdido. Saquinho. E ainda perdi a conexão pra SP...
Agora é correria para fechara Junior:: 3 essa semana, confirmar os filmes da segunda temporada do Canal Brasil (vai ser em abril!). E terminar o livro para Ediouro at[é o final do mês. Isso tudo com Los Angeles na semana que vem...
| Escrito por André Fischer às 12h43 | ![]() |
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London, London
04/01/2008
Dias frios, cinzas e chuvinha fraca. Nenhuma novidade no tempo de Londres. Mas muitas mudanças desde a última vez que estive por aqui. O Nagnagnag continua animadíssimo, som incrível, mas sem as filas ou super produções. Falando em noite fomos a Vauxhall ontem par um programinha diferente: em vez do Fire, o templo das colocadas onde a noite começa quinta e termina segunda de manhã), a pedida foi o RVT, um teatro Vaudeville gay. Ontem era dia de uma versão engraçadérrima da Branca de Neve.
A tentação das compras no circuito Oxford/Regent Street foi grande, mas de compras mesmo pouca coisa. Com a libra a R$4, a conversão dificulta a felicidade consumista total. No Soho, compra de mais e mais revistas e chegando à conclusão que a Junior é realmente uma revista especial, melhor e mais bem feita do que a grande maioria de revistas gays por aí.
Boa parte do dia de ontem (ai, o sol se pôs à 16h!) foi na Tate Modern. 4 exposições, mas o melhor de tudo mesmo foi a da Louise Bourgeois. Fiquei totalmente apaixonado pelo trabalho e vida dela.
Heater, do Samin, é o hit total das ruas, aqui e em Paris. Parece um hino tocado nas lojas, esquinas, radios e tvs. Achei que fosse uma sanfoninha nordestina, mas na verdade é uma cumbia colombiana.
Bom, hora de sair. Hoje vai ser dia de Barbican e noite em Notting Hill...
| Escrito por André Fischer às 08h33 | ![]() |
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No Eurostar
02/01/2008
Escrevo no trem, depois de quase perdê-lo. Essa necessidade de aproveitar cada segundo às vezes . Já perdi alguns vôos confiando que a providência divina possa parar o relógio, mas geralmente isso não acontece. Mesmo sabendo o horário apertado dar aquela voltinha final por Saint Germain e antes uma última passada no Printemps Homme e Citadium. Comprei bastante coisa, mas nada no prata que várias marcas insistem em encher suas vitrines. Os franceses acham que não vai pegar. Pudera. Com todo mundo na rua andando de preto, difícil imaginar alguém com a disposição de pagar esse mico, que ainda tem cara de ser de uma temporada só.
O Réveillon está longe de ser a festa mais animada de Paris. Parecia uma noite normal de sábado no inverno, com exceção da gritaria e metrô lotado em direção a Étoile. Passamos em 9 amigos na casa do Alain, entornamos váááárias Viúvas, comidinhas deliciosas, levamos duas tortas da Grande Epicerie. Só um está casado, os outros todos permanecem solteiros. Dizem que querem casar, mas sempre encontram um defeito nos pretês. Não dá nem para dizer que os franceses são exigentes e chatos, pois os amigos brasileiros não são muito diferentes. Depois rodamos o Marais, Amnésia estava caidérrimo, baixamos no Cud, onde havia algum agito. Parece que o Baind Douches estava cheio, mas pulamos a função descamisados.
Esses dias mais tranqüilos, com boa parte do comércio fechado, foi mais dedicado a visitas aos amigos. Um alozinho na Lili que mora ali perto do romântico canal Saint Martin, dali ao apartamento novo de um amigo querido em Republique. Incrível o que é possível fazer com 70m2. Ele é arquiteto, está trabalhando no escritório do Starck e contou que São Paulo finalmente vai ter um hotel Starck, o prédio acabou de ser comprado. Fiz uma foto linda do Rafa jogado em casa.
Mesmo com a proposta de conhecer lugares novos, acabei rodando e rodando por cada canto do Marais. Pouca coisa nova desde a última vez, mas sempre delicioso. E, Deus, quantos homens bonitos. A ida ao vapor novo foi necessária até por questões jornalísticas. Ai e as toneladas de revistas e fanzines, já prevejo excesso de peso na volta.
A temporada foi fraca em matéria de cinema, só assisti Actrices, filme estranho com roteiro bem original sobre uma atriz em crise, louca para encontrar um marido e ter um filho.
| Escrito por André Fischer às 18h05 | ![]() |
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