Du Mixclub au Kong...et l'Enfers
30/12/2007
Muitas vezes uso esse blog como um diário mesmo, mais para recuperar memórias e organizar vivências para uso pessoal do que para criar narrativa. Uso muito esse recurso em viagem, para poder na volta escrever mais tranquilamente. Então vamos lá...
Aproveitando demais a vizinhança de Saint Germain de Près, comprando comidinhas e preparando em casa na bem equipada cozinha do apê na Rue de Seine. Uma boa parte do tempo temos dedicado a safáris gastronômicos e culinários. A Grande Epicerie do Bom Marche é um desbunde completo, difícil controlar a vontade de comprar tudo. Lá, como no Fauchon, compramos coisinhas e batemos comidinhas na lanchonete para degustar. Outra degustação forte rolou no Berthillon, a melhor sorveteria do mundo. A segunda é o Mil Frutas, tá ;-)
Encotramos vários amigos meio que por coincidência. Um casal querido na entrada do Musée d’Orsay (eles estavam bem na frente, poupamos quase uma hora de fila!) e com eles fomos a Colette, seguido de rolezinho básico pela Saint Honoré, Halles, Montorgueil e Marais.
Encontramos o Rafa no Beaubourg, ficamos até fechar. Ontem fomos vê-lo tocar no Yono, antes do jantar no Kong. A reserva para 2 teve que ser ampliada para 4. Jantar delicioso, som nem tanto, saímos na hora que o restau-bar virou uma pistona de maurícios com vista para o Pont Neuf.
Bacana a exposição do Palais de Tokyo, mas meio difícil entender o que conectava os trabalhos. Melhor ainda foi o jantar lá, com direito a vista da Tour Eiffel iluminada ano meio de uma neblina forte.
A exposição mais bacana até agora foi, sem dúvida, a dos livros, gravuras e fotos eróticas do acervo proibido da Bibliothèque François Mitterand, chamado Enfers. DEMAIS, paudurância contida no ar. E não conhecia o prédio da biblioteca, maravilhoso. Na passagem uma exposição com globos terrestres feitos para um Roi Louis daqueles laá pelo século XVII, os maiores do mundo. No lugar do Brasil, a ilustração era de canibais...
O cartão de crédito não funciona nas VLib, o que frustou a vontade de rodar a cidade de bike. Vai de pé mesmo. Só segurar a onda de sacolas para não pesar. Resistir a comprar no Faubourg Saint Honoré é relativamente fáci. Difícil é na H&M.
O ponto alto da programação noturna foi, de longe, a noite Tecktonik do Mixclub. Lembrou demais os tempos de Piscine nos anos 80, templo dark d'Étoile. Uma das melhores pistas que já vi até hoje, mais de mil pessoas conectados na músiica mesmo, dançando coreografias inacreditáveis, em um clube lindo, lindo. Energia lá em cima. Rodinhas de meninos e meninas lindinhos d.e.m.o.r.r.e.r, cabelos à mangá, super produzidos. Único detalhe: público bem adolescentes.
E sabe que levou 4 dias para pegar o primeiro guia gay? Ando em outra onda mesmo...
A câmera está com um problema estranho, algo lá dentro fica vibrando quando não há muita luz. Portanto as fotos de noite vem todas com defeito especial: o que o flash consegue pegar fica no foco, o que está no fundo sai tremido. Se não estivesse contando aqui esse truque poderia dizer que foi um trabalho incrível...
As fotos seguem depois.
| Escrito por André Fischer às 08h07 | ![]() |
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Tecktonik aux Halles
26/12/2007
Viagem de surpresa sempre é mais bacana , principalmente quando dá certo.
Esamos em um apezinho ultracharmoso na Rue de Seine, em Saint Germain de Près, com uma cozinha boa e já rolou jantar feito com compras do mercado+ boulangerie. O tempo nem está tão ruim, parou de chover, chegou a dar 7o C, bem razoável.
BHV Homme, uma decepção: em pleno Maris abrir uma loja de departamento masculina...tinha tudo para rolar. Mas é uma cafonalha.
Encontro com amigos, colocando a vida em dia, comprinhas, coisa básica. A torre está coberta, neblina forte. Mas Paris é linda de qualquer jeito.
Um dos pontos altos do dia lindo foi ver um grupinho de tecktonik dançando na rua. Já enturmados, amanhã vamos a uma soirée TCK para ver qualé. Diz que é um povo com sexualidade bem dúbia.
À suivre....
| Escrito por André Fischer às 22h31 | ![]() |
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Caju amigo
24/12/2007
De saída para festa natalina em família, passando para desejar bom natal a todos.
No Rio dias nublados, fazendo compras em Ipanema ontem sob chuva. Festona ótima em Santa Teresa, festinha ótima com caju amigo no Jardim Botânico.
Preparando as malas, amanhã frio brabo...
| Escrito por André Fischer às 19h43 | ![]() |
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Sim City
19/12/2007
Meu Primeiro contato com informática foi um curso de Basic no Senac, ainda adolescente no Rio. Isso nos anos 80. Aquilo me fez vislumbrar o futuro e meu futuro profissional. Em emporada em Paris logo depois disso Na volta estava trabalhando em uma agência de publicidade no departamento de RadioTV (isso existe ainda?) e pude acompanhar a realização do comercial usando computação gráfica no país, uma série de vinhetas para Ipiranga produzidas pela Globograph. Outro choque que me fez abandonar o emprego e vir para São Paulo montar o que seria a primeira produtora de computação gráfica da cidade (título que disputamos com a Vetor Zero, hoje um gigante neste setor).
Desde então passei por alguns momentos onde a realidade virtual me tragou para outro universo e fez ver o mundo de maneira diferente.
Uma das experiências mais transformadoras aconteceu no decorrer de 1990, ano que passei grudado na frente do computador, completamente viciado em Sim City. Era a primeira experi6encia de criação de um mundo virtual e o mais incrível é imaginar que apenas 18 anos se passaram desde seu lançamento.
O jogo mudou a maneira de ver o mundo de toda uma geração ligada no funcionamento do planeta. Era possível, em um 3D muitíssimo tosco, planejar, criar e ver os resultados em poucos minutos da ação da natureza e dos fluxos econômicos e sociais.
Já anestesiado com a transformação da maneira da humanidade de ver o mundo (no meu caso houve ainda o mergulho na internet há 15 anos e uma marcante passagem por Tóquio no final do milênio) assisto a Beowulf e Bee Movie achando o máximo, mas sem me emocionar.
Só o esforço de interferir na realidade real mesmo é capaz de me levar às lágrimas. Esses dias foi um coral negro cantando noite feliz em ritmo de samba na estação Sé do metrô. Anteontem uma volta de carro pelo Eixo Monumental em Brasília seguida de parada na pirâmide da Boa Vontade às 4 da manhã. E ontem passeio pelo incrível bosque de luz no Ibirapuera tarde da noite, lotado de casaizinhos, crianças e adolescentes, todos maravilhados tirando fotos com seus celulares.
Participar destes momentos singelos de forte estímulo sensorial com outras centenas, milhares de pessoas ao mesmo tempo e no mesmo espaço físico, dão aquela sensação extremamente aquariana de fazer parte de algo maior. Onde vai dar, não faço idéia. Mas estamos todos juntos construindo algo que tem, pelo menos, o potencial de vir a ser muito belo.
| Escrito por André Fischer às 18h35 | ![]() |
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Éramos Seis
12/12/2007
Sabe aquelas coisas que você tem vontade de fazer há anos e acaba adiando sempre? O tempo vai passando e quando se dá conta já tem mais de dez anos que “mês que vem eu começo” nunca chega? Pode ser uma coisa boba que nem precisa tanto esforço, como no meu caso fazer parte de um grupo de bikers.
Há dois meses recebi o release de uma nova comunidade, os Gay Bikers. O interesse foi imediato, mas minha agenda não me permitiu participar de nenhum dos passeios até ontem à noite.
O líder do grupo é o André Hidalgo, amigo de séculos, que faz a Casa de Criadores e é sócio do Gloria. 
Minha bicicleta foi roubada há uns dois meses, episódio que não cheguei a comentar aqui mas vale fazer uma Dona Noca (amiga da família que começava um assunto e ia se enrolando em outros no meio do caminho). Em um final de semana que estava viajando um ladrão pulou o muro de casa, levou minha bike que andava parada sem uso, e quando se preparava para levar o lavajato do quintal foi interceptado pelo valente Neo, meu lindo Weimaraner. Ao chegar em casa o que vi foi o lavajato jogado perto do muro, um rastro de sangue e Neo com cara de leão feroz. Mesmo castrado ele mostrou que ainda é macho.
Voltando à vaca fria, Ia comprar uma bike nova, mas acabei lesando. Por isso acabei pedindo auxílio aos meus super amigos e vizinhos que puseram à disposição suas bikes e capacetes. Havia duas opções: uma novinha em folha rosa de 100 marchas e outra mais velhinha azul de 3 marchas. Calculei que em um encontro de Gay Bikers o rosa seria um pouco demais e optei pela trash mas máscula, que acabou dando bem conta do recado.
Anunciamos o encontro no Mix e apareceram alguns curiosos (incluindo dois bem bonitinhos sem bicicleta), apenas para ver do que se tratava.
Caía uma chuvinha fina e no final das contas saímos em um pequeno grupo, de apenas seis.
O trajeto, que começou na banca de frutas e açaí ali ao lado da Galeria Vermelho, cruzou a Paulista enfeitada para o Natal até o Paraíso, desceu a Vergueiro passando pela Liberdade até a Sé, Pátio do Colégio, São Bento, descemos pelo Vale do Anhangabaú com parada para foto em frente ao lindíssimo Banespa-Santander. Rodamos pelo centro antigo, atravessamos o Chá, rodeamos o Municipal, São João até o Arouche e pegamos o
Minhocão. A garoa ia e vinha até esse momento, fraquinha o suficiente para refrescar sem maiores transtornos.
No elevado uma surpresa: ouvia falar de pegação desenfreada, mas na verdade vi muita gente correndo, grupos de meninas, senhorezinhos, atletas de verdade. Um outro paquerando, mas coisa discreta. Atração a parte é fazer o voyeur daqueles que vivem em apartamentos à beira do viaduto. Uma loucurinha.
Mesmo com apenas 3 marchas não tive problema. O circuito parece um desenho de Escher: só tem descidas, com exceção da Angélica, final do percurso.
No caminho, papos ótimos e conhecendo gente nova. Apesar do meu xará ser da noite, os participantes dos Gay Bikers não são.
Cruzamos também com outros grupos de bikers pelo caminho. Legal saber que existe tanta gente que se junta para aventura na selva de pedra. Faltam ciclovias na cidade. Alguém lembrou que a reforma que estão fazendo nas calçadas da Paulista podiam ter incluído uma ciclovia. É a famosa falta de planejamento que é a desgraça desse país.
Anyway...
Bacana demais em uma tacada só fazer esporte, turismo em sua própria cidade e de uma certa afirmar identidade. E aquela excitação de algo novo.
Com certeza estarei no próximo.
| Escrito por André Fischer às 13h23 | ![]() |
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Tirando o atraso
10/12/2007
Semanas sem dar as caras por aqui, blame it on Rio. Apesar do Mix ser uma loucura em São Paulo, temos uma infra bem maior. Na edição carioca ainda tenho ralar bem mais, a ponto de passar 10 dias hospedado em Ipanema sem ter sequer caminhado na praia. O Festival no final foi bem bacana, pelo primeira vez todo no Centro, público ok, repercussão ok. Produção linda no Palácio, sem maiores dramas, uns dias cheios outros nem tanto, mas nunca sem público. Gongo, esse sim, um estouro.
Com medo da chuva, que acabou só vindo depois do final, deixei a scooter em casa e resolvi pegar o carro. Pra que mesmo? Trânsito do Rio me parece piro que o de São Paulo, ruazinhas apertadas de Botafogo não andam, não há vagas na Cidade. Acabava pegando táxi até Cantagalo e resolvendo de metrô mesmo. Tomara que não leve mais 8 anos para a estação da General Osório.
Ponto alto off Mix Rio foi um passeio de pedalinho em volta da Arvore na Lagoa às 2h e uma noite bagaça no Galeria. De quebra ainda toquei na Alelux, que estava bacaninha também, em clima meio despedida das pistas. É aquilo de sempre: adoro quando estou na cabine, mas até chegar lá é sempre meio transtorno. Ainda toco em Brasília nesta sexta, mas vamos ver se dou uma parada. Nunca consigo abdicar por muito tempo, quando descubro coisas novas quero sempre compartilhar...
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Nesse meio tempo rolou uma reviravolta na vida amorosa. Mas isso, como já disse outras vezes, é coisa que tenho escrúpulos para falar em público. Sempre envolve outra(s) pessoa(s) e no duro, no duro, o prazer literário e estilístico não vale o desgaste. Cada vez mais acho que essas coisas são para ficar restrita aos muito íntimos.
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E nada de academia...Vou viajar direto para a gringa no verão, mais para disfarçar do que para curtir inverno. ;-) Amanhã vou aos Gay Bikers para ver se engreno uma nova atividade esportiva.
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Ah sim, chamaram de veado burguês em uma lista, basicamente porque sou contra o Chavez. Disseram que ele queria aprovar direitos gays no referendo. Detalhe que no pacote ele ia também acabar com a propriedade privada e se perpetuar no poder. Antes de ser gay, sou cidadão. Não consigo entender como alguém com um mínimo de lucidez pode achar que a Venezuela estaria melhor com essa loucura da nova constituição.
| Escrito por André Fischer às 21h48 | ![]() |
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