Os Otakus
29/08/2007
Ontem assisti uma palestra do TED (não conhece? Não deixe de baixar os vídeo podcasts em na itunes store) sobre estratégias de crescimento de produtos e negócios. O título era “Idéias que se espalham vingam”.
O palestrantte se referiu aos
otaku, termo japonês para fanáticos, geralmente por games, animes e mangás. Ele
expandiu o conceito para definir entusiastas por novidades em geral. Aqueles que
ouvem falar sobre alguma coisa, vão atrás da informação e depois divulgam,
contam entusiasticamente suas “descobertas” para os amigos.Esses são os
consumidores que toda empresa deve buscar.
Comunicar diretamente
com esses otakus seria muito mais efetivo do que colocar um comercial
qualquer na novela das 8. Os consumidores hoje em dia já estão com o
cérebro anestesiado de tanta informação e não prestam mais atenção a
70% do que passa na frente deles. A não ser que alguém conhecido recomende
atenção sobre algo, ou que realmente traga algo diferente, que detone o
otaku que existe adormecido na maioria dos seres humanos.
Eu me considero um otaku.
Quando vejo que há uma novidade, de iogurte a revista, compro, se gosto,
divulgo. Pelo fato de nunca ter sido jabazeiro, sinto-me à vontade para falar de
marcas que gosto e admiro, assim como posso deixar de gostar e mudar de opinião.
O compromisso é com o que me dá tesão, com o que de alguma forma me
surpreende.
A questão é, enquanto empresário,
como encontrar o jeito de fazer essa diferença na comunicação...Alguma dica
aí?
| Escrito por André Fischer às 14h57 | ![]() |
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Melhor à distância
25/08/2007
Sempre quis manter os ídolos à distância para que eles pudessem continuar o que são: ídolos. De perto todo ninguém é bem aquilo que a imagem vende. Já tive a oportunidade de conhecer mais de perto o Gianecchini, mas preferi não dar nem oi. Considero a encarnação da perfeição masculina, mas uma amiga que andou saindo com ele diz que é inseguro e meio bobo. Prefiro não saber.
Sou fã de carteirinha da Pitty desde que ela apareceu. Gosto da música e da atitude. Até ir a uma festa em que ela estava e me pareceu uma patricinha como todas as outras do lugar. Melhor não ter visto.
Deixem minhas fantasias em paz.
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Essa semana fizemos um workshop do Dicas de Sexo Para Mulheres por um Homem Gay lá na Gafanhoto. Divertidérrimo. Só fiquei impressionado como a mulherada não sabe nada sobre o corpo masculino. E olhe que era uma sala cheia de mulheres bonitas, bem sucedidas, em sua maioria bem casadas. Pasmem, a maioria sequer toca nos mamilos e testículos de seus machos. Daí entendo um pouco melhor esses caras que quando transam com homem piram.
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A Junior vai ter mais um caderno, já que rolaram mais anunciantes do que planejado. Boas novas. Só que estamos de plantão no finde produzindo mais matérias na correria para segunda. Está ficando muito linda a revista, algo pra a gente se orgulhar. Já faço o louco e quando digo a gente me refiro ao Brasil mesmo. Tomara que gostem.
| Escrito por André Fischer às 19h07 | ![]() |
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Futebol de Cegos
21/08/2007
Também fiquei envolvido com o ParaPan. Assisti muitas competições, sobretudo
natação e alguma coisa de atletismo. O que mais me impressionou, sem dúvida, foi
o
futebol de cegos. Pamonha que ando, quase chorei na
final que assisti acordando no domingo de manhã. Brasil ganhou da Argentina
1x0.
Aquilo sim é ultrapassar limites. Fico até envergonhado de achar que
tenho problemas sem solução.
| Escrito por André Fischer às 14h34 | ![]() |
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Parabéns Madonna
16/08/2007
Ela está fazendo 49, há 25 faz parte da minha vida. Cada novo álbum, cada novo clipe, teve algum efeito em mim, provocou reações. Já houve momentos em que tive bode, outros em que achei que já não tinha mais tanta importância. Hoje reconheço toda a extensão da importância dela no mundo. Acho fundamental. Nem é só a música, que adoro. Ela incorpora a força em cada um que busca o melhor de si.
Se você parar e olhar com muito cuidado, nem bonita de verdade ela é. Então como ela consegue ser tão linda? 
Mesmo que o contato presencial mais próximo tenha sido em um estádio lotado, a considero muito chegada. E ainda é o ponto em comum com outras milhões de outras pessoas.
Não por coincidência 16 de agosto é também o aniversário do Mix na internet.
| Escrito por André Fischer às 08h33 | ![]() |
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Mudez psicológica
11/08/2007
Ferramenta de blog aqui do UOL anda instável, dando pau. Daí o atraso nos posts, tá?
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Tem gente que tem pavor de falar em público. Para mim é muito mais fácil me dirigir a um auditório lotado, dar uma entrevista para tevê, do que levar um tête-à-tête. Com desconhecido às vezes é até mais tranqüilo. Mas sobretudo falar o que precisa ser dito... ai... pode ser uma tortura.
Tenho pavor de DRs, de papo cabeça com amigos, de acertar pontos com família, dar toques em companheiros de trabalho.
Receio enfiar os pés pelas mãos, machucar o outro, não parecer legal.
De uma certa forma isso me afasta das pessoas. Fazer o quê...
Já fui chamado de simpático profissional, de Doris Day. Ouço calado. Bicho do mato seria mais adequado, se soubessem. Não gosto de falar coisas ruins, mesmo as que precisam desesperadamente ser ditas. Fico esperando um passe mágico, que tudo se resolva ou que os assuntos brotem espontaneamente.
Uma espécie de mudez histérica, seletiva, psicológica.
Os que dizem tudo na lata incomodam, mas admiro. Também devem ouvir na lata, mas se habituam. Falar-ouvir com freqüência e sem medo vai criando calos e nos tornando menos sensíveis, mais resistentes.
Será que ainda dá para mudar nesta encarnação?
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Só pra deixar a chatice de lado...
Semana que vem tem Miss Brasil Gay em Juiz de Fora. Ano passado fui jurado, dessa vez vou só pra ferver. O programa é divertidérrimo, daqueles que todo mundo tem que ir pelo menos uma vez na vida.
Parece que esse ano tem novidades, lugar novo, mais festas...
A ver...
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Essa semana saiu artigo na Folha que teve uma super repercussão nas listas. Cidadão dizendo que homossexual não é substantivo, é só adjetivo. Não é o que o Houaiss diz. Teve um que substituiu homossexual por judeu no texto e realmente parecia uma manifesto anti-semita. A sociedade é composta de gavetinhas e felizmente podemos estar em várias delas, até ao mesmo tempo. Mas negá-las é coisa de avestruz.
Só de estar de bigode já mudou alguma coisa, praticamente uma nova inserção no mundo ;-)
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E vale agenda dos próximos dias. Hoje tem Festa do Bubble na Flexx, Domingo toco n'A Loca (cedo, 22h), segunda é pré-estréia do Bubble no Reserva Cultural äs 21h, convite para os amigos. O filme é im-per-dí-vel.
| Escrito por André Fischer às 10h15 | ![]() |
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Richarlyson caiu na vara errada
04/08/2007
O tal juiz do caso Richarlyson sintetiza em sua decisao o mais torpe dos sentimentos: o desprezo por outro ser humano. Se ele achava que poderia
recorrer à justiça por se achar prejudicado, acabou dando espaço para a mais pura homofobia destilada pelo judiciário nos últimos tempos sem nenhum tipo de constrangimento.
O limite do conservadorismo é a falta de respeito, e o juiz abusou nos termos para ofender aqueles que são gays e ousam jogar futebol. Como os nazistas nos piores tempos da ditadura hitlerista, ele chega a sugerir que homossexuais criem sua própria federação. O próximo passo é sugerir que passemos a usar triângulos rosas nas roupas para sermos identificados nas ruas.
É justo que essa pessoa continue julgando? Imagine um gay saber que vai ser julgado pelo tal juiz? É de um azar extremo cair na Vara de Justiça de alguém que veja o mundo dessa forma.Sabe de antemão que vai perder.
Leia algumas das pérolas de puro ódio enrustido que fazem parte da decisão do juiz Manoel Maximiano Junqueira Filho.
"Se (Richarlyson) fosse homossexual, melhor seria admiti-lo, ou omitir. Nesta hipótese, porém, seria melhor que abandonasse os gramados"
"Quem se recorda da Copa de 70? Quem viu o escrete de outro jogando, (Pelé, Tostão...). Jamais conceberia um ídolo homossexual"
"O que não se mostra razoável é a aceitação de homossexuais no futebol brasileiro, porque prejudicaria a uniformidade de pensamento da equipe, o entrosamento, o equilíbrio, o ideal..."
Senhor juiz, eu gosto de futebol, sou gay e não vai ser um homofóbico que vai me fazer parar de ir ao estádio ou acompanhar o campeonato.
| Escrito por André Fischer às 18h36 | ![]() |
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