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Paraísos no Mar da China

29/05/2007

Rapidinha, ~depois escrevo mais detalhes...

 Ontem passamos o dia mergulhando em uma ilhas próximas a Nha Trang. Mar super azul, os corais mais incríveis que já vi. Na volta passamos o resto da tarde na praia, fazendo nada, comendo muito, bebendo a le'víssima cerveja vietnamita. No final do dia , mais supermercado, já nos sentido locais.

Pela noite fomos a um restaurante trash no norte da cidade, comi um churrasco de enguia meio bizarro. Na hora tudo bem, depois me deu um certo enjôo. Pela noite fiquei um tempão na internet, a revista está ficando linda!!! Na volta assisti um pouco de novela chinesa (dublada em vietnamita) e um documentário estranhíssimo sobre o assassinato da família real nepalesa.

Não consegui comprar livros, a ideía era ler na praia. Tudo xerox, falsificação, muito Paulo Coelho em inglês. Com um livro sendo lançado em semanas, acho meio foda essa questão de desrespeito total de direitos autorais.

Hoje pegamos a estrada de moto (alugamos capacetes, apesar de um novo custar 6 dólares) , fomos a Doc Let, outro paraíso tropical de areia branca e água azul transparente. Nos perdemos em uns vilarejos, explorando as vicinais. Muito perigosa, não há mão, trânsito louco.

Na volta rolou uma chuva, nos abrigamos em um restaurante na beira da estrada onde tomamos o melhor phó (a sopa vietnamita, prato típico onipresente em todos os menus e em quase todas mesas. na maioria dos restaurantes populares é inclusive a única opção) até agora.

Em Nha Trang, no final do dia fomos a praia na parte mais pop. Lotadíssima, o povo inteiro se joga, de roupa mesmo, no mar. Ao anoitecer, há uma certa movimentação suspeita, mas nada que valha a pena. O povo é bem simpático, tenta se comunicar o tempo todo. Peguei sol demais, mesmo com filtro.

Viagem quase acabando ...na volta complicado vai ser editar as quase 1500 fotos...

 


Escrito por André Fischer às 13h51 Comentários Envie

Batman de araque

27/05/2007

Nha Trang é o principal destino turístico do Vietnã, cidade voltada para a orla. Uma avenida cheia de coqueiros larga e recém construída para receber turistas – e eles estão por todo lado.

Primeira coisa ao chegar foi alugar motos, que nos permitiu chegar sozinho com ajuda apenas do mapa ao santuário de Po Nagar. Um conjunto de pequenos templos do século VII  em homenagem a uma deusa muito venerada no Vietnã que é na verdade uma divindade hindu adaptada. Muitos lingan (aqueles falos de Shiva)  na entrada de cada torre, lotada de fiéis e incenso. Fomos ainda a outro balneário vizinho, Hon Chong .Muita gente na praia, jogando futebol.

Nada mais perturbador do que o novo empreendimento VinPearl: um Beto Carreiro pobre em uma ilha do outro lado da baía, onde se chega por um teleférico gigantesco. Do lado de lá só brinquedos velhos, rebotalhos de parques de diversões antigos e o pior da arquitetura mundial espalhados por cavernas com batmans e homens aranha na porta – mas evidentemente falsificações.

Por sinal, a indústria de falsificações está por todo lado: Lacoste a R$5, livros até de Paulo Coelho a R$3.
Na volta fomos marcar nosso mergulho em uma ilha próxima e por sorte paramos no Scuba Diving Club, uma pérola no meio do caos. Ambiente tropical padrão Búzios e comida vietnamita excelente – e barata como tudo.

Para garantir uma viagem menos desconfortável para Saigon, compramos tickets do 5Star Express. As fotos pelo menos são ótimas...
De lá passamos por um supermercado – adora ir a supermercados em todos os lugares do mundo, pois acho que é lá que se conhece a realidade do povo.
Comprei montes de delicinhas exóticas fabricadas aqui, na Tailândia e Malásia, como bananas seca em forma de panqueca ou refrigerante de chá semente de manjericão.

Antes de dormir passei na única boate da cidade, que fica no nosso hotel, o Lodge Club.
Como tudo, fecha à meia-noite por lei às 21h30 estava bombando. A música é standard eletrônico americano de má qualidade e havia cerca de 25 seguranças para as 250 pessoas, dizendo onde sentar e separando quem se aproximava de demais. Por ser um dos únicos ocidentais no lugar, fui abordado várias vezes sempre com o tal “where you from”. Difícil estabelecer conversa, já que o inglês dos nativos não passa muito disso. Havia gays no lugar, mas eles ficavam no canto. No banheiro, climão de pegação.
Absolutamente nada que motive tomar mais do que uma cerveja. Agora estou no lobby do hotel usando o wifi e me preparo para uma noite de sono.

Amanhã depois do mergulho só quero me jogar na praia. ...
 

 


Escrito por André Fischer às 14h50 Comentários Envie

Fedentina no trem :-(

Decidimos viajar de trem para Nha Trang. Decisão romântica, já que ambos não viajávamos há décadas nesse esquema estudantil. Camila desde o trem da morte na Bolívia, eu desde uma travessia insana de Paris à Lisboa. Desde então trem era sinônimo de Eurostar.

Não foi absolutamente o caso. Para uma viagem de 10 horas noite adentro, nos deram uma cabine com 6 camas que dividimos com uma família de 9 pessoas ! Sim, 11 em uma cabine para seis. Como o trem vinha de Hanói e havia saído 13 horas antes, o cheiro beirava o insuportável. Felizmente o Dramamin bateu rápido e apaguei até uma hora antes da chegada, a tempo apenas de correr para o corredor, abrir a janela e apreciar a paisagem – que por sinal é um misto de Pernambuco com Espírito Santo. Estranho concluir que o Brasil seja tão parecido com o Vietnã... 

Olha as crianças da família da nossa cabine, felizes na foto na hora que saímos...não paravam de gritar `hello`...


Escrito por André Fischer às 14h48 Comentários Envie

Moto, Cidade Proibida e casa de família

Hué foi a capital imperial até o fim da ocupação francesa. Ficamos no Morin, teoricamente o hotel mais luxuoso da cidade. Realmente o prédio tem um peso histórico, os quartos são confortáveis e imensos, mas um reforma recente encheu a construção de um mármore barato e ficou parecendo um hotel qualquer do circuito das águas. A chamada cidade moderna é ainda mais Caxambu que Caxambu.

O que vale a visita é a imensa Citadela murada, que apesar de construída no século XVIII guarda uma atmosfera medieval.Há campos de plantação de arroz em seu interior, vilas onde é possível se perder no tempo e no espaço. O Vietnã que se tem na imaginação. Dentro da Citadela fica o que sobrou da Cidade Proibida, onde moraram os imperadores da linhagem Nguyen (que aliás é o sobrenome de mais da metade da população do país). Alguns prédios não afetados pelos bombardeios franceses de 1947 ou pelos americanos em 1968, estão intactos ou foram reformados pela Unesco e formam um retrato muito precioso da vida nas cortes vietnamitas.  

Apesar de cheia de turistas de toda parte, não há restaurante ou bar aberto depois das 22h, com exceção do DMZ Bar, sinuca trash simpática, onde se pode confratenizar com os gringos – vários lindinhos da Austrália, Canadá, Espanha, rodando a Ásia em seus anos pré ou pós universidade.

O calor infernal nos fez desistir de alugar bicicletas e optamos por scooters, o que nos permitiu rodar bastante, inclusive pelas tumbas reais nas cidades próximas. Ë sem dúvida a melhor maneira de se conhecer o país e, passados os primeiros minutos de adaptação ao trânsito caótico e de ruas sem mão, torna-se uma experiência memorável de liberdade e integração ao povo. Saudades também da minha motoquinha carioca.

No caminho de uma dessas tumbas fui abordado por uma senhora chamada Dán que, dirigindo na estrada, contou a vida toda e insistiu para que fôssemos a sua casa tomar chá. Por um momento pensei que podia rolar um seqüestro, mas resolvi relaxar e fomos para o sua casa no meio do campo, a uns 15 quilômetros de Hué.
Ela nos preparou sopa, descascou abacaxi e contou a vida toda em um inglês quase razoável. Mostrou número cinco e número quatro, seus caçulas. Já havia lido que no Vietnã os filhos são chamados pelo número de ordem de nascimento.
A casa era relativamente pobre mas bem decente, como seu marido era jardineiro o quintal era uma belezinha. Então chamou a número 2, que falava francês e inglês com impressionante fluência. Até espanhol arranhava. Foi aí que a mãe disse que precisava de 50 dólares para que ela pudesse pagar os exames na escola. Ahã, aquela hospitalidade toda realmente estava meio fora de propósito. Dissemos que não estávamos preparados para aquilo, deixamos 300 mil dongs (uns 20 dólares), e tomamos a estrada.

Para abastecer, compramos gasolina no bar – sim, ele é vendido em garrafas de agia mineral recicladas para esse fim.

De lá fomos a várias tumbas reais lindas, muito emocionantes, mas em péssimo estado de conservação. Nos perdemos pelo bairro místico, cheio de templos antigos budistas, sempre muito bem recebidos pelos monges. Um deles estava sendo inaugurado naquele dia mesmo! Muito auspiciosa visita. Passamos no fedido Mercado da margem oeste para comprar umas cuecas e camisetas para conseguir chegar até o fim da viagem, mas a qualidade dos tecidos locais, ao contrário do que haviam dito, é abaixo do aceitável.

 


Escrito por André Fischer às 14h46 Comentários Envie

Curiosidades vietnamitas

Os bares produzem seu próprio chopp, chamado Bia Hoi, bem refrescante.
Por todo lado só se assiste novela chinesa, sempre dublada por uma mesma dubladora fazendo todas as vozes (o mesmo acontece com filmes e, ao que parece até filmes de Hollywood no cinema são dublados dessa forma no mínimo bizarra).

Outra obsessão é futebol, assistido por todo lugar e comentado o tempo todo. Ao se responder a pergunta, feita o tempo todo, “where you from?” com Barazim (já entendi como deve ser dito o nome da nossa pátria) a resposta geralmente é football, Ronaldo, ou Ronaldinho. Já houve um que recitou a escalação do Santos de cor (não tenho a mínima idéia se estava correta), outro quando disse que era de São Paulo ficou surpresa ao saber que era o nome de uma cidade além do time que conhecia.
 dublada
Os homens geralmente usam unhas imensas, alguns no estilo Zé do Caixão. Por sinal, as mulheres são geralmente bonitas, os homens muito feios.

Apesar do país andar sobre duas rodas, não vi até agora nenhum capacete.

A nascente classe média está se mudando para os subúrbios, dezenas de mega condomínios construídos em estilo americano com nomes ridículos como `International City`. Triste.

Por que o Red Bull no Vietnã custa 50 centavos e no Brasil 10 reais?

A música que toca nos lugares em geral é Ray Coniff, tipo Arrivederci Roma e Et Si Tu N’Existe Pas`com orquestra. Onde será que eles estão com a cabeça?

Tem Internet por toda parte e celular pega até no meio de Halong Bay...


Escrito por André Fischer às 14h45 Comentários Envie

Pombo e cachorro no cardápio

25/05/2007

ESsa é uma rapidinha, só para não deixar muito para trás.

Passamos dois dias em Halong Bay, seguramente um dos lugares mais lindos da terra. São 2 mil e tantas ilhas pequenas, com uma formação geológica parecida com Noronha. Um paraíso. Passamos  esses dias em um barco de junco 5 estrelas, nós e 9 casais HT. Simpáticos com exceção de um americano que insistia em falar da guerra do Vietnã - tipo inacreditável.

Dormi sob o luar, depois de passar o dia mergulhando em um mar cor de jade. No barco um festival gastronônico vietnamita. Passamos ainda em uma carverna linda - fico devendo as fotos. Dois dias pela bagatela de 2 milhões de dongs - cerca de 120 dólares. Dá para viver o milionário por aqui, tudo ridiculamente barato.

Além do mar e das ilhas lindas – acho que um dos lugares mais lindos do planeta- há também as cavernas, enormes bem instaldas e conservadas pela Unesco, com iluminação bem dramática. 
No caminho de volta passamos por uma escola de artesanato, onde vimos o supra sumo do kitsch estilo vietnamita sendo produzido para exportação. Estranho que o camingho entre Halong Bay e Hanói seja tão parecido com a estrada para o litoral norte. Não fossem as casas tão arrumadinhas e coloridas e os trabalhadores com aquele chapéu típico, diria que estava em Caraguá.

Por falar em gastronomia, já comi de tudo. Pombo laqueado, noodle de cachorro, jaca seca, suco de ninho de passarinho e, o mais bizarro de tudo, whisky vietnamita. O chopp daqui, bia hoi,  é feito artesanalmente nos bares durante a noite e servido no dia seguinte. Uma delícia.

Na volta a Hanói passeamos pelo Petit Paris, o bairro francês e mudou um pouco minha impressão sobre a cidade, entendi melhor inclusive a cidade antiga.

 

 


Escrito por André Fischer às 13h47 Comentários Envie

Último suspiro do comunismo

23/05/2007

Felizmente estamos hospedados no Sofitel Metrópole, o hotel mais luxuoso de Hanói que relembra os dias românticos da Indochina ocupada pelos franceses. Há poucos exemplares dessa arquitetura dos tempos coloniais na capital do Vietnã e não chega a haver uma arquitetura comunista, além dos parques Lênin (onde dizem que rola a pegação gay) e do macabro mausoléu de Ho Chi Min – o corpo dele está exposto para visitação em meio a uma pompa meio ridícula já que o cheiro de formol é forte.
Não há transporte coletivo de nenhuma espécie e absolutamente TODOS andam de scooter. Imagina o caos e barulho. Essa parte até é divertida.
Comemos umas delicinhas na rua, vendidas por tiazinhas.

Não há miséria, apenas uma pobreza digna, meio generalizada. Acho que isso é o comunismo.

Os resquícios históricos – a cidade é do século IX são pífios: há um pedaço canhestro de muro e um templo que na verdade foi reconstruído em 1935. E só.  O resto parece uma mistura de Caxambu com Rua da Carioca, só que mais pobre. Só vimos dois templos, pequenos, mas bem exóticos.

Lonely Planet e Neos Michelin, os guias que usamos para planejar a viagem, são surpreendentemente condescendentes com a cidade. Mesmo com todo boa vontade do mundo não encontramos o romantismo praticamente em lugar nenhum. Tudo muito tosco e sem charme. O Bairro antigo, que abriga o comércio de quinquilharias, que tem 800 anos de história. Mas para quem vem de fora, não há o que ver nas ruas lotadas de sapatos velhos, fechaduras e brinquedos de Hong Kong- tipo as ruas de trás da 25 de março.
Nem sombra de vida noturna digna de nota além das sorveterias, já que tudo fecha às 23h. Restaurantes não servem depois das 22h. por lei tudo fecha à meia-noite.
O Utopia, guia gay da Asia, menciona o GC Club, mas passamos na porte e é um bar ultra careta.

Passamos em um clube engraçado com show, moderninhos lá dentro, mas o cantor no palco cantava meio vestido de Elsvis. Bizarro.

E juro que não estou de mau humor. Apenas sendo realista.

Interessante de verdade apenas a extensa presença de propaganda do governo comunista, fortíssima até porque as eleições regionais – do partido único- aconteceram anteontem.
Moderníssimas em estilo retrô meio chinês e estão por toda parte.
O comunismos dá seus últimos  suspiros, pois marcas ocidenais B estão presentes por todo lado. E há uma evidente ânsia em faturar tostões em cima dos turistas.

É um turismo de aventura: 40 e poucos graus e é quase impossível encontrar qualquer bebida gelada.
Os preços, baixíssimos é verdade, são maiores que em Bangkok. Mas não há onde gastar.
Encurtamos um dia e vamos amanhã cedo para Halong Bay, rodar a baía que parece linda e dormir uma noite em um barco de junco...

Enfim...estou aproveitando para fazer temporada de massagens.
*
Ah...nas últimas horas de Bangkok fomos a uma casa maravilhosa de um tal Jim Thompson, sonho de casa tailandesa. O cara era americano e desapareceu em 1961 misteriosamente. Pelas fotos, tinha cara de mona. Passamos também em uma exposição maravilhosa de orquídeas no Paragon. Por sinal, a daslu é a prova maior do subdesenvolvimento e da jequice brasileira. Em Bangkok há pelo menos 4 shoppings gigantescos com grifes de luxo muito mais completos e de mais bom gosto que o mausoléu neoclássico da Marginal. E com um detalhe: o metrô tem saída direta para os shoppings. Entendeu a diferença? Luxo acessível para todos. Dá vergonha pensar que o metrô na porta da Daslu não tem comunicação e que tem gente com a ignorância – e falta de viagem- de dizer que tem turista que fica encantado com aquilo. Só se for de Goiás.


Escrito por André Fischer às 14h01 Comentários Envie

Pussy Ping Pong

21/05/2007

Bangkok não seria completa sem massagens (fiz duas) e sem o famoso show das bucetas poderosas. Pois bem, fomos atrás delas. Encontramos um buraco e por 500 bahts (cerca de R$30) vimos aquilo tudo que se pode imaginar.

Começou com duas mocinhas no palco apitando. Uma emitia um apitinho meio fraco, a outra bem estridente.

Depois uma moça, a cara da Preta Gil, tirou 68 flores fluorescente de dentro dela, enquanto dançava Cranberries. Achei muito poético, aplaudimos horrores. Ela voltou 3 minutos depois e disparou bolinhas de ping pong dentro de um copo. O poder.

Mas nada se compara ao momento auge do show, quando uma garota pequenininha disparou dardos contra enormes balões vermelhos, acertando com precisão um por um.

Ela convidou a Canila para segurar um deles, a uns 3 metros de distância e acertou na mira. In-crí-vel.

Acabo de chegar no hotel para checar os e-mails – são 2 e meia da manhã aqui, 4 e meia da tarde no Brasil, hora de pegar o povo no escritório....


Escrito por André Fischer às 16h01 Comentários Envie

Ainda Bangkok

Comecei o novo dia pegando o Sky Train, a solução de transporte encontrada por essa cidade de trânsito caótico, muito mais parado que em São Paulo. Um metrô suspenso, mas bem suspenso mesmo – ele passa na altura do sexto andar dos prédios.

Comecei indo a Computer City, um Promocenter gigante de 6 andares, do tamanho do Iguatemi com todo tipo de tranqueira eletrônica.

Subi a torre do Bayioke, hotel de 88 andares que fica no meio de um bazar meio podreira mas que no alto tem um observatório giratório. Deu para entender a cidade.

De lá decidi ir na direção de Siam Square, onde no caminho haveria alguns templos budistas, outros templos de consumo passando por belas avenidas protegidas do sol e do calor escaldante pelo Sky Train.

Com o real a menos de R$2, dá para se sentir milionário. Tudo baratérrimo. Come-se bem com R$6 – sério! E a comida tailandesa de rua é um tanto diferente das dos restaurantes europeus, mais spicy, mas igualmente gostosa.

Vou voltar mais gordo....

Com isso tudo difícil resistir à fúria consumista. Se ano passado fiz o guarda-roupa de inverno em Buenos Aires, esse ano ele é todo dos shoppings de Bangkok. E não fui nas tantas 25 de março do centro novo. Os preços permitem comprar mesmo na Gaysorn, a Daslu daqui, e no Center World – o shopping mais bacana de todos. French Connection mais barata que Zara brasileira, Gucci um terço mais barato.

Não vejo mal em querer ir a lugares lindos, cheirosos, com ar condicionado. Comprei meu ímã de geladeira do Mao Tse Tung em Hong Kong, mas de brincadeira. Acho o capitalismo, mesmo com todos os seus erros ainda a melhor solução econômica, assim como a democracia.

O amigo americano disse que queria comprar roupas nos bazares. Pu-lease! Pobreza de espírito atravessar mundo para querer fazer o pobre sacoleiro.

Passei pelo templo Wat Patum e parei para dar uma meditada na linda stupa em homenagem à fé do rei. Momento mágico mesmo.

Por sinal o rei é completamente adorado.

Nessa segunda quase toda a população saiu de casa de amarelo para comemorar os 60 anos de seu amado rei. E estão fazendo isso todas as segundas-feiras desse ano!

A cidade, por sinal, tem cores muito vibrantes. Os táxis são rosa-choque, laranja néon, verde limão, vermelhão, o que torna o trânsito caótico mais lindo.

Ontem foi dia de Baylon, dita a maior sauna gay do mundo. Sem dúvida alguma a mais sofisticada. Ao entrar um grupo de jazz cantava “Só danço samba”. O lugar é de super bom gosto, um excelente restaurante onde jantei como príncipe por R$ 5. O lugar estava bem cheio, com todo tipo de homem: lindos,feios, musculosos, magrinhos, machos e algumas moninhas também. Os tailandeses são bem mais interessantes que os chineses, devo dizer...

Na volta prometo um guia completo da cidade e falo mais sobre a Babylon.

Segunda fomos ao Grand Palace, um delírio para os olhos, parece uma viagem de ácido sem fim. Milhões (literalmente) de espelhos e pinturas a ouro, mini esculturas refinadas de flores e deuses. As fotos não são justas com a grandeza do conjunto de templos e palácios. Há umas galerias também, com representações do Ramayana pintados com ouro. Preciso estudar melhor essa mistura do Budismo com Hinduísmo na Tailândia...

Depois também posto as fotos para dar uma leve noção do que é. Sem dúvida o melhor lugar para turistas no mundo.

A caminho de Wat Saket, vimos uma aulinha de Thai Boxing em uma academia de bairro...

Já usei todo tipo de transporte: tuktuk (o rikshaw, que é uma roubada), táxi, metrô, skytrain, barco pelo rio principal, embarcação pequena pelos canais (que são típicos, estão acabando mas não há muito o que lamentar: são um esgotão a céu aberto). Só faltou ônibus, mas são trash demais.

Estou assistindo MTV Asia no hotel, basicamente japonesa, em alguns momentos entra programação tailandesa, em outros chinesa. Mas os ídolos jovens aqui, nos camelôs e nas lojas do MBK (“O” shopping teen) são basicamente japoneses. É evidente a inspiração japonesa por todos os lados, mais forte que a americana ou européia – ainda que todo mundo na rua arranhe um quase incompreensível inglês.

Se você acha que tem São Paulo muito camelô vendendo CD e DVD pirata na rua, não viu nada. E olha que o preço do DVD oficial no 7 Eleven é R$8...

Ah, nem comentei...toca música brasileira em todo canto, aqui e em Hong Kong. Já ouvi de tudo. Muita Bebel, algum Gil, João Gilberto, Ivete...

E ai, o calor infernal...quase passei mal. Meia-noite, relógio marcava 42 graus....

Pedômetro da Camila marca que andamos hoje, durante o dia, 24 quilômetros. Um recorde para nossas viagens!

Amanhã mais umas comprinhas e ...Vietnã. Dizem que há 212 países conectados na Internet...e que o Vietnã , em termos de conexão é considerado o 212o. lugar.

Que tal???


Escrito por André Fischer às 15h51 Comentários Envie

Nada como um dia após o outro

Ganhei de presente do vendedor de uma loja em Kowloon, onde comprei um CD de mantras, um livro com os princípios básicos do budismo. Uma das características dos seres iluminados, diz ali, é nunca demonstrar estado alterado de humor nem dizer palavras negativas, nunca.

Ainda estou longe deste estágio, mas buscando firmemente aproximar-me dele. Por isso decidi esperar passar o dia de ontem para falar de Bangkok. O aeroporto novo é tão moderno quanto o de Hong Kong, ônibus barato e civilizado até Silom, passando por avenidas bem civilizadas. O problema foi chegar a Silom – o bairro boêmio e também o centro daquela putaria famosa em todo mundo. Mas, poxa, achei super deprimente. Um bairro fedido, pobre, gente feia. Milhares de putas expostas em displays na entrada dos lugares, aqueles bares com dezenas menininhas exprimidas em palquinhos sem roupa. De chorar. Encontrei amigos americanos, sabia que iam estar aqui, por isso fiquei no hotel deles perto da estação Sala Daeng. Não recomendo.

Fui com eles a DJ Station, a boate gay. Eles tomaram bala, estavam bem animados. Se eu tivesse tomado, teria cortado os pulsos provavelmente.

Há 3 vielas totalmente gays: uma com shows de sexo e michês em bares, cheia de luminosos anunciando os produtos. Em Soi 2, fica a central com os bares e boates mais modernos. Há um detector de metais na entrada, que é gratuita. Paga-se apenas para entrar na tal DJ Station, a mega boate local : 200 bahts (cerca de R$11, cara para os padrões locais.) com direito a 2 drinks. A música é de boate bagaça do centrão de são Paulo: só para ter uma idéia quando tocou Beatiful Liar foi um alívio, Love Generation ainda é hit. Muitos caras sem camisa, cinquentões ocidentais pegando garotos ocidentais feinhos.

Soi 4 estão os bares para as bichas ocidentais mais finas, mas cafona, chato e igualmente deprê.

Saí de lá, ainda passei no JJ Talk, na Disco Disco e nos outros 6 bares da tal viela, tudo um lixo. Fui dormir achando que deveria ter pulado a Tailândia.

Mas ainda bem que vim...


Escrito por André Fischer às 15h48 Comentários Envie

Bangkok, paraiso das compras

20/05/2007

Soh um comentario rapidinho, aproveitando o lindo cyber cafe que estou no morderenerrterrimo shopping Siam Paragon. Fazendo um pit stop em Bangkok (o manual da Folha diz para escrever Bancoc, mas acho feio) a caminho de Hanoi.

Silom, o mercadao de carne humana, eh um lixo completo, depre demais. Pena os amigos americanos estarem nessa onda. Tenho me virado sozinho mesmo. O centrao da cidade um paraiso para compras, ainda melhor que HK. Colorissimo.

E os templos budistas , emocionantes, meditando muito entre uma compra e outra ;-)

Parece bobagem ,mas eh digno de nota...saudades da familia e dos amigos queridos de viagem.

Muitas fotos, muitas anotacoes (caderninho a todo vapor). Saudades mesmo.


Escrito por André Fischer às 07h12 Comentários Envie

Guia Rápido da noite de Hong Kong

18/05/2007

Querendo sair de noite em Hong Kong? Se vc for hétero e estiver aqui numa sexta-feira está feito. Basta ir ao SoHo a partir das 8 da noite ou a Lan Kwai Fong, a partir das 23h, qualquer dia de semana. Esses são os agitados distritos de diversão noturna. Há uma centena de bares e pubs lotados de gente careta, mas interessante.

Use a Escada Rolante (Central Escalator) a partir de Hollywood Road, tanto para cima quanto para baixo. Há um sem número de possibilidades.
Se for gay,  o buraco é mais embaixo. Há algumas poucas opções também na mesma região, mas que só funcionam sexta e sábado. Os outros dias são um deserto.

Hoje, sexta-feira, dei uma geral no roteiro gay da cidade publicado pelo Q Guide, distribuído gratuitamente.

São poucas as opções razoáveis:

= Volume é um bar bem bonitinho, com uma mini pista. A ferqüência é de ocidentais um pouco mais velhos fazendo par com orientais mais novos.O básico por aqui.


+O Dragon-i é a nova opção. Bar moderno, proibido para menores de 25 anos, mas com os maurícios e patrícias mais lindos e alguns gays fazendo número.


. O Volar, em Lan kwai Fong, é gay friendly nas quintas.


__ Propaganda é o único clube gay gay gay. Chegue depois da 1h30, antes disso não há quase ninguém. Prepare o bolso: a entrada custa HK$140 (cerca de R$45) e a cerveja HK$62 (R$19). Beba no 7Eleven do lado antes de entrar para aguentar o som baba. Mas o lugar é bem divertido...


> Sexta rola o happy hour gay no Club 97, em Lan Kwai Fong, até às 22h. Mas a noite toda é bem simpatizante, com algumas trans, uns gays novinhos e o melhor som eletrônico de HK. E o melhor, não se paga para entrar.   


Escrito por André Fischer às 16h51 Comentários Envie

Fundamento do sacrifício / Um dia em Macau

Passei o dia hoje em Macau. Uma hora de barco de Hong Kong e chega-se a um outro país, de verdade.
A chegada é dramática: cassinos gigantescos lotados de chineses, uma Vegas ainda mais cafona, subdesenvolvida. O centro é patrimônio mundial: bem bonito, mas é Lisboa na China. Se vc conhece Lisboa, é uma miniatura do Chiado.

Comi um bacalhau meia boca em um restaurante português.
Nossa língua está nas placas, nos nomes das ruas, mas só ocidentais falam. Nenhum chinês entendia nem `obrigado`.
Interessantíssimos são os becos do comércio local. Trash de tudo, um visual louquíssimo, chinês pobre com elementos portugueses. Fui a um chá de anciãos chineses, coisa mais característica que vi até agora, um conjunto tocando música tradicional chinesa, com uma senhorinha cantando e outra declamando. De arrepiar.

Na onda religiosa, entrei na igreja de Santo Antônio e fiz promessa.
Aliás, incrível como a missa na igreja de Santo Domingo estava cheia às 2 da tarde, dia de semana. O padre, ocidental, falava chinês.
Entrei por engano em um puteiro, cheio de meninas bonitas super maquiadas aguardando fregueses. Quis fazer foto, mas acabou a bateria da câmera.

Fiz pencas de anotações, quilos de fotos, vai render boa matéria depois.

Na volta, peguei um barco para Kowloon, para Hong Kong ia demorar muito. Fim de semana, tudo lotado. Esqueci a bateria com carregador no barco. Lembrei quando estava na rua , passada  imigração.

Como estou desde que cheguei com a sensação de que perdi ou vou perder algo, a bateria ficou como oferenda.
Acho que entendi o princípio dos sacrifícios. Você expia em alguma coisa o sentimento de perda latente. Aí quando acontece dá um certo alívio. Foi a bateria e o carregador. Comprei imediatamente, custou quase R$200. Mas pelo menos acho que mais nada de ruim vai acontecer.

E teve um lado Polyana. Acabei pegando o Star Ferry novamente e ao chegar no terminal marítimo, uma surpresa: uma tal Sinfonia de luzes, dos dois lados da baía. Todos os prédios, dezenas de torres de 50, 60, 70, 80, 90 andares TODAS iluminadas, sincronizadas com a música. Uma coisa alucinante.
Subi as escadas rolantes até a parte de cima do Soho. É como subir o morro da Rocinha de escadas rolantes. Contei 17 ruas que ela corta. Impressionante.

Agora vou pra noite, que ninguém é de ferro. Espero que o Volume e Propaganda, os dois highlights da noite gay, rolem hoje...


Escrito por André Fischer às 11h46 Comentários Envie

Começo de pânico

17/05/2007

Hoje passei o dia do outro lado da baía, em Kowloon. Saltei em Mong Kok, tida como a capital mundial dos eletrônicos. Comecei ainda no pique de ontem, mas já percebi que o buraco era mais embaixo...cheiros estranhos, prédios muito acabados, muita gente feia e mal vestida. Muito celular, muita câmera digital, mas apesar da imensidão de lojas, nada muito diferente do Promocenter, nem mesmo os preços. Não só não me entusiasmei muito como comecei a ter um certo pânico. Não conseguia sair do lugar, não sabia para onde ir e, algo meio inédito, não conseguia me localizar nem com mapa.

O auge foi chegar na tal Trendy Zone, teoricamente a moderninha Galeria Ouro Fino daqui, só que um lixo total, mais para aquelas galerias de tranqueira da Liberdade.
Passei ainda pela Tung Choi St, um super camelódromo, com barracas de mais de 3 metros de altura de tralha, desci aparvalhado pela horrosa Shangai St, uma favela vertical, com todos os canos para fora do prédio – mas nem pense no Beaubourg porque não era isso mesmo. Lembrou certos prédios da Cracolândia.

Só consegui acalmar um pouco quando parei para um café na Kubrick, a charmosa lojinha da Broadway Cinematheque, o cinema de arte daqui.

Para curar a maluquice de vez, fui ao lindíssimo Templo Tin Hau – construído em homenagem a uma deusa que protege os marinheiros, mas que tem outros dois templos anexos, um deles budista. Fui tomado por uma calma profunda e minha mente finalmente se apaziguou e pude voltar a curtir de verdade HK.
De lá passei no Mercado de Jade (uma bobagem) e no Mercado Noturno de Temple St, que estava começando a abrir. Fui a várias lojas de produtos exóticos como espetinho de lagarto seco (olha a foto aí do lado) e vermes embolorados. Estranhérrimo.

Ainda passei pelo parque de Kowloon, que tem uma cena meio de pegação ao lado da mesquita, mas uma coisa meio freak show.

Passei pelo Peninsula, que dizer ser o hotel mais luxuoso do Oriente. Vi uns mais que isso na India, mas realmente é bem bacana e vale parar para tomar um café.
No Star City Computers consegui comprar umas coisinhas e dei uma peruada pelo complexo de Shoppings gigantesco em Gateway.
Comprei mais revistas gays e masculinas, mas deixei de lado as pornôs. Chineses definitivamente não são meu tipo.
Subi em uns predinhos cheios de lojas de mangas, cafés charmosos e na volta tomei o Star Ferry. Como sou fã incondicional de neons, a vista de Hong Kong ao anoitecer é uma das coisas mais lindas do mundo.
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Fui dar uma dormidinha antes de sair e acabei apagando quase 12 horas...acho que pus o jetlag em dia...

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Estranhíssimo passar o dia todo fora e na volta ver a mesma home no Mix e no Uol. Ainda não caiu a ficha das 11 horas de fuso...


Escrito por André Fischer às 09h16 Comentários Envie

Hong Kong tudo de bom

16/05/2007

Estou há menos de 24 horas em Hong Kong e já parece uma semana. Engraçado viajar tão longe (quase 30 horas no total) e reconhecer cada esquina: nada da zoeira caótica e poluída que tanto anunciavam. Mais parece uma Tóquio pequena, moderna e com toques de Londres, concentrada em uma área menor que Copacabana – pelo menos o Central District que é o coração da cidade e que hoje passei o dia cobrindo a pé. De uma ponta a outra de faz em cerca de 20 minutos, cheia de parques e florestas no meio de tudo– Hong Kong Gardens da Siouxsie não saía da minha cabeça. Tem que ter esses refrescos, pois o calor é meio infernal.
O Hotel fica ao lado de um parque lindinho em Hollywood Rd, cheio de pagodes e carpas e , como tudo aqui, encalacrado entre uma enormidade de torres de 50 andares modernérrimas, com alguns poucos predinhos decadentes no meio.
Não querendo dar uma de Diogo Mainardi, mas nessas horas volta aquela sensação de que o Brasil é uma merda,  tão difícil para turistas: um hotel tão charmoso, moderno, pelo preço do lixo do Vermont em Ipanema. E com um aeroporto espetacular, com um trem super prático e moderno direto para o centro por 14 dólares. Táxi mais barato, supermercado mais barato, restaurantes mais baratos que no Brasil.
A uma quadra daqui fica o Man Mo, um dos mais tradicionais tempos budistas da China. Lindo demais, atmosfera bem intensa. Me perdi pelas vielas e escadarias, comi várias frutas exóticas...
Na rua ,surpresa: pouca gente do povão fala inglês. Um carinha com quem conversei em um bar , com inglês ótimo, disse que atualmente é língua das pessoas bem educadas.
Landmark é o shopping mais glamouroso da face da Terra: imagine qualquer marca de luxo, está lá. BTW, os sapatos masculinos do Manolo Blahnik são um desastre.
Os vendedores são lindos, tipo modelos, ocidentais e orientais. Na rua é mais difícil encontrar.
Lá dentro escobri meu lugar favorito na Terra: o Three Sixty, mega complexo de praça de alimentação e supermercado de produtos orgânicos,
Revistas gays e masculinas por toda parte, acho que a noite ferve... Já eguei alguns flyers bacanas, vou atraás. Pena que rola a Parada Gay justamente no dia que parto...
Ternos maravilhosos, bem secos, pescando siri, por toda parte.
Escadas rolantes cruzam o centro para dar acesso às ruas acima da Queens Rd.
Vi na Wallpaper sobre uma mini ruazinha, On Lam St, estão construindo várias lojinhas graciosas.
Fim de tarde subi no Peak Tram, para ter uma vista completa de cima. Amazing.
Kassab ficaria louco com a beleza dos painéis comerciais e luminosos onipresentes...

Agora ä noite fui dar uma volta em Lan Kwai Fong, o distrito noturno. Abarrotado, mas bem careta. Segui a lista toda de lugares gays, hoje pelo menos estavam todos micados. Adorei o restaurante trashzinho que fica aberto a noite toda lá, com uma mistura interessante de gente, o Tsui Wah.
Vamos ver o que rola na noite amanhã.


Escrito por André Fischer às 14h38 Comentários Envie

Pra começar…

15/05/2007

O início foi estranho. Esqueci a carteira de vacina de febre amarela, por pouco não embarco. O upgrade não serviu de grandes coisas, pois o assento estava quebrado. Acabei indo dormir, mal, lá atrás no navio negreiro.
Ao chegar na primeira escala, uma fila de mais de uma hora para entrar no trânsito (ai, a esculhambação sulafricana). Pelo menos consegui upgrade para o segundo trecho, mas mesmo assim resolvi ir para o Hotel de Trânsito para encarar as –surpresa- quase 9 horas de espera até a saída do vôo para HK. Caro, achei. O equivalente a duas diárias de um Íbis por seis horas, mas valeu. Primeira vez que me dou esse presente. Geralmente nessas longas conexões me jogo em qualquer canto e espero meio torto. Não sei se é a idade, que traz a percepção que não se deve economizar com conforto, o fato de estar trocando idéias (e fluxos) com alguém que valoriza esse tipo de pequeno luxo, ou a perspectiva de atravessar outra metade do mundo e querer chegar inteiro.


Ah! E me dou conta que é a primeira vez na década que faço uma viagem totalmente só.Encontro amigos, mas só semana que vem. Interessante desfrutar somente da minha companhia.

O duty free de Joanesburgo continua o mesmo. Ou quase. Sumiu a completíssima seção de revistas gays da livraria, os livros gays também não estão mais na prateleira, só uns quadrinhos eróticos do Bruno Gmünder e umas coletâneas de contos lésbicos. O que será que isso significa? Espero que apenas um gerente novo que se sentia incomodado com a completíssima oferta que havia antes.

Como decidi viajar com laptop, dessa vez devo poder fazer posts com imagens e com acentos. Assim Espero.

Viagens são assim, cheias de surpresas...
Estão embarcando agora... 


Escrito por André Fischer às 10h24 Comentários Envie

Antes de embarcar...

14/05/2007

Daqui a pouco vou para Hong Kong,primeira escala de uma viagem pelo Oriente rapidinha, ver um pouco o mundo e voltar a tempo da Parada Gay em São Paulo.

Rapidinho, coisas que não posso deixar de comentar antes de fechar a mala.

Estreou Zé Celso novo semana passada. Santidade no Oficina, montagem de um texto do José Vicente que completa 40 anos, foi proibido na época e tal. Toda passada no decorrer de um dia quando Ivo, uma bichona estilista de 70 anos discute a relação com Artur, ex-seminarista meio micheteiro, e acontece a inseperada chegada de seu irmão, o diácono Nicolau. A ação se passa em um apartamento, mas o universo exterior é transposto para o circuito Frei Caneca, Autorama. Fiquei tentando imaginar quais seriam os lugares do texto original. Zé, peladão boa parte do tempo, é claro, é presença hipnotizante no palco. O frio e desconforto pesaram um pouco para segurar as 2h45, mas estou até agora relembrando trechos, contando passagens. Forte sim, imperdível.

Homem Aranha 3...tem a história do lado negro que todo mundo tem, a Kristen Dunst linda de morrer, o James Franco delicioso de morrer, efeitos e edição incríveis, gostei muito da parte 1, adorei a parte 2. Hummm...mas esse também tem 45 minutos a mais.  

Vou mesmo levar laptop para escrever de lá. Comprei câmara nova no novo Promocenter para fazer imagens bacanas. 

 


Escrito por André Fischer às 00h54 Comentários Envie

Templo Patrício

12/05/2007

Tem gente que reclama de mesmice na noite paulistana. Reclamam de boca cheia, haja visto a falta de opções em qualquer outra cidade deste país – e do mundo- onde há, com sorte, uma ou duas casas noturnas. E olhe lá.
Na verdade a maioria das pessoas tem preguiça de experimentar o novo, e há tempos gays deixaram de ser vanguarda, sobretudo no quesito noite.
De uma certa forma parece aquele drama de sempre de sair para jantar: rola aquele bloqueio e parece que não existe nenhum restaurante além do seu roteiro habitual, quando há centenas de outras opções que somem da mente.

Com intuito de dar essa variada, fui ontem à Pacha, templo maior das patrícias e maurícios de São Paulo. Havia bem umas 3 mil pessoas, que pagaram R$130 só para entrar. O som nas duas pistas era infinitamente melhor do que a média das boates gays.

No som Peter Hook do New Order, fazendo um som meio electro do começo da década, mas bem simpátioco para pista. Engraçado o público.

Todas as meninas clonadas: mesmo com 10º.C de camisetinha, calça atochada, progressiva e bota. Muito parecido com as barbies, que parecem ter desenvolvido uma resistência genética ao frio para poderem usar, todas, o mesmo modelo independente da estação do ano. Os homens lindos, aparentemente HTs, tipos bem nutridos e super produzidos. Não tenho fetiche por heterossexuais, mas na média eram bem, bem mais gostosos do que os da The Week. 
Havia uns bons 10% de gays - sem contar os moços que depois do quinto drinque topam qualquer coisa.

Assim com o a Pacha de Buenos Aires, acho que o lugar pega para o público gay-maurício daqui também, em busca de variedade. Não é exatamente a minha praia, mas bem vale como opção para mudança de ares...


Escrito por André Fischer às 14h28 Comentários Envie

Calor que vira frio

10/05/2007

A mudança brusca do tempo, que transformou o calor africano em inverno glacial em poucas horas, mexeu com muita gente. Não sei se foi o pé esquerdo que o papa usou para pisar no Brasil, o aquecimento global ou a conjunção astral, mas tudo parece diferente. Sempre tive a impressão que a alternância de estações facilita o amadurecimento pessoal. O movimento de se abrir e se fechar, ir para rua e ficar mais em casa, ter um guarda-roupa mais abrangente faz com que desenvolvamos nuances maiores de comportamento. O quase-eterno verão em que nós brasileiros vivemos induziria a uma personalidade mais plana. Não chega a ser uma teoria - e nem poderia ser. É mais, sei lá, uma impressão.

Boas notícias que as coisas andam bem melhores para meu lado: deixei a fossa para trás, já abro o coração para novas possibilidades e busco novo pouco no Rio.

A urgência de uma nova viagem ao Oriente no começo da semana que vem tem feito com que solucione um milhão de questões antes de embarcar. Second Life, Revista, Radio, Livro novo, Festival, várias portas se abrindo apo mesmo tempo. E é preciso aproveitar a brecha astrológica positiva.
Volto antes da Parada, onde vamos ter uma presença bem marcante em vários eventos. Prometo enviar relatos das terras exóticas que visitarei... 


Escrito por André Fischer às 18h02 Comentários Envie

Virada Cultural, Eu Fui

06/05/2007

Acabo de acordar e ver o noticiário. Passado... Foi só a gente sair e começou a rolar uma mega confusão no centro. Será que invalida tudo que vivi e escrevi?
Lê aí o que eu experimentei antes de dar tudo errado...

.....

Hoje poderia ter ido ao Vegas, Gloria, Loca, The Week, Clash, tudo estaria cheio. Mas são lugares que estão lá, não haveria grande novidade que não pudesse encontrar em uma noite de sábado qualquer. E que mané Skol Beats o quê! Pagar R$140 para ficar cercado no meio da mauriçada que pagou R$140 para ver sei lá quem.

Acabo de chegar da Virada Cultural.
Teatro Municipal iluminadíssimo, lindo, com mega fila às 2hs da manhã para o show do Macalé. Pencas de moçadinhas circulando pelos DJs das  ruas do centrão, Anhagabaú lotado e civilizado passadas as 3h esperando Racionais, beque na porta do CCBB, artistas pintando.
Conseguimos parar o carro, tranqüilo na Patriarca. Quase 4h torpedo da Nina, que estava na esquina, fomos encontrar.
Café do Largo de São Bento bombando. E imaginar que na terça o papa vai ficar hospedado logo ali e o cenário será completamente diferente.

Delícia ser surpreendido, fugir doóbvio, aproveitar chances como essas, que acontecem poucos vezes por ano. 

Isso tudo depois de ter comida ostras no Paris 6 e tentado cantar uma música no videokê da Chopperia Liberdade (não deu porque tinha 55 músicas na frente!).

Outras cidades que me desculpem, mas São Paulo é fundamental.


Escrito por André Fischer às 03h16 Comentários Envie

Antenor merece uma chance?

05/05/2007

Ana Luísa pegou Antenor no flagra com a melhor amiga do casal, Fabiana. Basfond total,chamou a outra de vagabunda e pôs o marido para fora de casa.
Antenor nunca foi santo, sempre deu suas escapadas, mas jura de pé junto que ama a mulher acima de todas as coisas. Chegou a dar pena vê-lo desabafando com um funcionário, enchendo a lata com um caubói, dizendo que desde que se entende por gente está com Ana Luísa e não consegue pensar em viver sem ela.
Ele justificou que sai com outras mulheres por uma questão de auto-afirmação e jogou para a “idade” a culpa de tudo. Gilberto Braga esqueceu de mencionar no discurso de Antenor que o motivo maior é tesão mesmo, que o executivo não consegue controlar. Uma hora parecia que ele ia atacar Daniel ali mesmo, fez um afago na nuca do cara que sei não...

Fazer suas sacanagens por aí não chega a ser o maior dos dramas, desde que não estivesse passando por cima das outras pessoas envolvidas pelo puro prazer de se manter no controle da situação. Problema maior ainda do que fazer a mulher de trouxa é sugerir à outra que um dia largaria a mulher para ficar com ela.
Aí que o cara mostra que não vale nada. Paraíso Tropical estava mesmo precisando de um bom vilão que sofre. Agora é ver o morro abaixo que vai ser a vida do personagem de Tony Ramos daqui pra frente.

Agora é esperar que Ana Luísa se jogue de cabeça no romance com o gostosão Lucas. E vem baixaria por aí...
*
Já que o post de hoje é de um novelismo explícito, o que foi a cena de Fabiana com o casal de amigos gays Rodrigo e Tiago. Os dois queridos consolando a amiga...


Escrito por André Fischer às 18h03 Comentários Envie


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