O sonho de viver em comunidade
29/01/2007
Já tive lá meus momentos hippies e como bom aquariano em algum momento do final da adolescência pensei em viver em comunidade. Primeiro com uns amigos em Brasília, depois Findhorn. Passei umas semanas com um grupo em Paris, que foi suficiente para ver que essa não era a minha. Hoje em dia tenho dificuldades de me imaginar dividindo até mesmo com uma pessoa minha casa por muito tempo.
A reflexão acontece porque neste sábado estive em uma festinha bem bacana em um lugar apropriadamente chamado Impróprio, ali na Antônia de Queirós. É uma comunidade de artistas, músicos e agitadores que têm em comum o fato de gostarem de punk rock e serem vegan (na verdade uma filosofia que inclui hábitos vegetarianos mais radicais). A festa era de meninas – mas como sempre uns bonitinhos se faziam presentes. Tudo beeeem alternativo.
Conversei um
Tem cheiro de coisa que vai dar certo. Aliás, tudo que começa pequeno e movido por um ideal tende a dar certo - se ninguém fizer uma grande besteira no meio do caminho ou perder a noção das coisas.
Desconfio sempre de empreendimentos que já começam muito grandes. Megalomanias costumam virar grandes dívidas.
| Escrito por André Fischer às 12h12 | ![]() |
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bOTAfOGO cASTELLANO
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Rapidinha...
De volta já no gás, colocando tudo em dia. Muita coisa acontecendo no Festival, nos sites, começando a colocar em prática as decisões de ano novo tanto no campo pessoal quanto no profissional. Preguiça monstro de ir a SPFW, acho que nem é mais tão assunto como antes. Hoje toco no Vegas com os amigos Zé Pedro, José Camarano e Rogerio S e ainda show do Bonde do Rolê.
Ando meio obcecado com rock espanhol, mas sei que tenho que segurar a mão na pista.Tem uma musiquinha que não sai do CD do carro, chama Amor al arte, é antiguinha do Leo Garcia...Olha a letra...
Cuando le cuento
Lo que seguro siento
Me entiende menos
Que una liebre muerta.
Y eso que no pinto cuadros
Dejo los marcos en blanco.
Y eso que no pinto cuadros
Dejo el azul del cielo en alto.
Yo hago el amor
Por amor al arte
Y no me entiende
Pero es una belleza
Una belleza para mí
Solamente para mí
Y nadie me entiende.
| Escrito por André Fischer às 12h10 | ![]() |
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A praia mais linda do mundo
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Curacao nao eh um lugar para ferver. Onze da noite a cidade esta aas moscas e por isso o melhor a fazer eh aproveitar as paradisiacas praias durante o dia. Descobrimos por acaso, lendo um artigo em uma revista, a praia de Portomari, aberta recentemente para o publico. Uma praia privada, onde se paga a para entrar - e acho justo. Um paraíso, mantido com todo cuidado pela iniciativa privada nao me parece totalmente absurdo, se pensarmos nas praias brasileiras sendo detonadas.
Enfim, Portomari e a vizinha Cas Abou teem o mais lindo tom de verde-azul de mar que ja vi. E olha que rodei praias nos 5 continentes, nada parecido com isso aqui.
Ontem voltamos aa Westpunt, no extremo norte da ilha, para repetir um delicioso peixe no almoco. Nao estava tao bom. Por isso resolvemos nao repetir nossas praias favoritas, para deixar intactas as impressoes deixadas. Acho que essa eh uma atitude que vale para a vida. Quando algo eh realmente especial, melhor nao repetir para nao estragar a lembranca.
Ja vimos quatro pores-do-sol emocionantes. Nao sou la grande fotografo, mas prometo um pequeno album na volta.
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Presenca jamaicana ajudou muito a olhar a noite de Willemstad com melhor humor. O tal bar gay estava bombando para os padroes da ilha: cerca de 15 pessoas, todos locais, alguns ate bonitinhos. DJ tocou Shakira, Ricky Martin, JLo e quando tocou Shakira novamente demos o fora. Na porta do bar gay uma lista imensa do que eh proibido no local, em papiamento - mas logicamente da pra entender o equivoco: No ta permití salí ku bebid den bar, No ta permití hablá palavra maus, No ta permití entrá ku kalzo curto... Pode? Nao sei onde se mete a turistada holandesa que durante os dias esta nas praias.
Engracado que o clima de bares, restaurantes e comercio eh totalmente anos 70, parece uma viagem no tempo. Quando fui a Berlim Oriental, logo antes da queda do muro, senti algo parecido, um tunel do tempo para os anos 50. A diferenca eh que os anos 70 eu vi, e me sinto em uma viagem astral, como se estivesse no sul de Minas com minha familia.
| Escrito por André Fischer às 12h09 | ![]() |
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Blue Curaçao
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Antes de mais nada, preciso fazer uma correcao: Bogota tem sim uma noite gay. Na quarta descobrimos um conjunto de tres bares na esquina da rua 80 com 14 cheio de bonitinhos e musica bem ok. A carrera 14ª eh cheia de lojas bacanas e tem dois bares nao tao cheios, mas bem modernos. E a entrada da sauna da esquina da 82 com 15 estava bombando em plena meia-noite.
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Posto isso, passemos a Curacao.
O centro de Willemstaad eh um cartao postal caribenho, casario colorido bem conservado. Mas o que esta dentro nao tem la muita graca. Lojas velhas, povo meio mal educado, sem muitos restaurantes interessantes. Bacana de verdade soh Kura Hulanda, uma parte preservada da cidade que parece Olinda que deu certo.
O unico bar gay da cidade estava aas moscas nas noites de quinta e sexta. Apenas o mesmo tiozinho no bar servido pela mesma bolacha bartender. Tudo fecha aas 23h, apenas um bar de adolescentes louros gringos fica aberto tocando musica dos anos 90. Ah, e tem o chines suspeito tambem. Todos avisam do perigo das ruas, realmente suspeitas apos o por –do-sol (alias, um espetaculo aa parte, da vontade de bater palma). Nao rolam assaltos: o que vimos foi uma pegacao meio pesada no estilo autorama.
Papiamento, a lingua local, parece um portugues de bebado. Da pra entender quase tudo. Dizem que a origem eh o portugues dos escravos que foram trazidos pelos holandeses depois da expulsao de Pernambuco.
Estamos no Avila Hotel, outro cartao postal com praia particular e tal. Mas tudo meio artificial. Bacana mesmo sao as praias do extremo norte, a 50 km da capital. Ali Curacao diz a que veio, com visoes paradisiacas e uma cor de mar inexplicavel e nada tao lotado de turistas holandeses. Mergulho eh praticamente obrigatorio, peixes multicoloridos nos corais fazem a festa. Lindo mesmo.
| Escrito por André Fischer às 12h08 | ![]() |
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Nem Todo Ouro do Mundo
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A noite de ontem acabou sendo um flop. Quase todos os lugares fechados fora da linda mas careta Zona Rosa de Bogota estavam fechados, so uns miches bem feinhos na rua gay. Fizemos a ronda completa e o unico lugar aberto era um tal Fechos, um buraco pequeno, com musica de pior qualidade (Life Alter Love da Cher para baixo). Pagava-se 12 mil pesos(cerca de R$12) a entrada e se bebia ate cair - tipo Buraco da Lacraia. O resultado era uma bem gente feia caindo pelas tabelas.
Realizamos que Bogota nao eh MESMO um destino gay e o melhor a fazer eh realmente investir em passeios turisticos como a Candelaria, centro historico super lindo, cheio de predios interesantes e museus impresionantes - emocionante o Museu do Ouro (super dramatica a maneira como sao exportas as pecas) e a impressionante colecao do Museu Botero, alem da Plaza de Bolivar, de tirar o folego. Programinhas bobos como subir no teleférico, tomar café no mofado e decadente Museo do Café e pelas ruazinhas seculares sao o que ha. Dois, tres dias por aqui sao mais do que suficientes.
Andamos no Transmilenio, a solucao bogotana para o caos do transporte local. Civilizado, mas apertadíssimo, mesmo aas 11h. As compras tambem nao sao grande opcao - os precos de taxi e restaurantes sao menores que no Brasil, mas roupas, design, discos e todo resto mais caros e nao ha nada de excepcional. Ideal eh investir em comer bem.
Impressionante a quantidade de soldados pelas ruas, ha revistas de bolsas ate em entradas de shopping. A cidade parece bem segura, mas aas custas desta presenca um pouco perturbadora. A impressao que temos aquí eh que o Rio soh vai resolver sua guerra civil com uma solucao semelhante.
Amanha, rumamos ao Caribe…
:: Leia as primeiras impressões que André teve de Bogotá
| Escrito por André Fischer às 12h08 | ![]() |
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Diario de Viagem: Bogota, Zona Rosa
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Mais uma viagenzinha bacana, uma semaninha soh para comemorar os 30 anos do namor. Dessa vez escolhemos a dobradinha Bogota-Caribe, para queimar milhas. Nesse momento estou em um cyber na Zona Rosa, o bairro bacana - e nao descobri onde ficam os acentos no teclado.
Como chegamos aa noite, comecamos nos hospedando em hotel no centro financeiro, lugar pobre e desprovido de charme. Isso que da seguir recomendacao de agente de viagens...
Ontem mesmo fomos a um restaurante super bacana, romantico, comida fusion thai com criolla e decidimos mudar hoje mesmo pela manha para Zona Rosa. A vizinhanca eh riquíssima, sobretudo em volta do Parque de la 93. Cafes, lojas de design, pracas, parques e predios com apartamentos incriveis.
No Brasil nao ha bairro residencial parecido. O que mais se assemelha eh Palermo em Buenos Aires, mas aqui ainda mais chique. A diferenca eh que o povo, pelo menos ate agora, parece bem mais feioso. Quase 24 horas batendo perna e soh vimos dois mocos interessantes saindo de uma loja moderna.
A cidade eh bem facil de andar, apesar dos engarrafamentos. Eh soh seguir a numeracao. A temperatura esta na casa dos 18 graus, mas todo mundo na rua parece estar vestido como se estivesse mais frio...
Hoje aa noite vamos ao bairrinho gay de Chapinero, vamos ver o que rola por la.
Se terca-feira tiver movimento, eh porque a coisa pega de verdade...
| Escrito por André Fischer às 12h06 | ![]() |
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Visita á createra é programa de paulista
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Sábado, final de tarde, estávamos de bobeira já há um tempo no Villa Grano tomando café e decidimos fazer um programa bizarro: ver o cratera do metrô. Programa de paulista, vão dizer os cariocas que a essas horas estavam se escondendo do chuvaréu que os tirou da praia. Em Sampa é assim mesmo, inventamos sempre o que fazer.
Impressionante o tamanho do buraco, a dramaticidade do tal guindaste tombando e como se consegue chegar tão perto da cena toda. O entorno do ‘Ground Zero’ nacional tinha aquele ar de esculhambação tão familiar a todos nós brasileiros.
Uma coisa que ninguém parece ter se dado conta ainda é que o acidente aconteceu nas cercanias da Rua Sumidouro. Já morei para aqueles lados e me lembro de ter lido que o nome da rua tem lá seus motivos: naquele trecho do rio havia um redemoinho e eram muito comuns os afogamentos e sumiços de pessoas, que eram tragadas pelas águas então limpas do Pinheiros. Não parece fazer sentido? O feng shui dos lugares não muda, mesmo com aterros e construções de avendidas e prédios em cima...
Minha solidariedade com as vítimas e tal. E espero que não atrase muito as obras. essa linha 4 vai ser uma mega mão na roda...
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As amizades precisam ser cultivadas assim como as plantas. Para que elas mantenham o viço e vitalidade é preciso que sejam alimentadas constantemente com atenção e informações atualizadas.
O corre-corre do cotidiano às vezes faz esquecer como é bom ficar de bobeira com amigos, trocando idéias e bebendo. Até filme chato vale o programa se assistido em boa companhia.
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Calor dá tesão? Nossa, mas nem está tão quente assim...
| Escrito por André Fischer às 12h05 | ![]() |
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Ipanema em transformação
10/01/2007
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Ontem foi dia de Tiesto em Ipanema, mais 150 mil pessoas tomaram a praia na altura do Country. Uma delícia de festa, gente bonita e tal. Mas lá pelas oito e meia o bairro já tinha virado uma função de filas, gente bêbada pelos cantos e engarrafamento sem fim. Uma mini versão do que aconteceu no Réveillon: shows superbacanas e tal mas dava medo ver a multidão.
Há cerca de dois ou três verões havia uma preocupação do bairro se transformar em uma South Beach, dada a evidente invasão de bichas americanas e européias. Só que não é exatamente isso que está acontecendo. Ipanema está ficando cada vez mais parecida com Copacabana. E se você é carioca ou conhece bem o Rio, sabe que isso não é não é um bom sinal.
Longe de ser um saudosista, sou testemunha da transformação radical que o bairro sofreu. Na primeira infância jogava bola no meio da Nascimento Silva e andava de bicicleta na Barão da Torre porque não havia trânsito quase nenhum. A praia à noite era escura e deserta e no fim do ano não havia nada além de duas ou três rodas de umbanda.
A maioria das pessoas que vêm de fora aprova as mudanças, considera um avanço, desenrolar natural do crescimento da cidade. Um amigo da associação de moradores, no entanto, está se mobilizando para que seja dada uma brecada na escalada de copacabanização de Ipanema. Seu charme está justamente no fato de ser um bairro mais tranqüilo, sem o fuzuê de Copa. Senão for possível, que pelo menos preservem o Leblon enquanto é tempo.
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O por-do-sol mais lindo do verão até agora aconteceu no sábado. Depois de uma tarde nublada, quando menos se esperava, a bola amarela apareceu na linha do horizonte mergulhando no mar entre a ilha e os Dois Irmãos. Aplausos, aplausos.
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Antes do Tiesto teve até chuva, mas ninguém arredava o pé do Coqueirão. Eu precisaria ter dado um pulo na Farme, por uma questão jornalística pelo menos. Ando cada vez mais preguiçoso e só com vontade de fazer as coisas que me dão prazer...
| Escrito por André Fischer às 12h36 | ![]() |
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Fidelçdade X lealdade
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No meu sistema pessoal de valores cada Réveillon traz uma mensagem para o ano, que deve ser interpretada. Dessa vez foi a marca foi encarar a chuva, ainda que protegido, para ver um show incrível e participar de uma festa bacana. A interpretação disso? Avaliar os riscos de cada ação. O resultado foi dia primeiro de molho completo, corpo moído de gripe. Como dia 3 já estou bem, acho que valeu a pena.
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Em uma parada na Dutra, meu amigo desenvolveu sua teoria sobre a diferença entre fidelidade e lealdade.
A fidelidade é tema constante em todas as relações e no caso de homens gays ela às vezes ganha cores distintas das relações mais tradicionais. Encontrei neste fim-de-ano dois casais que optaram por inserir um terceiro elemento. Casais abertos resolvem isso de maneira ainda mais prática ao não colocarem a fidelidade sexual como condição para continuarem juntos. Muito pelo contrário. Suas relações estão baseadas em outros termos onde a lealdade é entendida como um compromisso e respeito maiores do que meramente um tema genital. Ela vale para a vida toda e é um acordo profundo e geralmente sólido.Todos os casais que estão juntos há muitos anos passaram por esse momento (geralmente acompanhado de uma crise) e encontraram suas fórmulas.
Relacionamentos que não prevêem um espaço para manobra acabam esbarrando, mais cedo ou mais tarde, nesse limite. Amores de verdade conseguem transpô-lo. Os que não são fortes o suficiente perecem.
Essa é a dura lei de sobrevivência amorosa no século XXI.
| Escrito por André Fischer às 12h36 | ![]() |
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As Aparências enganam
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Um amigo contou que seu novo namorado é completamente diferente na cama do que parece ser socialmente. Seria difícil entender o que ele quer dizer, não tivesse eu mesmo tido uma experiência com o dito cujo tempos atrás.
Conservador, quase careta, cara de bom moço, mas entre quatro paredes um demônio (no bom sentido) que faz o melhor uso de cada centímetro do seu corpo e do parceiro, sem nenhum tipo de trava.
Na verdade não causa nenhuma surpresa essa aparente dicotomia. Tenho amigos SM radicais com caras de mau que são super doces no trato. Sem falar em musculosos imensos que são verdadeiras mocinhas entre quatro paredes. Não estou falando em ativo-passivo, isso é bobagem. Falo de postura mesmo.
Sexualidade pouco tem a ver com aparência. É preciso uma leitura menos superficial para não ter surpresas. Quando elas são positivas, ótimo. Problema é cair em roubada e ainda ter que fazer o fino.
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Só chegando na praia depois das 17h, não vai ser dessa que ganho bronzeado. Acabei de ler matéria sobre Rodolfo Valentino, que ganhou retrospectiva em Paris. Será que era gay mesmo? Hoje em dia não sei se faria tanto sucesso.
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Rio de Janeiro bombando em todos os sentidos. Incrível a capacidade desta cidade de ferver com número quase recorde de turistas, ótimas festas todas as noites enquanto a guerra civil rola solta ali na esquina.
Impressionante a capacidade coletiva de fingir que nada está acontecendo. Estressar e estragar o réveillon pra quê? Deixa pra pensar nisso no ano que vem.
Mas será que resolve?
É tipo a neve no verão australiano ou a falta de neve nos Alpes europeus. O mundo está derretendo enquanto os EUA se recusam a assinar o protocolo de Kyoto. Todos reclamam do Bush, mas medida para acabar com a guerra carioca, ninguém toma.
| Escrito por André Fischer às 12h35 | ![]() |
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26 de dezembro no Rio
Dia quente, fugindo do sol à tarde. Coqueirão só deu pra chegar quando as nuvens cobriram um pouco o céu. Sol se esgueirava fazendo aparições dramáticas de raios no mar. Enquanto lá no Santos Dumont monomotores viravam com o vento, tipo tornado. Quando eu era pequeno, tornado só o Tony tinha.
O bode também não deixou muita coisa além da internet antes das cinco mesmo.
Festinha na Eqüitativa, porta da Bug bombando, até querendo, mas hoje mais numa de casa.| Escrito por André Fischer às 12h34 | ![]() |
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TV Virando Gay
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Estava ontem na madruga assistindo Queer TV no GNT, programa produzido em Toronto com matérias sobre a comunidade local. Como nenhum anunciante parecia ser específico, zapeei para o vizinho Multishow e qual não foi minha surpresa, no mesmo horário passava Out&About, programa de turismo gay gringo que ganhou uma apresentadora brasileira que nacionaliza as cabeças (apesar dela pronunciar os nomes das cidades com um fortíssimo sotaque americano).
Não são programas com gays com os (adoráveis) Will &Grace da vida, mas para gays. De nenhum programa passamos para dois no mesmo horário, uma certa canibalização meio tonta da audiência. Tive que me dividir entre um e outro. Seria bom planejarem melhor.
Os dois programas são simpáticos, mas se tratam de reportagens que cobrem uma realidade muito distante da nossa. Imagino que ainda seja bem mais barato comprar os enlatados gays de fora do que produzir tudo por aqui.
Não vai demorar muito para o mercado acordar e viabilizar uma programação feita para os brasileiros. Falar em um canal 100% gay no Brasil parece um tanto cedo. Fui a duas apresentações de um canal brasileiro e tudo me pareceu ainda muito embrionário, mais viagem do que realidade. Mundo afora ainda que a são poucas as experiências bem sucedidas. O tal canal espanhol é minúsculo, a Pink TV francesa enfrenta sérias dificuldades financeiras e o canadense já fechou. A Logo americana parece que vai bem por lá, apesar de ter naufragado rapidamente por aqui - e já falei extensamente que os erros no lançamento foram tantos que não dá para culpar só o mercado local.
Vamos torcer para que a Globosat resolva emplacar pelo menos um bom programa por aqui.
| Escrito por André Fischer às 12h33 | ![]() |
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O Ilusionista
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POstado em 14/12/06
O maior de todos os dons é saber encantar as pessoas. Consegue tudo na vida quem sabe conduzir bem as relações com os outros. Dinheiro, fama, paixão e sexo dependem basicamente disso. Não estou falando em manipular por interesses escrotos que possam lesar o próximo, nem em desviar dinheiro ou fazer intrigas. Isso não é uma qualidade, é vigarice.
Saber esperar o momento certo para dizer a coisa certa já muda o modo de se inserir no mundo. Acredite; isso não se nasce sabendo. É fruto de anos de janela – e de dizer coisas erradas nas horas erradas e depois coisas certas nas horas erradas.
Sua felicidade depende basicamente da maneira como você interage com o mundo à sua volta. Talião básico: se você grita, recebe gritos de volta. Se é doce recebe gentileza ou no mínimo diminui o stress.
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Já viu O Ilusionista? Passei dois dias com o nick ‘Eisenheim’ no Messenger. Criou uma certa confusão, mas ajudou a encarnar o personagem.
| Escrito por André Fischer às 12h33 | ![]() |
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