Vida em obras
26/10/2006
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Da janela na minha sala aqui no Mix vejo as obras de ampliação do nosso escritório. Mudamos há pouco mais de um ano e, felizmente, já estamos apertados. Um novo galpão vai abrigar o novo escritório do Festival, bem como um pequeno estúdio para fotos e vídeos. Devagar e sempre, seguimos crescendo.
Tenho um fraco por obras. Nenhum fetiche por trabalhadores, é preciso que fique claro. Seja em casa, no escritório, dificilmente passo dois meses sem ir a Leroy Merlin (desculpem a frescura mas eu sou daqueles que fala Lerroá Merlã) ou virar um cimento.
Em momentos emocionais difíceis recorro sempre às construções. Foi assim que construí minha casa, em um dos momentos mais complicados da minha vida sentimental. A vantagem é que o saldo acaba sendo sempre positivo.
Independente disso, dá um frio na barriga investir e não é apenas pelas despesas decorrentes. Construir significa crescer. Crescer implica em comprometimento.
Nesse caso, comprometimento com a equipe, com o público e, porque não, com a sociedade. E não acho que seja viagem. Explico.
Fazendo o trabalho que fazemos aqui, investir significa que acreditamos no que fazemos, acreditamos na visibilidade da causa glbt. Ahã, tudo muito fervido, divertido, mas temos uma função social, mesmo não sendo ONG. E não contamos com recursos públicos. Tudo aqui é resultado do retorno direto da comunidade (sempre acho estranho falar em comunidade, mas no final das contas não é isso que somos?) e do mercado ao nosso trabalho...
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Nossa...acabei de postar esse blog e acabo de ver que há uma quadratura entre Jupiter e Saturno. A solução para o dilema proposto por este aspecto está "no bom equilíbrio entre os resultados da produção e o investimento na capacidade de produção". Te suena?
Dá uma olhada no artigo sobre no http://cartamaior.uol.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=12529
| Escrito por André Fischer às 12h11 | ![]() |
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Paixão Subterrânea
24/10/2006
![]() Pé no Chão |
“Quemfezquem” é o nome da banda dinamarquesa que não sai da minha cabeça. Os caras são esquisitões, mas têm cara de amigos. O site do Whomadewho é dos mais bacanas. Sempre bandeiroso, o nome da minha música favorita do mundo da semana é Space for Rent.
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Já comprou seu roteador? Quem acha que tecnologia dá tanto prazer quanto um bom petit gateau, deve experimentar bater papo no banheiro ou dar um google do quintal. Uma sensação quase orgástica.
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Os aparelhos de musculação, mais do que modelar o corpo, treinam sua postura perante o mundo. Manter o queixo tocando no chão ao fazer uma série de flexões de braço é a melhor maneira de manter o carão. Conseguir correr na esteira e assistir a novela com closed caption exige muita coordenação motora. Trabalhar os glúteos em uma academia basicamente ht exige muita atitude. E manter a atenção no seu próprio quadríceps enquanto um deus grego tatuado geme do seu lado no supino, ai, haja concentração.
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Tudo começa no terminal. O átrio altíssimo e com arte dá uma sensação de elevação para quem sobe ou desce. Ao chegar na plataforma pela escada rolante, o melhor a fazer é ficar parado se Paraíso for o destino ou andar até a ponta se for Consolação.
Dois minutos depois, o verde de Perdizes aparece de surpresa, ornado por cabeças gigantes letradas suspensas no céu da cidade.
Um longo túnel leve até o início da Teodoro, uma onda de metal e vidro oferece chegada triunfal na Augusta. O coração da Paulista, que fica em algum lugar entre o Standcenter e o Reserva, é oferecido de bandeja pela Trianon-Masp.
Até que a Amarela fique pronta, a Linha Verde é minha favorita sem rivais.
| Escrito por André Fischer às 17h36 | ![]() |
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Sexta-feira 13, o que mais pode acontecer? Se sair hoje, vou com trevo de quatro foilhas e uma boa ferradura no bolso. Risco é acharem que tenho pau torto...
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Nesses momentos quando fica difícil falar sobre a vida particular, a melhor coisa a fazer é pensar no trabalho, no lazer, em música.
Política seria um bom tema, não fosse hora de extremos. Uma amiga declarou no blog seu voto e foi xoxada. Não darei esse gosto, já que devo justificar. Felizmente o Tim Festival vai me dar essa boa desculpa. Acho as duas candidaturas à presidência fraquíssimas, triste país que não tem para onde correr. O que parece certo é que serão mais quatro anos sem grandes mudanças - e tudo que precisamos por aqui é de novidades, em todas as áreas. Mesma pobreza de espírito, mesma roubalheira, mesma mediocridade qualquer seja o vencedor. Credo.
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Noticiamos aqui no Mix o fracasso dos parlamentares da Frente Parlamentar que apoiava projetos de interesse da comunidade glbt, bem como de candidatos gays, travestis e simpatizantes. Nossa representação caiu pela metade, caso novos congressistas não abracem a causa.
Mas nem tudo está perdido. A Frente surgiu como contraponto à bancada evangélica, que sempre lutou contra avanços de direitos glbt. Pois a bancada de setenta e tantos deputados que tinham antes caiu para menos da metade.
Isso prova que os radicais religiosos andam em baixa, e que sua atuação não é do agrado do eleitorado. Além disso, os políticos que ficam em cima do muro não precisam temer os deputados evangélicos. Vale votar com sua razão, sem se preocupar tanto em melindrar pastores raivosos. Tomara que a nova legislatura nos dê alguns avanços. E que o presidente eleito (pelo jeito vamos de Lula novamente) mostre que tem coragem para nos tirar do atraso pelo menos no que diz respeito a igualdade de direitos civis.
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Decidi bater pé nas oito horas de sono diárias, como projeto de vida mesmo. Vamos ver se consigo dessa vez.
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Já viu Amantes Constantes? Resisti duas horas e meia e deixei a sala faltando meia hora para o final, depois de mais de dois terços da sala, que começou lotada, já haver se retirado. Adoro cinema francês, mas haja culhão pra suportar chatices cabeçudas e pretensiosas como essa.
| Escrito por André Fischer às 17h34 | ![]() |
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Tipo Diário
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É possível realmente viver junto? Esse é o tema da Bienal, que abriu ontem para o público no Ibirapuera. Hoje vou lá para ver se tenho uma luz sobre o assunto. Ando muito duvidoso sobre a real possibilidade de convivência, pelo menos a amorosa.
Estou passando o fimde com Chris Isaak e Julee Cruise, coisa que não fazia há anos. Sim, fossa. Cedo pra dizer se é passageiro, ou se é preciso encarar a real. Badalamenti ajuda a aprofundar o sentimento. Fazendo a Polyana, pelo menos terei muito material pro Cortando os Pulsos, programa da Radio Mix Brasil.
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Reconhecer que sou difícil, tem sido um grande passo. Já falei da minhas listas de afazeres de sábado, 'inseguíveis' até mesmo para o mais apaixonado dos seres. Por isso sei que sábado é meu dia. Encontrar muitas pessoas pelo caminho, mas dificilmente alguém consegue ter o mesmo tming que o meu. Nunca desistirei de acreditar que o amor entre dois seres humanos é possível, mas ele exige um amadurecimento que só a idade mesmo traz. Maturidade. Prefiro o termo em espanhol, madurez. Ficar estressando por pouco é perda de tempo que só quem tem menos 30 pode se dar ao luxo de fazer.
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BotaFogo no Vegas estava surpreendentemente bacana. Desde que começou, em abril, o público vem mudando e ontem era mais da metade HT. Lotado, gente linda, muitos gringos da Bienal. Tem muito homem beijando homem, menina beijando menina, liberdade total. Mas os HTs dominaram. Para marcar terreno, exibi alguns filminhos pornô experimentais, a maioria gays. O povo adorou, ainda bem que são HTs modernos. Gosto de heterossexuais. Não sexualmente, essa fantasia nunca tive.
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Abravanei total na festinha dos Marcelos no Royal.
| Escrito por André Fischer às 17h34 | ![]() |
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