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Mudança de endereço

22/05/2006

Não, o blog não está desatualizado.

Ele apenas mudou de endereço.

http://mixbrasil.uol.com.br/mp/upload/subcanal/12_138.shtml


Escrito por André Fischer às 09h50 Comentários Envie

Escondido

09/05/2006

Domingão em São Paulo, fomos, como sempre, ao Reserva Cultural. Pra variar chegamos em cima da hora, ainda esbaforidos quando o filme começou. E geralmente é melhor assistir filme francês bem calmo.
Sempre fui fã do tradicional cinema francês. Respirado, meio que sem começo e sem fim muito claro. Bem como a vida. As situações não se fecham, apenas se apresentam e desenvolvem. Não existe bandido, mocinho, nem final feliz. E são filmes que fazem pensar.

Hoje é terça e ainda me pego pensando em Caché, escolhido para fechar um final de semana de esbórnia em clima mais reflexivo.
O filme conta a história de um casal que começa a receber vídeos de alguém que está claramente lhes espionando. Começa aí o drama de pensamentos escondidos (em francês cachê quer dizer justamente escondido), gestos mal explicados e a relação do casal que caminha para a sombra. Ou que sempre teve um lado obscuro e apenas vai se explicitando à medida que os fatos se acumulam. Um toque trágico apenas arremata a perplexidade diante dos pequenos mistérios que enredam outros membros da família e amigos próximos.

Venho contemplando desde então sobre como criamos segredos que pontuam todas as nossas relações.
Segredos, aliás, só são segredos para pessoas próximas, já que não têm impacto maior sobre os não-tão próximos (exceto no caso de figuras públicas, como o protagonista da história).
Até que ponto escondemos determinados fatos para nos proteger? Até onde esses segredos afetam os outros? Até quando é possível escondê-los?
E ainda, será possível manter algo escondido para sempre?
Lembrei também de Crimes e Pecados do Woody Allen. Algo que não é dito nem lembrado pode ser tratado como se não tivesse acontecido?

Ontem passei um tempo à noite, caminhando no frio, passeando com Neo, fumando um Gudan, matutando...


Escrito por André Fischer às 18h56 Comentários Envie

Exorcizando fantasmas

07/05/2006

Às vezes me sinto um pouco na contramão das coisas. Uma maneira mais glamurosa de ver o mesmo fato é me encarar como um anti-tendências.

Levei um tempão para entrar no Orkut e justo agora que a onda de suicídios de perfis tomou proporções de carnificina estou mais ativo do que nunca. Essa semana mesmo ele deu provas de que ainda é uma ferramenta de muita valia.
Uma amiga, com quem estudei a 5ª e 6ª série e que não via desde então,  reapareceu porque me encontrou justamente pelo Orkut. Deu notícias dela e de outros amigos da época e por e-mail enviou fotos da nossa turma no CRJ de Ipanema.

Uma ficha caiu em momento muito propício.

Sempre fui o mais novo da minha turma. Como não sou exatamente um tipo alto, isso me fez sempre o menor da turma. Eu me sentia diminuído - impossível ser mais literal nos meus sentimentos daquela época.  Talvez por isso tenha me tornado CDF ao extremo, e acabei entrando na faculdade aos 16.
Quando cheguei na 7ª tínhamos educação física toda quarta-feira na sede do Flamengo. O problema nem era o fato de eu ser botafoguense. Como a aula era no primeiro período, tínhamos que tomar banho no vestiário antes de voltar para a sala. Eu era um dos dois únicos da turma que ainda não tinha desenvolvido pêlos, o que tornou as quartas-feiras sinônimo de pesadelo durante todo um ano.

Nas vezes que fiz terapia nunca cheguei a discutir esse tema, mas reconheço um certo trauma de ter sido durante toda minha infância e adolescência o mais novo e o menor.
Vendo a tal foto vejo que não era impressão minha, mas a pura realidade. Bom saber que não estava maluco e constatar que simplesmente era o menor e pronto.

Engraçado como as coisas mudam. Muitas vezes sou o mais velho do pedaço e não tenho mais o menor problema em me exibir sem roupa – muito contrário, gosto especialmente dessas ocasiões.

    


Escrito por André Fischer às 17h25 Comentários Envie

Ciência do equê

02/05/2006

Vale aqui uma viagenzinha rápida ?

Assisti documentário no Discovery sobre a reviravolta na teoria do surgimento de um canyon americano. Até hoje se acreditava que a natureza havia levado milhões de anos para escavar o grande vale na rocha. Agora mudou tudo: na verdade foram necessárias apenas algumas horas para que efeitos de gelo e bolhas de água a uma velocidade enorme transformassem radicalmente a paisagem. Até que provem contrário ou que surja uma nova teoria.
Se a ciência pode ter cometido um erro deste porte – confundir milhares de anos com apenas algumas horas - então tudo que acreditamos pode estar errado e ser passível de reconsiderações radicais.
Na real, ninguém sabe nada sobre nada. Nem a origem do universo, nem a causa real da aids, nem os efeitos dos esteróides.
Aquele cara que parecia incrível pode ser um grande bosta, da mesma maneira que, quem sabe, um tipo desinteressante bem pode ser uma pessoa genial.
Teorias de todo tipo (da relatividade à relação tamanho da mão/ tamanho do pau) só devem servir como jogos sociais, brincadeiras para passar tempo. Não devem ser levadas a sério.

Portanto se nem a ciência é confiável, porque perder tempo se estressando com pouca coisa?


Escrito por André Fischer às 18h50 Comentários Envie


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