Surpresas no Final de Will & Grace
31/03/2006
Will & Grace está em sua última temporada e a dúvida que pairava no ar era sobre o fim do quarteto. Gostem ou não, o seriado foi um marco na história da visibilidade glbt, colocando uma turma de gays e simpatizantes como protagonistas de um programa que passou 9 temporadas (desde 1998) entre os sitcoms mais assistidos nos EUA. O derradeiro episódio foi gravado sob forte segredo, em clima final de novela das 8, e até agora ninguém sabia qual seria o destino de Will, Grace, Karen e Jack..
Tony Miros, um conhecido de White Party em Miami, teve acesso a parte do material bruto gravado essa semana em Los Angeles nos estúdios da CBS e contou o que vai acontecer. O programa final terá uma hora de duração e vai ao ar no dia 18 de maio.
Já sabemos que Grace está grávida do ex-marido (foi o que aconteceu no episódio exibido semana passada aqui no Brasil). Will já terá se separado do atual namorado, portanto vai poder se dedicar à gravidez da amiga.
Então, vamos lá...
A cena acontece em 2021. Will usa peruca, Grace está bem gorda e ambos moram no mesmo apartamento com o filho adolescente de Grace, que vive brigando com Will e não obedece nunca à mãe.
O garoto colocou um anúncio falso no banheiro da escola como se Will estivesse se oferecendo para sexo selvagem.
Karen continua com exatamente o mesmo visual e parece ainda mais jovem. Ela parou de beber e está casada com a empregada chicana Rosário, que virou uma sapa gorda, que só veste couro e bebe cerveja o tempo todo.
Jack aparece bronzeadíssimo, usando um vestido de noiva. Ele vai se casar com Kevin Bacon – quem acompanha o seriado sabe que ele é fã do ator ( Just Jack sabe a coreografia de Footloose de cor) e já o perseguiu em um episódio clássico. O casamento vai acontecer porque a presidente Chelsea Clinton (sim, a filha de Bill e Hillary) acabou de aprovar a lei que garante direito ao casamento para pessoas do mesmo sexo.
Isso tudo acontece no primeiro bloco, único que Tony conseguiu assistir. Para saber o resto vamos ter que esperar até maio... No Brasil o episódio só chega no segundo semestre.
| Escrito por André Fischer às 10h31 | ![]() |
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Música gay
28/03/2006
Estou ouvindo o CD do Adriano Canzian, recém-lançado no Brasil. O cantor italiano levanta a bandeira de sua homossexualidade nas letras e nas fotos explícitas do encarte. O som é um electro pesadão, bem próximo da minha onda musical, mas acho que não gostei. 'My boyfriend is very sexy' e 'She want it' são as únicas possíveis candidatas a entrarem em um set. Não vou fechar questão sobre isso, posso- e costumo- mudar de opinião sobre muitas coisas, especialmente música.
Quase todas as faixas são introduzidas com algum comentário mais hard, sobre fetiche militar ou com um pedido para que lambam o rabo dele. Ok, o álbum se chama Pornography e isso justificaria o teor mais erótico.
É bem verdade. Melhor ser gay dessa forma mais rebelde, mais punk, do que cantando aqueles houses gritados, com refrões cretinos, que tanto sucesso fazem nas pistas das boates gays. Engraçado que mesmo na minha academia (que até o momento não revelou uma população gay visível e credito essa ausência à falta de sauna) tem tocado sucessos de clubes gays de periferia. Música ruim é mesmo uma praga que não vê limites de sexualidade.
O que incomoda na atitude de Canzian é que soa um pouco fabricada - e datada (assim como seu som). O google que dei nele mostra sempre imagens com maquiagens borradas e parecendo revoltado. Esses dias vi um comentário sobre Marilyn Manson de um crpítico dizendo que ele optou por aquele visual tenebroso para disfarçar a feiúra extrema. Só que Manson usa o visual para criar polêmica em torno do seu incontestável talento.
O que não parece ser o caso do moço em questão.
Como as opções dentro do cenário noturno gay parecem cada vez mais estreitas e sem imaginação no que se refere à programação musical, antes uma hora do revoltoso Canzian (meia hora, vai) do que 5 minutos com a maioria desse DJs do circuitão que as grandes casas ainda insistem em gastar fortunas para trazer.
| Escrito por André Fischer às 16h11 | ![]() |
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Circuitão Brasil
21/03/2006
Reiniciei minha vida na ponte. Dessa vez rodoviária. Ainda no quesito encantamento com São Paulo, decidi aproveitar o lado civilizado da cidade. Como o metrô fica a apenas 45 passos do escritório, decidi encarar a Dutra mesmo, saindo do trabalho. Preciso dizer que o Tietê dá de 10 nos aeroportos internacionais de Delhi, Bombaim e Kathmandu. E ainda deu pra avançar no Tommy´s Tale (livro surpreendente do Alan Cumming) e chegar lá a tempo de ganhar uma carona. Se estivesse no pique ainda ia ver a Princess Julia, mas ainda estou muito fora do circuito. Vale a dica do tal DC da 1001, só com 6 passageiros e com conforto semelhante a uma boa executiva por R$73. Se o povo mais bacana freqüentasse, viraria festa.
No Rio só vi família e uns pouquíssimos amigos. O coqueirão continua lindo, mesmo com o sol se pondo no meio da montanha. Verão acabou, mas os cariocas parecem ainda não se dar conta.
No cantinho do Country tem uma piscina com gramado escondidinha, que chamamos de Jardim Secreto de V., a amiga querida que nos convida. Uma placa proíbe a presença de menores de 18 anos. Nada mais civilizado. Para completar, comi a primeira feijoada completa desde minha adolescência...e apaguei radicalmente com o peso do porco no estômago.
Na volta, promo de ponte – dessa vez aérea- a 50 pratas. Estamos pensando em aproveitar a promo e nos jogar um final de semana mês que vem em um lugar exótico, tipo Boa Vista. Alguma sugestão ?
De volta a Sampa, tudo acontecendo a uma velocidade incrível (a normal da cidade)... Só a preguiça de sair que continua.
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A foto aí do lado não é no coqueirão, nem na piscina do Country, mas areias sagradas do Ganges. E a cara franzida não é preocupação. Só êxtase diante de um dos mais emocionantes pores-do-sol de toda minha vida.
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Voltei também a academia, não está fácil perder o pneu que se formou com a sanfona culinária indiana-intoxicação alimentar-recuperação de peso, tudo isso sem malhar. Antigamente qualquer duas semanas de ferro me faziam voltar a forma. Dessa vez, se estiver em cima para a temporada de Paradas, tá no lucro. Por sinal, que melê essa história toda da Parada. Fica difícil planejar qualquer ação praquela data. Amigos querem que a gente tenha um carro só nosso no Rio (trio para Sampa está fora de cogitação), mas o custo é meio proibitivo para bancar várias ações em várias Paradas sozinhos, pois o Mix acaba participando de uma renca de Paradas Brasil afora...
Como estamos em vias de lançar um novo site de conteúdo erótico, estou sendo obrigado a pesquisar vários sites pornô gay. Ver seus sistemas de exibição, como os modelos são apresentados, como as cenas de sexo são dirigidas. Tudo em nome do jornalismo, por pura obrigação profissional... Só assim para ficar menos zen. Namorado agradece.
| Escrito por André Fischer às 19h05 | ![]() |
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Mini álbum/ Considerações da volta
15/03/2006
Já faz uma semana que cheguei e só agora começo a digerir as múltiplas dimensões da experiência vivida no último mês na Índia e Nepal. A rebordosa causada por uma intoxicação alimentar bem no finzinho, a viagem estafante de volta e o fuso de oito horas e meia contribuíram para que passasse completamente zonzo os últimos dias.
Agora que a poeira está baixando, começo a rever as imagens e avaliar o impacto dos fatos presenciados ali sobre minha existência.
Impossível não chover no molhado ao afirmar que mudou a maneira como vejo o mundo.
Para começar, tenho achado São Paulo a cidade mais linda e meu bairro o lugar mais aprazível que poderia estar. O verde aqui é mais verde, os lugares limpos e agradáveis, as pessoas bonitas e com espaço para andar. Ok, o exército faz acordo com traficantes e o congresso nacional é um antro de gente da pior espécie. Mas até aí vou votar nulo contra essa cambada toda e tocar a vida. E minha casa, deliciosa...ai, está difícil sair.
Sinto falta das idas diárias a templos e vou tentar encontrar um lugar aqui para manter as práticas. Mudei a linha filosófica, tornando-a mais ampla.
A India exige um olhar amoroso. Se na chegada achamos que estávamos hospedados em uma favela, aprendemos a gostar do nosso bairro em Bombaim e ver a beleza da vizinhança. Bacana ter tido a oportunidade de dar uma trabalhada por lá, ver como as coisas fuincionam por esse lado também.
Só quando chegamos a Rishkesh, distante de tudo, percebemos que há quase 20 dias não tínhamos um momento sem a onipresente multidão. Nem mesmo nas estradas, a parte mais punk da viagem.
Somente hoje começo a rever as fotos. Sim, acredite se quiser, ainda não as vi todas. Mal desfiz as malas. A bagulheira toda que comprei ainda está acumulada em um canto, acho que começarei a ver o que trouxe aos poucos.
Como a agenda já está bombando completamente (muitas, muitas novidades a caminho) vou ter que esperar até semana que vem para começarem a sair roteirinhos, pra quem estiver pensando em viajar para aqueles lados. E considerações sobre a (inexistente) vida gay local.
Para ir matando a curiosidade...
Com R, fazendo figuração em uma filmagem em Bollywood
Com B, passeando de elefante até o forte de Jaipur
Na entrada da mesquita da cidade abandonada de Fatepur Sikri, antes do ataque das abelhas e dos fanáticos
Relax no momento mais glamouroso da viagem: Im-per-dí-vel Lake Palace de Udaipur
Com o ídolo da viagem, o mega astro Saif Ali Kahn, em uma rua de Juhu
Banho no Ganges em Rishkesh, no Himalaia, limpa os pecados de 10 encarnações
| Escrito por André Fischer às 08h46 | ![]() |
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Sexo na India
06/03/2006
A passagem por Dehli na volta de Kathmandu serviu para dar uma outra visao da India. Passamos pelos suburbios ricos e arborizados do sul da capital, que parecem com o Morumbi paulistano. Em uma nova visita a Saket conhecemos Sumit, um ativista de direitos humanos. Foram horas de conversa em um bar e uma boate de mauricinhos (o clube gay local estava fechado) sobre a vida gay na India que reproduzirei assim que chegar. Sim, ela existe, de forma heterodoxa (nem diria gay, mas homossexual).
Apesar do titulo deste post, a viagem nao poderia ter sido mais casta e focada em outros lados. Mas ninguem eh de ferro... Em um passeio pelo mega bazar de Palinka, em CP (uma loucurama imensa subterranea no centrao do centrao de Dehli ) descobri um quiosque que vendia cds pornos, produzidos no pais. Vi algumas coisas e comprei um que disseram que era feito na caxemira. Vamos ver no que vai dar. SE der certo, coloco umas ceninhas aa disposicao no Mix ou Sexapil...
Estou agora no aeroporto de Bombaim, ja me despedi dos amigos daqui, dando um tempo no cyber cafe (60 rupias= 3 reais a hora) para pegar o voo. Ainda rola uma paradinha em Joanesburgo para as ultimas compras no otimo duty free de la.
Por falar nisso, nem comentei que os voos da Jet Airways perla iNDIA E nEPAL foram bem bacanas. Otimas refeicoes indianas, recomendo total.
Este eh o ultimo post da India. Ate o final da semana e semana que vem, comeco a postar fotos e materias (decentes) sobre a viagem. Fiz mais de mil fotos (300 e tantas perdidas na camera no comeco da viagem e outras no pau da mesquita em Fatepur Sikri), alem das mais de 3 mil do fotografo oficial da aventura.
Namaste !
| Escrito por André Fischer às 12h52 | ![]() |
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Food Poisoning
04/03/2006
Estavamos nos achando muito bravos, confiantes, comendo qualquer porcaria nas ruas. Afinal de contas os avisos de envenenamento alimentar eram restritos aa Ainda deu tempo de sair aa noite em Thamel, ir ao Or2k, restaurante natureba israelense-nepales, com comidinhas bem gostosas e ambiente bicho grilo sofisticado. E depois mais um pulo no Buddha-Bar, onde pedimos um narguile com fumo e essencia de frutas. Uma delicia, tonturinha boa. Conhecemos um grupo de estudantes de medicina da Ja estamos melhores, mas abortamos a ida a Kirtipur para ver os sacrificios e ao casino hoje aa noite. Vou ficar tranquilinho vendo filmes de Bollywood no hotel mesmo… Esqueci de mencionar no post anterior que fomos ver a Kumari, adeusa viva criancinha que vive em um palacio em Durbar Sq, no centrao de Em uma lojinha de CDs vi DVD pirateado de E mais uma observacao interessante: o mesmo hit que toca na MTV, na boate gay de Bombaim, na boate de mauricios de Em Baktapur fomos a uma escola de pintura tradicional. Deu ate vontade de fazer uma maluquice. Nao fiz massagens por aqui. Dificil comparar com a massagem em Udaipur, que comeca com o massagista dizendo que na tradicao local The guest is like a god.
| Escrito por André Fischer às 07h37 | ![]() |
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Noite de Kathmandu
03/03/2006
Ja sao 4 dias no Nepal e ainda estou na duvida se gosto mais daqui ou da India.
O clima eh mais cool, nao ha tanto enchecao de saco de pedintes (a nao ser os saddhus pentelhos) e menos buzinacao, apesar de Kathmandu ser absurdamente poluida e poeirenta.
Por vezes nao eh possivel enxergar o fim da quadra, tamanha quantidade de po. Nosso guia foi o mais bacana de toda viagem, Sandesh, muito boa gente, na dele, lindos olhos zen.
Nosso hotel eh um 5 estrelas bem razoavel no bairro " fino" de Lazimpat. Mas interessante mesmo eh porque fica a 15 minutos a pe de Thamel, o bairro mais ocidental e apinhado de doidoes.
Reuniao de bicho grilos e trekkers do mundo todo. Japoneses e japonesas jovenzinhos aos milhares.
E tudo, tudo mesmo sendo oferecido o tempo todo no rua.
A cidade eh mais ocidental (criancas uniformizadas de terno, roupas mais americanas), muito friendly.
Os homens sao bem mais bonitos e bem vestidos que na India, apesar das mulheres serem menos coloridas e vistosas.
Estou sem celular,nao ha a onipresenca das operadoras como na India. Os precos ainda menores. A assinatura de cabo, com 45 canais (incuindo tv russa) sai por 200 rupias por mes, ou R$ 7 reais.
O povo eh uma mistura bonita de hindus e tibetanos, olhares muito doces. Ainda homens passeando de maos dadas pelas ruas.
Ainda assim fazem sacrificios de animais por toda parte. Amanha vou a Tirkipur ver uma secao grande de sacrificios de animais de todos os portes, sempre machos.
O povo mistura livremente budismo e hinduismo: em templos budistas ha ganeshs e shivas, nos hinduistas onipresenca do Buda. Shiva lingans (os tais pirocoes) com imagens de buda. Adorei o mix.
Vai valer um capitulo a parte a ida ao templo dos mil budas e a mega stupa de Boddha. E a maravilhosa Tapan, que rendeu as visoes mais alucinantes da viagem ate agora (incluindo as ratazanas na estatua de buda no esplendoroso templo dourado)
Lindo de morrer.
Em Nagarkot vimos a cordilheira inteira, montes de mais de 7 mil metros- o Everest em si nao deu pra ver, pois estava nublado para o lado de la.
Em Bashupati acompanhamos a cremacao de um senhor, o drama da mulher e dos filhos ali, exposto no ghat para uma arquibancada lotada. Outros corpos estavam queimando quando chegamos. Na saida, uma passada na vilinha onde moram dezenas de saddhus, varios deles vestindo apenas as cinzas dos corpos remados ali do lado.
Heavy metal.
Depois de duas noites lesando no hotel, nos jogamos na noite de Thamel.
A chegada foi por Tridevi, onde ficam as travestis (vestidas de saris, punjabis e guieshas) todos meio adolescentes, Vi pelo menos umas 20, que nos abordaram com gentileza. Algumas prostitutas e miches tambem marcavam presenca.
Eram 10 da noite e o bairro ja estava aas escuras.
Comecamos pelo Buddha-Bar, o mais ok de todos, mistura de ocidentais e locais, otimo mojito, almofadas confortaveis, decoracao bacana, japas fumando opio no canto.
Depois rodamos pelos outros poucos bares abertos (sempre ruas aas escuras), um cyber bar cheio de manos. Uma paradinha em uma sanduicheria simpatica (uma taperinha com dois irmaos servindo, onde conhecemos uns locais) e depois uma ida final ao Fire Club, cheio de patricias e mauricios transadinhos, dancando black music.
Nao sei se falei, hip hop indiano eh bem bom.
Os idolos de Bollywood sao deuses aqui tambem. Troquei meu favorito: me rendi ao narigao machudo do Abishek (que estara no Brasil em marco!).
| Escrito por André Fischer às 09h07 | ![]() |
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