O Rei da Academia
31/01/2006
Quando fez 30, Ronaldo decidiu levar a sério a academia pois já era hora de cuidar do corpo de verdade. Um investimento com retorno garantido. Baixo, mas com boa estrutura óssea, ficaria melhor posicionado no mercado com músculos mais proeminentes. Vinte e poucos anos depois, ele pode contar com um corpo que muitos garotos invejam.
Sempre foi um cara que pensou no futuro. Por isso também construiu a casa no sertão do litoral norte, mais ou menos na época que começou a malhar. Um imóvel que se valorizaria, como realmente aconteceu. Nem foi por isso que fez esse outro investimento. Queria um lugar tranqüilo, perto dos amigos, viver intensamente aquele pequeno universo Piavu. Já pensando lá na frente, sem filhos e provavelmente solteiro.
O emprego na financeira é chato, mas permite manter rotinas, como puxar ferro religiosamente das sete às oito e meia e passar muitos finais de semana na praia. Além de um bom salário e uma relativa segurança.
Teve muitos namorados, dois casamentos longos, está solteiro desde o meio do ano passado. Nunca foi de baladas. À The Week foi três ou quatro vezes. Na hora de sair sempre dá o mesmo texto, de que não gosta de sair. Tira a camisa no instante que chega, não apenas porque t
odos seus amigos também tiram. Ele sabe que só consegue alguma atenção com torso nu.
Na academia seu cabelo grisalho, óculos emoldurando um rosto bem cortado e as camisas largadonas fazem sucesso entre as mulheres. Mas a última que comeu de verdade foi na faculdade, depois de uma bebedeira. Entre os carinhas, passa meio batido.
Gosta de se imaginar como um Clark Kent mais velho, já diretor de redação do Planeta Diário. Assim como Super Homem que enruste seus poderes, seu grande trunfo aparece apenas no vestiário.
E foi lá que conheceu o cara que está investindo agora, alguns anos mais novo. Por enquanto só conversaram. Ronaldo não tem pressa: ele sabe que qualquer dia desses vai rolar.
| Escrito por André Fischer às 12h28 | ![]() |
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Pôr do sol no coqueirão
19/01/2006
Mesmo camelando todo dia sob sol de quase 40 graus no centrão do Rio, já consegui ver 3 incríveis pores do sol no coqueirão essa semana. Quando era adolescente aplaudir o sol era coisa meio hippie do Posto 9, mas nunca deixei de me emocionar. Nessa temporada o aplauso virou uma ovação do Arpoador ao 10, algo que gera uma energia incrível, saio sempre muito energizado. Ahã, sou hippie sim.
No coqueirão estão as pessoas mais lindas de Ipanema, quilos de conhecidos, marofa moderna e uma distância estratégica da Farme.
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A idade vai fazendo a gente ficar cada vez mais esperto e sabendo aproveitar a vida melhor. A mostra Rio 80º , que estou fazendo no CCBB do Rio, tem me permitido não apenas momentos bacanas, como o debate de ontem com Neville (diretor que sempre admirei pra caralho) e um aqüezinho extra, mas sobretudo estar no Rio nesse momento glorioso. Tem também o Geração Eletrônica lá no Telemar. Fiz um textinho de apresentação que os rapazes colocaram bem na entrada, achei fofo.
Com essas coisas fugi do forno paulista e, de quebra, ainda pulei mais uma temporada de moda. Gosto de comprar roupa, admiro a pujança da indústria, o Alexandre é um cara que sempre vou acompanhar o que faz, mas, tirando isso me canso. Uma coisa tipo Big Brother. Adotei com prazer a proibição que me foi sugerida de não assistir essa sexta edição. A quinta foi a única que acompanhei de verdade – preciso assumir que até chorei com a saga do Jean. Mas essa só vi o começo do primeiro dia. Não me passa pela cabeça perder tempo acompanhando a rotina dessa gente sem sal.
E vou parando por aqui que não quero perder o pôr do sol de hoje...
| Escrito por André Fischer às 16h13 | ![]() |
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Príncipe do Ibirapuera
11/01/2006
Aos 22 anos, Rafa se lamenta por ainda ter que morar com os pais em um apartamento apertado no Centrão e acredita ser essa a razão de não ter uma vida sentimental madura.
Por madura ele entende ter um namorado e até hoje nunca chegou nem perto disso.
A falta de grana para saídas (e falta de imaginação) o levam a solucionar sua constante urgência sexual nas noites do Ibirapuera, onde costuma ir duas ou três vezes por semana depois da saída do cursinho. Quando está de férias, repete quase diariamente o ritual. Ele anda cerca de meia hora para chegar lá, e passa duas ou três horas antes de pegar o último metrô de volta para casa. Mesmo sabendo que existe uma infinidade de opções para encontrar parceiros, não consegue se imaginar indo a um bar ou clube gay.
Para atrair a atenção no escuro do parque, malha diariamente antes de ir ao trabalho, o que lhe garante um abdômen esculpido e um conjunto de peitoral e bíceps avantajados. Com isso invariavelmente seus mamilos são sugados com veemência, o que lhe dá uma sensação de oferecer prazer e controle. Bem dotado, usa também a exposição de sua arma como estratégia de conquista. Seus lábios grossos e cabelos morenos ornam um rosto bonito e másculo.
Com todos esses atributos, chega a ter três ou quatro homens a cada noite sem fazer nenhuma espécie de triagem. Como prefere ser passivo, anda sempre com camisinhas no bolso para evitar nóias. Gosta de beijar e tem um especial fetiche por transas dentro de carros, que lhe dão a sensação de estar transando dentro da casa de seus consortes.
Raramente chega a saber o nome deles. A primeira pergunta é sempre a idade, às vezes checa se o cara mora sozinho e com o que trabalha. Apesar de carregar uma certa culpa e se sentir promíscuo, Rafa carrega o sonho de encontrar o príncipe encantado a cada trepada.
E cada vez que um deles goza e vai embora, sem dizer nada, ele se sente traído e abandonado. Só nesses 10 dias de janeiro já foram mais de 20 decepções.
Mas amanhã ele estará lá de novo.
| Escrito por André Fischer às 18h52 | ![]() |
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Sozinho na Cozinha
06/01/2006
E cá estou me dividindo entre a divulgação do livro novo, Sozinho na Cozinha, a produção do Rio 80 Graus, mostra de filmes de verão dos anos 80 que começa dia 17 no CCBB do Rio e já correndo atrás do Mix 2006.
Há pelo menos 13 anos tenho estado em todo tipo de programa de tv, geralmente para falar de assuntos relacionados a questões gays. Já passei por tudo, desde programa popularesco em Goiânia a Jornal da Globo, passando por Fantástico e talk shows femininos em tv comunitária. Mais horas na frente da câmera do que urubu de vôo, portanto já virou algo bem tranquilo. Ricardo costuma dizer que tenho minhas aulas de tv semanais. Meio isso mesmo. Mas essa semana foi diferente: pela primeira vez na vida cozinhei ao vivo. Estranhíssimo ter que controlar a temperatura da panela, contar historinhas e ainda fazer o prato ter uma aparência razoável. Para completar, a Claudete fazendo comentários absurdos sobre homens cozinhando na ausência das mulheres (!) e ainda fazer o bem humorado.
Tudo em nome da venda de livros. Afinal de contas, tenho que pagar a Eukanuba do Neo.
E é tanta coisa rolando que às vezes quase panico. Responsa crescer.
Teve um momento engraçado também. Escolher os 10 caras mais quentes do momento pro termômetro. Encarei como uma demonstração de carinho aos leitores do Mix ! Dá uma olhada.
Só para dar uma apimentada no blog, compartilho aqui imagem incrível que encontrei em um sites desses da vida. Rafael Verga, para mim o cara mais sexy do planeta, como veio ao mundo.
e perdoe a esquizofrenia deste post.
| Escrito por André Fischer às 15h28 | ![]() |
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Mais um relato de réveillon
03/01/2006
Depois de uma Dutra chuvosa ontem, ouvindo á exaustão "Buraco Suburbano" da verafisher antes de pegar a Linha vermelha, chego de volta a Sampa.
Engraçado perceber que quanto menos perspectivas crio em torno do réveillon melhor ele parece ser.
Voltamos da Ilha de um amigo no dia 31 mesmo, convencidos de que, apesar de estar incrível por lá, o melhor seria virar em Ipanema.
E deu tudo certo.
Assistimos os fogos de Copa de uma festinha bacana no Vidigal. Sim, o tempo abertíssimo permitiu ver tudo àquela distância. Parecia viagem de ácido. Ahã. Depois ainda pegamos as festinhas na praia. No 10, a tenda House atraiu só gente bonita, muitos, muitos casais gays se beijando e tal. O 9 parecia Copacabana, em versão trance, povo vomitando e mijando por todo lado. E a festa do Ernesto, exilada para o Arpoador, tinha muita gente bacana, mas pra variar, faltou som. 
Pulei as Xs e pool parties todas. Ainda bem que não faltaram opções. Bom que existam festas bacanas para todos os gostos, mas não consegui nem me imaginar passando por perto. Preguiça. Colocação de algum tipo é meio que necessária nessa temporada de festas, mas aquela coisa automática de engolir qualquer coisa que passa pela frente...putz, não dou conta. Acho meio triste e...babaca (como diz a Nina, prontofalei.com.br)
Essa semana já começou com tudo, agenda cheia mesmo com a cidade vazia.
Sobre um comentário no post anterior...sabe que é verdade mesmo. Quando a gente namora acaba ficando mais cauteloso com o que diz e escreve e o texto perde um pouco do vigor. Tudo acaba tendo outro tipo de implicações. Já pedi a minha mãe que não lesse mais o blog, ou que pelo menos fingisse que não lia. Uma vez ela fez algum comentário e senti que ia acabar me travando.
Uma solução seria fingir que tudo é puro texto e mandar ver.
Mas a gente sabe que não é, né?
Um ótimo 2006 pra todos nós.
Ao que tudo indica, o ano vai bombar...
| Escrito por André Fischer às 15h13 | ![]() |
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