Tipo Meu Diário
28/11/2005
Voltei do Recife esta madruga, dureza a econômica da Gol às 3 da manhã. Mas valeu o pulinho para ver mais uma edição do Garoto Mix Brasil nordeste na Metrópole.
Adoro a cidade, o sempre surpreendente social em lugares inusitados. Me reservo o direito de omitir temas e situações. Foi ótimo bater papo com a turminha de surdos na boate, treinar libras. Na volta vi a matéria do Globo sobre o Festival. Esquisito o enfoque (CCBB vira point gay era o título), estranho ainda não nos tratarem como um festival de cinema. Nenhum jornalista teve a pachorra de assistir a pelo menos um filme. Preguiça dos meus colegas cariocas, para dizer o mínimo. O dia lindo lá fora, eu aqui dentro no ar condicionado colocando o trabalho em dia.
na vida pessoal, questionamentos estranhos, acho que não é hora de pensar nisso agora. Se você mora no Rio, tem lançamento do meu livro novo Sozinho na Cozinha, na Saraiva do Rio Sul na quinta, 1/12, ás 20h. Carlos diz que é dia mundial da luta contra aids, eu sei. Mas era isso ou só lançar no ano que vem.
Ainda não foi dessa vez que fiz um post decente. Hoje é dia de Show do Gongo carioca, colocar mensagens em dia, escrever as colunas da Folha e Q! Prometo uma mensagem mais decente ainda essa semana.
| Escrito por André Fischer às 16h21 | ![]() |
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Rapidinha
20/11/2005
Uau, está chegando ao fim a maratona do Festival Mix Brasil em Sampa. Passei por aqui só para dar uma checadinha rápida. Amanhã já é hora de ir para o Rio e começar a maratona da turnê do Festival. No meio uma ida ao Recife, para a final do Garoto Mix Brasil NE, e outra a Brasília para tocar na festinha do Mix por lá. Depois já vem lançamento do meu novo livro " Sozinho na Cozinha". Engraçado ver que o ano já está praticamente no fim e com tanta coisa agendada, não sobra muito espaço para improvisações.
Os 11 dias do Mix em Sampa trazem tanta, tanta informação, que demoro umas semanas para processar. Tanta gente bacana que conheço, que reencontro...Sempre muito rica a experiência.
Muitas festas, mas no meio disso, deixo um statement. Adoro o Vegas. Devo ter ido não mais do que meia dúzia de vezes, mas o lugar tem
resgatado meu gosto pela noite. Consigo traçar uma linha, que começa no Crepúsculo de Cubatão e la Piscine passando pelo Madame Satã, Cais, Massivo, Nation, Columbia, Sra Krawitz, Lov.e, A Loca... Mudei eu, mudou a noite, mas me sinto feliz por continuar me jogando e divertindo como sempre, ainda que com alguns intervalos de descanso.
Semana que vem, assim que a coisa acalmar um pouco, escrevo mais.
Ah! Se você mora no Rio, dá uma olhada na minha nova coluna, ás 3as feiras no jornal Q!
| Escrito por André Fischer às 15h23 | ![]() |
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Ressaca de beijos/Favoritos do Festival
09/11/2005
O baixo astral provocado pela covardia homofóbica da tal "alta cúpula" global serviu para pelo menos vermos estampados beijos gays nas primeiras páginas dos jornais de todo país, com o beijaço promovido pelo EBGLT em Brasília. E não é preciso nenhuma pesquisa de opinião sobre o assunto: sem dúvida alguma a imagem da Rede Globo saiu bastante arranhada deste episódio.
Enfim, é hora de mais um Festival Mix Brasil. O 13o ! Daqui a pouco vou começar a mentir a idade dele...
Se por um lado as caretices crescem, a escalada começou esse anocom a eleição de Bento 16 no Vaticano, e me causaram um certo desânimo (não vou nem citar os sapos que temos tido que engolir nos últimos dias), por outro volto a ter a certeza que a existência do Mix é absolutamente fundamental. Houve algum momento em que achei que em breve o Festival da Diversidade Sexual não teria mais porque existir, pois em breve evoluiríamos para um patamar onde esses questionamentos seriam superados pelos avanços sociais. Mas que nada ! O conservadorismo e preconceito estão ganhando fôlego e mais do nunca iniciativas como o Mix são fundamentais para que não nos tornemos uma ditadura fundamentalista.
Vou aproveitar os últimos momentos de alguma tranquilidade antes da maratona cinéfila, que só acaba no dia 11/12 em Brasília, para dar umas dicas rápidas da programação desse ano.
Jornada da Fé- A freira Jeaninne Grammick tem uma missão corajosa. Ela busca fazer uma ponte entre a Igreja e homossexuais católicos decepcionados com o preconceito da instituição. Ela foi perseguida pelo cardeal Ratzinger que a proibiu de desenvolver seu trabalho. O documentário, tradicional em formato, emociona por mostrar a intimidade da irmã. Ela vem ao Mix.
O Clã- Um dos filmes mais sensuais do Mix esse ano. E gays, mesmo sem ser este o foco principal da história. Simplesmente não há mulheres em nenhuma cena. O universo retratado,uma gang de jovens rebeldes meio parecidos com os que andam queimando carros nas periferias de Paris, é totalmente masculino. A tensão sexual acaba se materializando do lado em que menos se espera.
Sexo Gay nos Anos 70- Documentário incrível sobre a movimentação sexual pós-Stonewall em Nova York. Muitas cenas de sexo livre que se contrapõe a uma forte reflexão sobre a alternância entre momentos de liberação e conservadorismo.
Prom Queen - Uma divertida sessão da tarde light baseado na história real de um estudante canadense que foi à Justiça para conseguir levar seu namorado na festa de formatura.
A Melhor Idade- Uma linda ficção sobre um sexagenário viúvo que conhece um outro senhor. os dois, que não eram gays, se apaixonam. E tem beijo!
Clica aqui e checa no site oficial do Festival as salas e horários que eles vão passar.
| Escrito por André Fischer às 18h46 | ![]() |
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Ve-xa-me !
04/11/2005
Vários amigos se reuniram para ver a imagem tão aguardada. Nós aqui no Mix, demos plantão. Afinal era como uma final de Copa do Mundo.
Na segunda-feira Gagliasso e Erom gravaram o tal beijo. No começo do capítulo um belo discurso de aceitação da mãe de seu filho gay. Gay, gay, gay, repetiu Dona Neuta. Mas o que parecia impossível, aconteceu. Mesmo com depoimentos de Gloria Perez hoje em vários jornais afirmando que o beijo entre Junior e Zeca aconteceria sim, a Globo cortou a cena no momento em que os lábios dos dois se uniriam.
No final das contas a final da Copa ficou parecendo com o Brasil x França de 98. 3x0 para eles. Uma derrota fragorosa.
Junior e Zeca se aproximam, olhos nos olhos, chegam bem perto e....corte abrupto, os dois apareceram dançando. Até o último momento ficamos esperando que a cena de amor entre os dois fosse retomada. E nada. Negro beijou branca, amante beijou homem casado, cinqüentão beijou a sobrinha. Todas as minorias emocionais foram agraciadas com final feliz completo. Menos as bichas.
Patético, para dizer o mínimo. Inexplicável, inaceitável.
Qual o objetivo? Fica difícil entender. A notícia do beijo entre os galãs da novela correu o mundo e mesmo assim a Globo parece ter cedido a algum tipo de pressão e eliminou o mais aguardado ósculo da história da TV brasileira.
Estou completamente passado, me sentindo traído. Arrasado com a caretice dessa merda de país. No final das contas NADA acontece por aqui nem nunca vai acontecer, pelo jeito.
Ainda assim, muitas perguntas ficam no ar....
O que teria motivado o corte ? Será que Gloria Perez foi consultada ? A decisão partiu da cúpula da emissora ?
| Escrito por André Fischer às 22h10 | ![]() |
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