Em busca do ovo frito perfeito
28/07/2005
O ovo frito é o primeiro teste para quem vai cozinhar. Um ovo bonito, com boa consistência, aparência e sabor demonstra a sofisticação de quem o está preparando, até mesmo se a pessoa ainda não sabe cozinhar.
Fácil, Rápido, rende 1 unidade
INGREDIENTES
Um pedacinho de manteiga
1 ovo
1 pitada de farinha de trigo
Sal a gosto
PREPARO
Ponha a manteiga na frigideira (de preferência com teflon, para não precisar colocar muita manteiga), leve ao fogo médio e espalhe pela superfície. Quando estiver derretida, polvilhe uma pitada de farinha de trigo.
Ponha o ovo em uma tigela pequena e despeje com cuidado na superfície quente. As gemas mais moles costumam ser mais saborosas e são mais adequadas para consumo do ovo com pão. Polvilhe com a cebolinha picada. Retire o ovo com uma escumadeira e sirva, decorando com um raminho de salsinha.
DICA
Se preferir uma gema mole, desligue o fogo assim que ela atingir uma cor amarelo brilhante. A gema mais cozida deve ficar mais opaca.
Abra a embalagem e cheque um a um. A casca deve estar lisa e sem rachaduras. Os ovos próprios para o consumo apresentam cascas ásperas e frescas.
Não adquira ovos que apresentem casca suja, manchada ou rachada pois a casca do ovo é porosa e assim absorve a sujeira.
O ovo, seja ele de galinha ou codorna, é uma das maiores fontes de contaminação por salmonela, uma bactéria poderosa que é transmitida através de rachaduras nas cascas.
Lave os ovos pouco antes do consumo.
Não consuma o ovo quando a clara estiver muito amolecida (quase líquida e com cheiro forte)
O ovo fresco, próprio para consumo, afunda na água e o velho flutua.
Se for usar vários ovos, quebre um a um em uma vasilha a parte. Caso um dos ovos esteja estragado, não irá comprometer todos os outros.
| Escrito por André Fischer às 14h06 | ![]() |
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22/07/2005
Me and My Man
Contagens regressivas e progressivas
Meu grande sonho sempre foi escrever letras de músicas, mas até hoje não fui abençoado com esta inspiração. Quase sempre me pego tentando fazer versões de músicas, uma coisa Sullivan e Massada. Admiro quem consegue ganhar a vida transformando um hit estrangeiro em legítimo trash nacional. Tipo Gisele, a Madonna capixaba, ou Vou de Taxi.
Trabalhar em programas de clipes com letras traduzidas também teria seu valor, já que fico sempre querendo fazer minhas próprias traduções- as faria menos literais, seguindo o som das palavras em cima de uma idéia geral da coisa.
Tenho passado algum tempo puxando ferro ouvindo músicas inspiradoras e descobri que nada como um bom electro pop para a esteira. Tomcraft é imbatível para segurar o supino declinado.
O set Vibe ferro começa com Me and My Man, do Chromeo – que arriscaria em versão gay nacional um Eu e meu Homem.
Bobagenzinhas para sair da janela vizinha do Word com texto do novo livro, que agora entra na contagem regressiva de um dígito. E na espera do namor, que enrola pra chegar.
*
E volto a pensar nas linhas da testa. Há uns quatro anos escrevi um artigo chamado Botox or not Botox para a Folha após uma visita ao dermatologista. Não descarto nenhuma possibilidade, mas acho que ainda não chegou a hora.
Estive com Bivar há umas duas semanas. Meu ídolo de adolescência, um dos personagens que me fez crescer o fascínio por São Paulo. Já o tinha visto, mas não conhecia pessoalmente. O cara já passou dos 60 e com todas as linhas, tem um puta charme.
Como diz cinqüentão Bruce Willis, 50 é o novo 40. Seguindo esse raciocínio , será que 40 é o novo 30 ?
Só o 30 que continua lá no mesmo lugar.
| Escrito por André Fischer às 01h14 | ![]() |
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Sexo, LeitMotif & Rock´n´Roll
15/07/2005
Há três semanas tenho vivido intensamente a cena punk rock no Rio, Sampa e DF. Ao contrário do que muitos pensam, está longe de ser uma cena homofóbica. Muitos garotos e garotas (vááários lindinhos) são gays e expressam abertamente sua orientação sexual sem maiores problemas.
O que me parece diferente dos ambientes gays é a carga de sexualidade nos ambientes. Em boates e bares freqüentados majoritariamente por gays o leitmotif é o sexo.
Mesmo em lugares que não são de pegação, a energia sexual é alta. Antes que os desiludidos com a homossexualidade ponham as manguinhas de fora, devo acrescentar que estes lugares em nada diferem de antros de catação hétero, como os clubes da Vila Olímpia.
A impressão é que quando existe uma motivação outra para o encontro das pessoas e as orientações sexuais se misturam, o ambiente muda.
Não digo que não me divirta nas noitadas mais quentes, mas acho que tudo tem seu tempo. Após freqüentar durante tanto tempo uma determinada cena, é muito refrescante mudar de ares.
Acho que o bom é dar uma variada mesmo. Abre horizontes e torna a vida mais diversa e divertida.
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Continuo triste com a crise política, mas não dá pra agüentar a Hebe Camargo chorando por causa das denúncias de corrupção no governo petista. Tenho muita simpatia por ela, mas não é possível esquecer que se trata de uma malufista de carteirinha, que não derramou uma lágrima sequer diante dos bilhões comprovadamente roubados pelo mega-picareta.
Cara-de-pau ! Pode ser meu lado punk que anda aflorado, mas me deu vontade dar um murro na TV.
| Escrito por André Fischer às 12h23 | ![]() |
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Punk: Não dá pra não ser
07/07/2005
Desde que começou a mostra Punk 30 Anos tenho pensado sobre o que é ser punk hoje e convivido com muitos punks das antigas e com aqueles que se chamam de terceira geração do punk.
Você acha que o punk ficou lá atrás nos anos 80 ? Ledo engano. O mundo está mais podreira do que há 30 anos e ser punk, seja de corpo e alma ou só de alma, é uma maneira de se manter vivo. 
Não estou falando em cabelinho moicano ou calça da Anni Futuri com rasgos. Até aí qualquer mauricinho pode chegar. Estou falando da atitude. Não se conformar, não se acomodar e agir no sentido de transformar as coisas, pelo menos nas que estão a sua volta.
Junto com isso vem o som mais pesado e uma puta falta de saco pra agüentar a babaquice alheia.
Com a mauriçada, hétero ou gay, mantenho uma postura de quase condescendência. Trata com a maior gentileza do mundo. Mas às vezes uso aquela técnica básica de imaginar o mundo explodindo enquanto mantém o sorriso civilizado.
De quebra, só estou conseguindo usar preto...
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Acordei com a imagem da estação de King´s Cross, bem do lado da casa do meu querido amigo Paul onde fico em Londres, toda fudida. Da última vez que estive por lá fiquei na paúra de andar de metrô, agora vejo porque. Da próxima, se estiver quente e sem chuva (very unlikely), só vou andar de bicicleta. Com Al Qaeda não se brinca.
| Escrito por André Fischer às 20h15 | ![]() |
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