BLOGS: Blog do André

Blog UOL

Finde gaúcho explicita dicotomia noite-dia

31/08/2004

Apesar de ter decidido reduzir viagens para poder ficar mais em minhas casas, não pude recusar o convite para apresentar o Mix em Porto Alegre, cidade que tenho um carinho especial e não ia há dois anos.
Deveria ser um finde de ferveção. Afinal de contas havia duas festas do Mix programadas, além da tradicional ida ao Ocidente e ainda tinha que conhecer a sede nova do Um Real.

Só não contava que minha fase valesse também em turnê. Fiquei muito pouco nas festas e nem a animação do povo no Venezianos me fez resistir além da uma da manhã. A super população de meninos lindos no Ocidente também não foi suficiente para me fazer dançar Satisfaction.
Para completar minha decepção comigo mesmo, nem fui ao novo Um Real. E olha que disseram que os agroboys da ExpoInter estavam todos lá.

Teve ainda a tal festa no cais do porto, uma coisa metida a moderna. Os patrocinadores eram os picaretas da Brasil Telecom (lembra, aqueles que podem estar espionando suas ligações). Não me senti à vontade. Por mais que minha correção política esteja em banho-maria, tem coisas que simplesmente não dá. Um mínimo de coerência ideológica é necessária, pelo menos para mim, para continuar vivendo.

Os programas favoritos acabaram sendo mesmo o folclórico Brique (adorei ver a Luciana Genro pedindo assinaturas para viabilizar seu inútil PSOL e o candidato Lobisomem pregando o voto em seres inumanos), o almocinho natureba do Ocidente (exageradamente nomeado Banquete Hindu), outro na casa do Bernardo e footing na Padre Chagas e Calçada da Fama.Todos diurnos.


Será que estou trocando a noite pelo dia ou é só uma fase passageira? A diferença é que estou valorizando o direito de me permitir fazer nada.
Atualmente na noite pouca coisa me entusiasma. Já disse aqui e repito: I´ve seen it all, I´ve done it all.

O dia oferece possibilidades mais atraentes.
O mais inteligente a fazer me parece ser relaxar e esperar para ver o que rola.  Até porque saturno sai da 8 essa semana, mas volta no começo do ano que vem...

Vamos ver se a chama do fervo reacende no verão canadense.


Escrito por André Fischer às 11h52 Comentários Envie

O final infeliz de Sex and the City

24/08/2004

Se você já assistiu o derradeiro episódio de Sex and the City ou não se importa em saber o que vai acontecer, pode continuar. De qualquer forma, é bom saber, antes de começar, que o blog desta semana é papo para fãs do seriado.

 

 

Fiquei bastante decepcionado com o capítulo final. Cafona, piegas e sem humor, para dizer o mínimo.
Pelo especial da semana passada, com entrevistas com pessoas da equipe, deu pra notar que estivam todos deprimidíssimos por estarem se despedindo de um mega sucesso de seis temporadas. Inclusive, e principalmente, as roteiristas.

 

Mas uma hora inteira de duração sem uma gracinha sequer...forçaram a barra demais.
Além disso muitas situações pareciam escritas para personagens diferentes.
Miranda fazendo a linha nora dedicada com a sogra que sempre odiou ? Muito pouco provável.
Carrie não tinha o telefone de nenhum dos fãs parisienses e ia abandoná-los sem pelo menos passar no restaurante para dar um aviso ?

Big, que sempre foi o mais cool de todos, ter um ataque de cólera porque achou que Petrovsky havia dado um tapa em Carrie e subir seis andares de escada no Plaza Athenée ?

Claro que houve momentos emocionantes. Desde National Kid dou uma choradinha em capítulos finais de meus seriados favoritos e pude me emocionar um pouco.

 

A bebê chinesa de Chalotte, a declaração de amor de Smith por Samantha que está – acredite se quiser- sem tesão, o desencontro de Carrie e Big na Place de la Concorde,  a maneira fofa de revelar o nome real de Big pelo bina do celular de Carrie.

E ainda o charme de ter Carole Bouquet, fazendo a ex de Petrovksy, almoçando com Carrie no Kong – o maravilhoso restaurante de Phillippe Starck no Pont Neuf.

Gosto da idéia de Carrie e Big ficarem finalmente juntos. O melhor namorado que ela teve, para mim foi Aidan. Mas com esse ela pisou na bola demais. Bacana Big abandonar Nappa e voltar para Nova York para eles ficarem juntos. Estive em Nappa em um spa nos anos 90, no auge de meu entusiasmo com a California. Adorei, mas achei um tédio. 

Mas a seqüência de cenas repetindo a palavra amor, urgh...Estava mais para Dawson´s Creek ou Felicity do que Sex and the City. E o que dizer de Samantha na pior cena de sexo da história do seriado?
Fiquei com a impressão que todos ali se levaram a sério demais e resolveram dar um tom solene para esta despedida.

 

Tudo tem um lado positivo. Vou continuar fã de SatC para sempre. Devo rever os episódios que já vi n vezes e ir atrás dos 10 ou 12 entre os 90 e tantos que não assisti.
Mas pelo menos não vou me sentir órfão. Nada como um ducha de água fria no final para se cair na real.
Nada é perfeito...


O que você achou do capítulo final ?


Escrito por André Fischer às 10h42 Comentários Envie

Tamanho, tamanho, tamanho

19/08/2004

Sem ter medo de chover no molhado, vou levantar a velha lebre da importância do tamanho na criação de uma conexão física e sentimental entre dois homens. A questão vale também para as mulheres que gostam de homens.

O que me fez requentar o assunto foi uma certa mudança de opinião sobre o tema e uma história que ouvi esta semana de um amigo quarentão gaúcho. Ele próprio muito bem, sempre foi um admirador confesso dos muitíssimo bem-dotados e autor de uma declaração que na época me fez tremer :“ Para me apaixonar por alguém, é preciso que seja rico, bem dotado e passivo”. Critiquei-o sobre a superficialidade de seus critérios de seleção. Já havia namorado caras ótimos, interessantíssimos entre o M e o P.


Pelo jeito, ele abriu mão de pelo menos um dos itens: a riqueza material. Está morando com um garoto de programa de 18 anos que conheceu no Um Real. Diz e parece estar feliz, comendo diariamente um tipo bem seu tipo. No mais completo clichê, a cada presentinho o moço se mostra mais dedicado.
Bom para os dois: não precisam mais batalhar para encontrar o que cada um procura.
Já havia comentado em um blog (veja na lista de anteriores em 29/10/02) sobre a importância de fatores físicos no sucesso de um relacionamento.
A pegada e a química da pele são fundamentais. Mas não são tudo.

Um dado estatístico é o fato de bens dotados, sejam feios ou bonitos, são recordistas de audiência nas seções eróticas do Mix e Sexapil.

Nos últimos tempos tenho compreendido melhor o fundamento size queen. Nem falo em Matthew Rush. Não busco muito além do que ofereço. 
Só acho que o descompasso considerável de tamanhos pode ser tão ou mais intransponível que descompassos grandes de dinheiro, formação ou idade.

Mas que a questão do tamanho (além do shape e rigidez) tem uma importância bem maior...ah isso não posso negar.

 


Escrito por André Fischer às 20h24 Comentários Envie

Enchi do frio

12/08/2004

 

Comecei a escrever sobre o centenário do glorioso Botafogo mas cheguei à conclusão, ainda no primeiro parágrafo, que, mesmo os blogs sendo por princípio auto-referenciados, ninguém merecia.

O que anda me incomodando de verdade nestes dias, mais do que o cretino do Bush, a cara-de-pau do Maluf ou a cotação do Euro, é a temperatura.

Sempre gostei do frio. Quando morava no Rio, forçava a barra para usar um casaco.
Acredito , e já falei muito sobre isso, que o rodízio de estações criaria uma possibilidade maior de amadurecimento ao contrapor períodos de grande exposição física e outros de maior resguardo. Sem contar a chance de um guarda-roupa mais completo. Geralmente os moradores de cidades de clima tropical-equatorial têm modelões de frio lamentáveis, só comparáveis aos biquinis de gringas do meio-oeste americano.

Já passei muitos invernos abaixo de zero e adorava. E já defendi publicamente, às vezes sem noção, as temperaturas baixas.
Um dos primeiros micos que paguei na imprensa (sim, já paguei vários...) foi uma matéria para o Estadão sobre pessoas que gostavam de frio. Posei de carioca que veio para Sampa para poder viver as quatro estações. E a foto que tirei de casacão fingindo que congelava acabou saindo imensa na capa do caderno Cidades.

Para namorar o frio é ótimo. Dormir agarrado a noite inteira, tomar um tchai ou um vinho...O clima de casa muda completamente quando a lareira está acesa... Poder tomar um banho escaldante também não tem preço.

Só que em São Paulo faz frio praticamente sem parar desde maio. Antes disso passei frio em abril em Paris e Londres e nesse meio tempo neve nos Andes.

Pela primeira vez na vida estou no meu limite de frio, que anda mudando até minha rotina. Não tenho saco para sair de casa para quase nada e com isso a vida social foi pras cucuias. Parei com a academia há quase dois meses, nem as Olimpíadas me emocionaram para voltar, e por conta disso ando tendo que controlar - ela primeira vez na vida- o que como.

 Gosto de andar pelado ou quase sem roupa em casa, mas na minha, assim como na maioria dos lares paulistanos, faz um frio absurdo e raro é o dia que não fico de ceroula, abrigo e pull over.  
Até meu fogo anda meio baixo.

Infelizmente acho que tem a ver com a idade. Meu pai bem que me avisou que o corpo muda a mediada que se avança nos 30. Nunca dei muita trela, mas agora começo a sentir. Entendo bem aqueles septuagenários que se mudam pro Guarujá, Copa ou flórida.

Não vejo a hora de fazer uma temporadinha carioca. Os locais reclamam do frio, mas tenho certeza que nada se compara com a friaca paulistana.
Sábado tem uma atividade bacana da Soninha. Vamos capinar e plantar flores numa praça linda, mas detonada, na Pompéia. Depois zarpo fora...

E você, o que tem feito para agüentar a friaca ?


Escrito por André Fischer às 16h51 Comentários Envie

Porque continuo fora do Orkut

04/08/2004

Ontem de manhã Cláudio me ligou querendo informações sobre um dos meus fãs no meu Orkut. A colocação me pegou totalmente de surpresa. Eu sequer me lembrava que tinha um perfil no Orkut !

Em janeiro deste ano Luca me mandou uma mensagem me convidando para entrar no Orkut. Nunca tinha ouvido falar nisso e foi necessária uma explicação sobre esta rede. Apenas para ser gentil, preenchi um perfil meio que na pressa, sem ter muito idéia do que estava fazendo. Na época achei meio bobo o negócio. Me pareceu uma versão 2.0 do fotolog, que considerava na época uma suprema expressão da falta do que fazer. Sequer respondi ao Luca nem incluí em sua lista de amigos.

Com um blog no ar há dois anos e meio, me considero um jurássico nessa onda.

Aos poucos fui recebendo convites de amigos, conhecidos e desconhecidos para participar de suas comunidades no Orkut. Geralmente agradeço a deferência e explico que não tenho tempo para entrar. A ladainha de sempre dos 400 e-mails diários e tal.

Já havia visto páginas de várias pessoas com amigos viciados em Orkut. No Valle Nevado a cada vez que voltava da montanha, encontrava a Nina parada na frente do computador. Vi os perfis de vários conhecidos, achei bacana a rede estabelecida, mas tive que ter aquela conversa séria com ela, mostrando que estava viciada. Outro dia a Renata e Suzy me fizeram ver os perfis delas e acabei dando uma olhada na rede de amigos delas. Achei divertido navegar pelos amigos dos amigos. Depois foi no estúdio do Daniel, que tinha acabado de entrar.

Hoje resolvi entrar pela primeira vez no Orkut sozinho. Primeiro tive que pedir meu log in de novo, pois não tinha idéia de como havia me registrado.A senha foi fácil, pois uso sempre a mesma em todos os lugares justamente para evitar esses micos.
Duas horas depois de passar por uma infinidade de perfis de conhecidos tive que me forçar a sair. O vício estava se apoderando de mim também. E nem postei mensagem alguma, sequer modifiquei meu perfil. Só na  loucurama de ver perfis de amigos, dos amigos dos amigos, dos amigos dos amigos dos amigos e por aí...

Comecei a pensar em entrar de verdade, mas fico pensando onde vou encontrar tempo para administrar mais esta tarefa diária. E ainda tem a tensão de ficar contabilizando o número de amigos. Colocar uma foto, com nome e número de amigos me soa mais opressor do que colocar a idade. Não deixa de ser um teste de popularidade. E nem festa de aniversário gosto de fazer, pelo trampo e justamente por significar uma prova a sua popularidade.

A tentação é grande, mas prefiro passar. Mal tenho tempo para encontrar os amigos na vida real, que falar os novos que devem pintar a partir daí. Não digo que seja para frente. Pode ser que daqui a pouco não resista mais e entre de cabeça. Aí vai ser bom, pois vou ser carne nova no pedaço e me entusiasmar quando todo mundo já estiver meio cansado...

E você, já está viciado ?


Escrito por André Fischer às 12h33 Comentários Envie


Busca
Infomix
Receba o boletim de notícias do Mix no seu e-mail.
2006 - MIX BRASIL - © Todos os direitos reservados
XML/RSS Feed
O que é isto?