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Tudo de bom no Rio

29/06/2004

 

Fim de semana animado em terras cariocas. Sexta rendeu bem o trabalho, vai ter mesmo o Mix em Niterói este ano. Pra cima e pra baixo de Vespinha fiquei podre, a ponto de não conseguir ir ao show da Tati. Mas toquei Fama de Putona em sua homenagem no carro na Parada.

Sábado foi dia de dar uma de tio e fazer imersão na Fashion Rio. Visitas aos stands amigos, bate-papos ótimos com conhecidos, uma animação total. O Mam não poderia estar mais lindo, iluminação deslubrante. Em termos cenográficos ninguém bate o Rio. Mas os desfiles...ai meu Deus.

As tendas são pequenininhas, o que até seria um charme. Mas ficar 15 minutos no escuro vendo o cara passar a fita com os patrocinadores para frente e pra trás, depois a tela do Windows...mico desnecessário. Na seqüência as vinhetinhas pobrinhas e uma lista interminável de comerciais de patrocinadores e apoiadores. Será que aquele povo todo pagou para estar com a marca lá ? Se pagou, quanto? O evento não parece ter dinheiro. Os desfiles que assisti não ajudaram muito, deu até uma certa peninha.

Mas domingo era o que interessava. O dia não podia estar mais lindo. Solzão em Copa. Nosso carro, com os amigos da Loca e Disponível estava incrível. O mais bem decorado (com direito a Leia Bastos pendurada, muita fumaça, chuva de confete prateado, balãozão amarelo lá, gogos vestidos de anjos, gente bonita, line up de DJs.... até Naomi foi ;-)
Minha mãe jornalista assistiu a Parada toda da rua e disse que o nosso era “o único”. Sei que existe uma certa corujice nesta observação, mas conto também com alguma imparcialidade profissional dela.

Nos primeiros anos critiquei a escolha da Atlântica para a Parada. Realmente com meia dúzia de gatos pingados era deprimente ver mais gente atravessando para ir à praia do que na passeata sem som. Mas com o número estrondoso de 400 mil, que coloca o Rio entre as 10 maiores do mundo (vamos esperar a rodada acabar em julho para ver a colocação definitiva neste ranking), já muda tudo de figura.

Engraçado ver o Brasil se transformar no país das paradas gays. Como elas viraram grandes carnavais, ainda não consigo vislumbrar o que isso vai mudar a nossa vida no curto e médio prazo. Mas a longo prazo acho que muda a geração que cresce sabendo da existência de gays como um grupo visível e relativamente organizado, pelo menos.

Depois dos elogios todos, só fazer um xoxozinho de leve. A Parada começou duas horas e meia depois da previsão inicial das 13h e a concentração aconteceu no Leme e não no Copacabana, como previsto. E ainda me incomoda muito pelo terceiro ano consecutivo aqueles globais todos, heterossexuais convictos, mostrando como são simpatizantes. Entendo o espírito da coisa, é isso que leva multidões, mas fica uma coisa meio paternalista tipo “olha só como nós gostamos dos gays”. Gay e lésbica que é bom, dando as caras, necas. Mas tudo bem. A esculhambação faz parte do jeito de ser carioca e é justamente por isso que o clima é mais amigável por parte da organização e entre os participantes.

Agora a gente comemora. Depois pensa melhor no que fazer ano que vem.

Dá uma olhada nas fotos que fiz na Parada.


Escrito por André Fischer às 11h15 Comentários Envie

Chorei com Cazuza / O tempo não pára

24/06/2004

Fui assistir Cazuza há três dias e até agora ando pensando no monte de coisas que ele detonou, me pego o tempo todo cantarolando suas músicas. Fui ao cinema com um pé atrás, pois muitos amigos falaram mal do filme. Realmente existem sérios problemas de roteiro e edição e a semelhança com o datadíssimo Bete Balanço é inegável. Outro ainda disse que o filme não faria o menor sentido para um estrangeiro.

Mas eu sou carioca, vivi tudo aquilo de muito perto e me emocionei demais.

Vi o Circo Voador no Arpoador, mas não tive coragem de freqüentá-lo. Na época era um caretinha morador do Leblon que entrava na adolescência e tinha medo dos maconheiros que povoavam o outro extremo da praia.


Poucos anos depois, ao entrar na FEA, já freqüentava os doidões e o Barão Vermelho embalava minhas noitadas. Enquanto os EUA viviam a caretice yuppie, em Ipanema o desbunde se mantinha à toda, com o fim da ditadura.

Estive em shows históricos no Morro da Urca, fazia Columbia e vi algumas vezes Cazuza por lá. Pude checar sua forma física no auge no vestiário da academia, matando de inveja um amigo que era apaixonado por ele.
Cazuza estava sempre no RA justamente na época em que mais freqüentei o Baixo, lembro bem da turminha dele pagando uns micos.


Quando amigos começaram a ficar doentes da maldita, Cazuza era uma referência. Dois deles haviam transado com Cazuza, brincávamos que compartilhavam um vírus pop.  
Parei de comprar Veja desde a lamentável capa decretando a morte de Cazuza. Chorei no momento que ouvi no rádio a notícia de sua morte, estacionando o carro na minha casinha na Cruz Torta.

 

O filme tem cenas lindas, como o momento em que ele sabe do resultado do exame correndo na Farme, quando o pai expulsa os doidões de casa. Mas o que mais me chocou foi me dar conta que tudo aquilo aconteceu em tão pouco tempo. Em 85 eu estava lá assistindo o Barão no Rock in Rio. Dois anos depois Cazuza já estava fazendo tratamento em Boston. Nesse curto período o Barão estourou, Cazuza saiu e fez carreira solo. Eu era new wave, virei dark, larguei a faculdade, fui morar fora, trabalhar com publicidade, casei, mudei de cidade, montei uma empresa. Tudo muito rápido.

Na época me angustiava por achar tudo muito lento. Fazer o corte no tempo e entender o processo que vivi naqueles anos Cazuza me fez entender melhor a cronologia da minha vida em um momento de formação e querer viver agora, mais do que nunca, cada momento em toda sua intensidade.


Escrito por André Fischer às 10h53 Comentários Envie

Meu finde fashion/ A pobreza vira moda

21/06/2004

Acabei caindo de cabeça nas movimentações da São Paulo Fashion Week neste final de semana. Sábado foi dia do lindo desfile do Carlos (Tufvesson). A cariocada amiga baixou em peso, uma torcida organizada hype que invadiu a cidade e aproveitou para fazer os modelões de frio.

Fiquei meio passado com a decoração da Bienal deste ano. Aquelas pichações nas paredes me deixaram constrangido, quase mal-humorado. Meu bairro vem sendo atacado por pichadores, que detonam os muros, acabam com os imóveis. Será que quiseram dizer que pichação é fashion? Achei de mau gosto, um desrespeito com a cidade. O tema deste ano é a falta de dinheiro, ok. Mas com certeza haveria uma solução melhor sem gastar. Que tal deixar tudo branco?  Super admiro o Paulo (Borges), mas foi uma pisada de bola.
Brindes, muito poucos. Menos gente nos corredores. Acho, que como a  Internet, o mercado de moda vai reconhecendo seu real tamanho. E bem estranho começar um desfile de moda com o comercial NADA fashion de Brahma. Pelo menos depois vinha a Naomi para salvar.

Como estava com hóspede arquiteto, demos um pulo no Unique para um reconhecimento de área. Ele quis tirar foto em um sofá incrível dos Campana no lobby, mas quase nos proibiram. Fingi que era gringo, que não entendia português e fizemos a foto anyway. Depois de passar pelo Fasano só para um Olá Querida, nos jogamos no japinha tranqüilo com mais amigos cariocas.

Tentamos ver o show da Verafisher (a banda), mas passamos o show (que dura 15 minutos) na fila.

Problemas do excesso de VIPs na cidade. Estava curtindo o som, a moçadinha bonita mais HT, mas os cariocas queriam fervo. Fervo gay, bem entendido. Deixamos os rapazes na porta do Ultra, que domingo era dia de acordar cedo.

 

 

O primeiro desfile, já às 14h, foi do Dudu e Rita (Neon). Uma delícia ver amigos fazendo desfile fofos, super profissa mas sem perder o clima lá-em-casa.

                                                        Uma coisa café da manhã com Absolut.

De lá um pulo na Liberdade para comer umas porcarias na feira, comprar cogumelos e bifuns, e mais um olá no Spot, para mais uma comemoração com a cariocada.
De volta à Bienal, tento ignorar as pichações. Pulinho básico na Erika e encontro mais uma penca de amigos: é dia de desfile do Sommer.

Delicinha ficar lá na arquibancada, fazendo parte do grupo que senta em almofadas. Parecia os primeiros dias de MorumbiFashion, quando os amigos sentavam no chão da passarela quando faltava espaço na primeira fila. Depois a Osklen, ao contrário das últimas coleções, não me disse nada. Talvez uma bermudinha preta, mas o encanto dos dois últimos desfiles não rolou.

Já acho que não volto mais à Bienal esta temporada. Muita coisa a fazer, textos às pencas para entregar, um novo livro a lançar e outro a escrever. Fora a preparação para a Parada do Rio e a correria para o break para esquiar. Ninguém é de ferro...


Escrito por André Fischer às 15h34 Comentários Envie

O que fazer para se aquecer / Altos e Baixos na terra da balada

17/06/2004

A vida vai voltando ao normal na semana pós-Parada. Isso significa balada quase toda noite, após 10 horas diárias no escritório e uma passadinha na academia só para manter tudo em cima. Meu carioca não entende muito bem essa rotina. Tento explicar que em Sampa faz quase parte do trabalho encontrar pessoas na noite. È lá que se trocam informações em um clima mais informal e muitas vezes são armados encontros de negócios que se concretizarão no dia seguinte. Conceito difícil de entender onde a noite se resume a tediosas repetições dos mesmos lugares que funcionam dois ou três dias por semana.

 

Com companhia o melhor a fazer é ficar em casa agarrado, desfrutando de momentos românticos e bom sexo. Mas sozinho e com o frio que anda fazendo, fica mais prático sair para tomar uma pinga em um bar do que esperar a lareira esquentar a casa.
Gosto da rua. Passear pela cidade só para ver o fog intenso das últimas noites já vale a pena.

Essa semana rolou a festa do povo da Trip em uma locação inacreditável no Ipiranga. Gente linda, 100% heterossexual. No es mi gente, mas consigo me divertir até em ambientes estranhos ao meu feijão-com-arroz. Engraçado ir a um lugar com mais de mil pessoas e não conhecer quase ninguém. Angélica e Luciano Huck não contam. 

 

 

Após uma performance razoável na sinuca, ontem caí no Bar da Dida. Conversei com uma desconhecida sobre o fato de ao mesmo tempo andar bem satisfeito com a vida e ter dificuldade para me entusiasmar com fatos e festas. Ela veio com a teoria de que o contentamento interior tiraria importância de eventos exteriores. Demorei a entender, mas acho que faz sentido. Gurumayi diz que quem atinge a iluminação passa a sentir menos as variações externas de temperatura. Estou longe deste ponto, mas acho que tem um pouco a ver com isso. Os altos são menos altos, mas em compensação os baixos são menos baixos.

Mas que não tenho mais lá muito mais saco pra Fashion Weeks, Festivais, Paradas, ah isso preciso confessar que não tenho. I´ve seen it all, I´ve done it all. Não deixo de ir, mas estou esperando novidades. Pelo jeito se quiser, vou ter que fazer.


Por enquanto vou me distraindo nas baladinhas de sempre, curtindo namorado, família e amigos queridos, pensando em pratos novos, caçando músicas na rede, escrevendo muito... 


Escrito por André Fischer às 13h11 Comentários Envie

É foda virar gente grande

12/06/2004

“O medíocre mas esperto sr. André Fischer lançou calúnias contra seus inimigos da Parada Gay, como já fizera antes. Representante de um grupo de empresários descontentes com os rumos políticos da nova diretoria da Associação da Parada GLBT de São Paulo, o sr. Fischer não tem direito de vomitar seu ressentimento em cima dos leitores. Um mínimo de ética faria bem para seu currículo.
João Silvério Trevisan, 59, escritor e cineasta”

Foda, né ? Fui obrigado a passar a quinta do feriado pensando na resposta que daria a esta carta recebida e publicada pela Revista da Folha. Fiquei bem passado com a virulência do ataque, mas amigos com quem comentei o fato me disseram que não deveria esperar algo muito diferente do Trevisan.

João Silvério foi uma de minhas primeiras referências no chamado mundo gay. Li seus livros e o conheci no começo dos anos 90, antes do Mix. Sua passionalidade e entrega total aos sentimentos são a força de sua premiada obra literária. Mas essa mesma torrente de emoção impediu um envolvimento mais próximo, pois me assustava a maneira como amava e odiava sem nenhum limite. O vi brigar de morte com James Green, Marta Suplicy, Beto de Jesus só para citar uns poucos de uma enorme lista. Agora pelo jeito chegou a minha hora.
Fico triste em ver alguém cujo trabalho admiro se perder no desatino do seu próprio ressentimento, uma postura muito triste com relação à vida.
É evidente que não faço parte de grupo de empresários e escrevi sobre as coisas erradas que vejo acontecendo na organização da Parada. Para começar o clima pesado, a brigalhada horrorosa que foi estabelecida há mais de uma ano.

João Silvério é seguramente a única cabeça pensante do atual grupo à frente da Parada. Alguns ali são até bem intencionados, mas todos são muito, muito fracos e sem expressão.

Acho lamentável ver aquele grupo vivendo uma espécie de surto psicótico coletivo, brigando com todos à volta, se batendo para segurar em suas mãos algo que não lhes pertence, mas à comunidade que eles não representam.
O motivo de tanta ira foi o artigo que escrevi na semana passada relatando justamente a inaptidão da atual diretoria da Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo e chamando atenção para algumas irregularidades.
Já fui ameaçado várias vezes por este grupo, a cada vez que aponto os erros que estão cometendo.

Recebi durante toda a semana passada inúmeras manifestações de conhecidos e desconhecidos na rua de pessoas concordando com a necessidade de tornar mais transparente um trabalho que me parece no mínimo equivocado e que pode causar um retrocesso com relação ao que se conseguiu conquistar nos últimos anos.

Ativistas que me criticaram em listas públicas sobre o erro de timing do artigo, concordam em PVT que a atuação da atual diretoria deve ser examinada, mas acreditam que se deveria esperar passar a parada. Mas, como repeti várias vezes, não sou militante, mas jornalista. Meu compromisso é com a informação e com o que acredito.

Mas só não posso deixar que estes ataques estraguem meu dia dos namorados, nem a minha parada. Sim, a minha e de um milhão de pessoas.

Um jornalista muito importante ligou dizendo que eu deveria acreditar que “o que vem de baixo não atinge”. Não é bem assim, mas o conselho serviu para seguir em frente.

Aproveitar esse friozinho, curtir o clima romântico e celebrar com os amigos nosso Orgulho. 


Escrito por André Fischer às 19h17 Comentários Envie

Minha Vida de Baiano

08/06/2004

Cheguei em Sampa em mais um dia frio depois de um finde bem simpático na Bahia.
Dia da mais pura e cansativa administração de pepinos, desde a preparação para a parada, repercussão meio retumbante de um artigo na Revista da Folha deste domingo e atraso na entrada no ar do site novo. Além de tudo isso, quase 700 e-mails me esperavam com um monte de urgências. Será que para virar gente grande é mesmo preciso tanto trampo ?

Agora são 22h, ainda estou no escritório, morto de cansaço. Pela minha frente, dois sociais queridos: festinha da Luana Piovani, inauguração da casa nova do Angelo e show da Verafisher, a banda. Paro agora um segundo para organizar idéias e descansar escrevendo algo mais light.

Fui para lá objetivo era tocar na festa Pride e depois participar da Parada Gay, mas com direito a uma prainha. Como ainda mantenho o objetivo de perder a marca da sunga, o mergulho no Porto da Barra acabou acontecendo já à noite.
Acabei fazendo programas pouco variados, mas que me deram a certeza de que meus prazeres são os mesmos onde quer que esteja.
Acabei baixando na Off duas vezes, na 6ª, saí cedo justamente quando estava lotando. Voltei no domingo , depois da Parada, para ver a casa mais tranqüila, mas com um som bem mais cool, diferente da gritaria de divas de duas noites antes.

Bacana o povo de lá, cheio de homens bonitos. Mas os mesmos nos dois dias, na praia e na parada. Um amigo soteropolitano se queixa da preguiça imensa de ver sempre as mesmas caras. Achava exagero, agora o entendo um pouco mais.


Apesar do pedido dos organizadores da festa para que não comesse comida baiana para evitar o risco de um piriri na hora de tocar, almocei com novos amigos na Dadá de Patamares, depois de um programa típico de paulista (ida ao Shopping Barra).  Dois cadinhos e  quatro pratos de caminhoneiro mais tarde pude verificar que minha alergia a camarão está diminuindo. Mesmo catando aqueles belezas rosadas, todos os pratos usavam camarão em sua confecção e não tive glote fechada, nem empolação muito menos piriri.

À noite outro casal querido me levou para uma maratona culinária, que incluiu um papo hilário com a Dada na cozinha dela e um pulo em um japonês, o belo SoHo para a enésima caipirinha do dia. Dois quilos mais gordo e tendo que chupar a barriga para manter (ou tentar manter) a linha me dirigi ao trabalho.

Festa bacana, numa ruína no Comércio. Rolou um suadouro não sei se pelas muquecas e punhetinhas todas ou se pelo fato de descobrir que três dos cinco CDs que havia preparado especialmente para o set na Pride não estavam rolando. O improviso, que inclui algumas músicas que nem toco mais, parece ter agradado.No dia seguinte a surpresa da Parada, um sucesso estrondoso mesmo depois do chuvaréu. No começo achei que ia micar. Dividi guarda-chuva com amigos e insisti em não subir logo para os carros, rodando na rua para sentir o clima. Mott se mostrava tranqüilo, mas meio receoso de 6 trios elétricos serem um certo exagero. Mas não foi.

Fiquei impressionado com o bom comportamento da multidão. Ao contrário do que esperaria de um carnaval soteropolitano, tudo muito organizada e bem comportado. Folia pura, com um nível de aqüendação bem baixo se comparado à Parada de Sampa.
Dureza foi voltar cedo e ir para o aeroporto com a praia gritando.


Como ando meio fora do circuito e essa semana vai ser toda na função Parada saio daqui a pouco para tomar um banho, comer alguma coisa e encontrar os amigos. Se sumo muito, corro o risco de acharem que me mudei de vez pro Rio.


Escrito por André Fischer às 14h20 Comentários Envie

Figurinha repetida não completa álbum ?

02/06/2004

"Figurinha repetida não completa álbum”. Essa máxima é um clássico da solteirice mas que pode também ser aplicada aos casados mais soltos.
Em uma cidade como São Paulo é uma possibilidade real. Sempre vai haver gente nova entrando no mercado e que merece ser experimentada. Imagino que em Conceição do Mato Dentro deva ser bem mais difícil borboletear sem repetir. Calculo que se rolar alguém interessante (gostoso, gay e disponível) numa pequena comunidade o melhor a fazer é segurar com unhas e dentes.


A troca indefinida de parceiros pressupõe um grande contingente populacional. E que a pessoa também tenha algo a oferecer que gere interesse nos outros.

Seguramente um corpo novo oferece o elemento surpresa, a descoberta constante, aquela excitação de uma conquista.
Faz parte também da natureza masculina a necessidade da variedade. Pode estar na necessidade biológica do macho de fecundar um número de fêmeas para imprimir seu código genético. Machos que gostam de machos mantém o mesmo padrão. 

Mas a não ser que você tenha checado pela webcam detalhes anatômicos antes de marcar o encontro a surpresa pode ser- e o é em boa parte das vezes- desagradável. E mesmo assim na hora h não é raro que a realidade não seja aquilo tudo que a câmera mostrava.

A vantagem de se repetir é exatamente o fato de não existir surpresas. Se foi bom e vale a pena, merece ser repetido.
Se não foi ótimo nem deixou saudade, aí sim é melhor partir para a caça.
Mas tem também aqueles que nem foram tão bons na hora, mas no retrospecto você até reavalia que valeria mais uma tentativa...

Por essas e outras, mesmo com eventuais coceiras, ando preferindo como mote o bom e velho “Quem toma Grapete, Repete”.

E você, prefere inovar sempre ou repetir ?


Escrito por André Fischer às 17h29 Comentários Envie


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