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à Paris

25/06/2009

Muita informação processo melhor na volta.

Facebook e Twitter dando uma ideia.
Muitas fotos no desfile do Gaultier, algumas celebridades, coleção xinfrim.
Ficamos numa decente fila D, ótimo para a primeira cobertura da imprensa gay brasileira na semana de moda de Paris. Out na primera fila.
Depois na Before, In-crí-vel o ambiente dessa festa gay no terraço do Primtemps, vista 360 graus, as mais finas da cidade. 20h ninguém mais entra, filas enormes na loja. E ainda fomos recebidos com pencas champagnes. Estamos muuuuito finos.

http://twitter.com/Andre_Fischer

 


Escrito por André Fischer às 23h01 Comentários Envie

O prefeito não pode

21/06/2009

Semana de profunda reflexão sobre os acontecimentos pós-Parada, daí o relativo silêncio. A morte do moço abre espaço para uma articulação do tipo que hoje após a morte do Edson Neris, mas que se perdeu pouco tempo depois .
É hora de nos juntarmos e não deixar o prefeito aproveitar o fracasso da organização desse a no para nos confinar na 23 de maio.
A Paulista é uma árdua conquista de visilbilidade lgbt.
E um prefeito homossexual, ainda que tenha o direito de ser enrustido, não tem o direito de nos tirar de lá.   

*
Escrevo da deliciosa sala vip da Tam no Galeão,depois de um fim de semana cool , namorando muito, contato com família e arriscando até uma ótima festinha em Santa Teresa.Nada de Fashion Week nessa temporada. Nada mesmo.

*
Essa semana estarei em Paris com agenda lotada. De desfile Gaultier masculino a visita ao Centro Gay, passando por encontros com editores, hôteliers e um tempinho com os amigos. Vou também a Gay Pride, que já foi super bacana e hoje é considerada “assez ringarde” por muita gente.   
Certamente estarei mais pelo twitter, ainda que o blackberry – que se tornou meu maior vício- seja nextel e esteja fora do ar...

http://twitter.com/Andre_Fischer


Escrito por André Fischer às 22h46 Comentários Envie

Só pra foto

15/06/2009

Esse ano mais uma vez a Parada Gay de São Paulo rendeu imagens incríveis no Fantástico e em todos os jornais. Importantíssima a presença não só de prefeito mas também do governador afirmando apoio à causa lgbt. Fantástico. O evento é um sucesso de mídia e segue sendo um dos mais populares do país. É de interesse de todos nós que siga sendo um sucesso.

No entanto nós que estávamos lá não podemos deixar de relatar os fatos verdadeiros. Ficou evidente que o público era substancialmente menor que nos anos anteriores. Com exceção das concentrações na frente do Conjunto Nacional, ajudada pelo fato de haver um trio adicional estacionado do outro lado da Avenida, era bem mais tranqüilo caminhar de ponta a ponta. Não deixa de ser um ponto positivo, pois o gigantismo havia se tornado um problema sério. Mas insistir nos 3 milhões parece ficção à Aldous Huxley.

Houve forte investimento em infraestrutura, com totens informativos espalhados por toda a cidade. Na Paulista havia tendas brancas imensas por toda parte, mas com objetivo de apenas gerarem imagens para os helicópteros, já que nenhuma estava ocupada e se transformaram em grandes mijódromos.

A intenção de mudar o horário dos trios e apressá-los fez com que exatamente às 14h40 passasse pela frente do MASP o último carro. Em anos anteriores, às 14h o primeiro estava saindo. Resultado é que muita, muita gente não viu trio algum. Os trios de sindicatos passaram correndo, grudados um no outro.

Nosso camarote foi um sucesso, chique, com gente bacana, ótima infra. Boas parcerias estabelecidas com Manhunt, Tam, Maná, Maison Depil e Flexx que mostraram que a iniciativa privada gls pode se articular e  renovar o espírito na Paulista durante a Parada.
A partir das 15h30 a ação se transferiu para o fundo, pois já não havia o que ver na Avenida. Mas às 17h45, quando o sol se pôs se era hora de ir embora. Mix Markt funcionou bem no sábado, arraial e shows hilários, no domingo nem tanto.
O evento com editor da Têtu na Livraria Cultura também foi bem bacana. Bom pensar em encontros que são feitos para ser pequenos. Deveríamos aproveitar a presença de muita gente em São Paulo para esse tipo de evento.

Enfim, se é para a Parada ser apenas uma foto, ela é um sucesso. Se for para significar mais, precisamos fazer muita coisa nós mesmos.  


Escrito por André Fischer às 13h13 Comentários Envie

Back to my roots

09/06/2009

Depois de um mês twittando, eis-me de volta ao blog. A questão da ferramenta lá é que ela não foi feita para ser profunda. Nem Nietzsche conseguiria ser profundo em 140 toques. O que acontece é que na maioria dos casos vira um diário um pouco imediatista, sem maiores reflexões. Tenho visto alguns que conseguem, eu não ando com tempo- nem paciência- para tanto. Muitos viram escravos, você pode imaginar a pessoa ali, pres no blackberry prestando mais atenção no texto do que no momento, transformando a vida em pauta. 

Evidentemente editava barbaramente minhas ações, muitas vezes comecei a escrever e no meio batia uma autocrítica gigante: será que isso realmente interessa a alguém? 
Caminhamos para o fim da privacidade, esse é o destino inevitável da humanidade nessa nova era regida por Urano.
Mas até lá melhor usufruir dela, certamente será um privilégio depois de tê-la abandonado em detrimento da exposição pública total.

 


Escrito por André Fischer às 00h21 Comentários Envie

Twitting

15/05/2009

Como estou agora pendurado no Blackberry 24h por dia, acabei caindo no Twitter, atualizando status mei que a toda hora.

http://twitter.com/Andre_Fischer


Escrito por André Fischer às 13h18 Comentários Envie

A gripe suína no mundo

13/05/2009

Uma semana sem escrever. Falta de tempo sim, nem terapia rolou essa semana. Mas muito também por não saber ao certo o que escrever.
 Dias de correr atrás são os mais desgastantes emocionalmente. Cansam, mas dá preguiça dormir.
Nem puxando ferro a tensão alivia. Só subindo uma ladeira imensa de bike e depois descendo com vento na cara. Cidade de ladeiras ajuda muito nessas horas.
*
A medida que a questão gay já está introjetada a ponto de virar uma questão profissional, vem a vontade de militar pela presença e respeito a ciclistas na cidade.  
*
Semana passada houve o primeiro acidente dos Gay Bikers, em mais de um ano de existência. No minhocão, por volta das dez e meia da noite, vínhamos em grupo e um dos nossos atropelou uma assombração que apareceu do nada e sumiu de volta para o nada aparentemente sem sofrer além do susto. Só o ciclista que caiu e quebrou o mindinho.
*  
A gripe suína tem três funções:

- pontuar a globalização: em uma semana uma gripe na cidade do México se espalha por 30 países.

- explicitar como cada povo reage frente uma situação limite. No México, foco inicial do vírus, o presidente vai a tevê pedir que ninguém saia de casae nas novelas os beijos são banidos. No Egito promovem o holocausto total dos porcos. Na China prendem pessoas dentro de um hotel. Na Argentina proíbem a entrada de mexicanos.  Nos EUA da era Obama revela-se que há mais casos do que o imaginado. Aqui o quase pânico antes de se saber que também tínhamos casos virou um como-se-nada-estivesse-acontecendo.

- nos preparar tpsicológica e praticamente melhor para a próxima epidemia mais séria que virá
*
Virando um pouco escravo do Balckberry.  Daqui a pouco só falta twittar.


Escrito por André Fischer às 02h40 Comentários Envie

Filmefobia

05/05/2009

Você faz terapia? Se faz ou se não faz tem que ver Filmefobia, filme de Kiko Goifman que estrou sexta passada em São Paulo.
O filme tem um roteiro e estrutura absolutamente originais, coisa rara no cinema nacional.

Ele parte dos medos de cada um, mas vai muito além. Tem cenas de fechar o olho, sim, mas vai depender da sua fobia.

Pra mim rendeu um sonho bem revelador e uma ótima sessão na terapia.
Brilhante e justamente por isso um filme que não é para massas.

Imperdível. Mas corre, porque não deve ficar muito tempo em cartaz.


Escrito por André Fischer às 15h58 Comentários Envie

Virado à Paulista

04/05/2009

Apostei bastante na Virada Cultural. Na verdade , como todo evento que vira gigante, passa a ter o grande inconveniente da multidão.
Se o metrô na ida parecia Lisboa ou Barcelona e  a Instalação de Fogo no Parque da Luz foi realmente um momento mágico e de paixão por São Paulo, as ordas instransponíveis no palco Raul Seixas, o fraquíssimo set de charme no Largo de S. Bento combinado com um clima pesado e perigoso de briga e as gritarias na região da República deram uma cansada.

Tom Zé no telão do Municipal e Reginaldo Rossi no Arouche foram também bons momentos.
Apresentamos uns curtas na Livraria Cultura do Shopping Bourbon, bacana. Pela tarde tudo parecia novamente mais civilizado. Mas não sei se ano que vem repito.

Certamente a Virada passou a Parada como o principal evento da cidade e certamente tem uma grandeza e um alcance bem maiores. Não apenas pelos 4 milhões de pessoas (nas contas sempre enlouquecidas dos eventos nacionais), mas pela abrangência e pluralidade.

Mas a Parada Gay guarda a especificidade de ser uma manifestação de identidade cultural de um grupo e há uma concentração na Paulista. Esse ano vamos ter o camarote e o Mix Markt, acho que com o desafio devo voltar a animar mais que em anos anteriores.
*
O Presidente do México tocou o terror e mandou btodos ficarem uma semana de quarentena em casa. Pessoas com medo de encontrarem outras temendo contágio. No Egito todos os 300 mil porcos tiveram a morte decretada. Em Hong Kong colocarem 300 pessoas de quarentena em um hotel apenas porque mexicanos que estavam hospedados deram um espirro.
Não parece um tanto obscurantista? Meio fim do mundo?
*
Ai, Botafogo que tristeza.


Escrito por André Fischer às 02h22 Comentários Envie

Aderir ou não aderir

28/04/2009

Sue Johanson acaba de dar uma aula sobre como dar prazer na próstata. Ela sugeriu que a espectadora enfiasse três dedos no namorado. Achei bem animada, eu sugeriria começar com um.
Ela sugeriu também massagem simultânea com a outra mão no períneo. Sabe o que diz a véia. ( será veia segundo a nova ortografia?).

*

Dúvida cruel. Mudar ou não de academia? Aderir ou não ao sistema de chave?

Cada uma tem seus pontos positivos e negativos.
O caminho de bike é infinitamente mais agradável em uma, que cruza o Jardim das Bandeiras, enquanto a outra é pela engarrafada Heitor Penteado. Uma tem mais gente bonita e jovem que a outra, o que determina uma preocupação mais exagerada com o visual maior em uma que em outra. Uma é mais cara que a outra, mas abre domingo.  Uma é mais poluída visualmente (cidade limpa não chegou lá dentro e parece um shopping de logotipos), a outra é mais cool. Uma é mais gay, outra é bem menos.
Mirror mirror on the wall...


Escrito por André Fischer às 01h38 Comentários Envie

Cérebro eletrônico

27/04/2009

 

A questão de seguir astrologia é até que ponto ela dá clareza sobre os ciclos da vida e te prepara para o que está por vir e até onde te deixa impressionar e aprisiona. No final do ano passado detectei um trânsito de planetas que teoricamente me deixaria sem enxergar as coisas com clareza e com grande s possibilidades de tomar decisões erradas até julho. Fato é que deleguei e passei a ouvir muito mais, mas infelizmente tenho dificuldade de tomar decisões. Pode ser pelo trânsito em si ou pode ser apenas por acreditar nele.  A questão é que tem coisa demais acontecendo e não dá para esperar.  Fecha o olho e pula...
*
Trânsito ou senilidade, a memória anda me pregando peças. Saí para ver o show do Vanguart, mas foi ontem. Vi no lugar o show do Cérebro Eletrônico. Tatá Aeroplano é mesmo um gênio. Cama, música nova, faz chorar de tão romântica. Apaixonado, eu sou banana assim...
*
Tentei mais uma vez ir ao Secreto. Sem condições. Era lugar realmente especial mas já foi, patriçada muito radical. Gambiarra também estava com uma fila para quem tem disposição.
To achando mesmo o circuito Sonique-Carniceria-Volt o esquema. O Sonique, mesmo cobrando 40 para homem e mulher VIP é gay antes da meia noite.
*
Vontade de dar umas dicas de marcas, sem nenhum compromisso à Glamurama. Escapei de uma gripe que se avizinhava usando o Primeiros Sintomas da Vick. Tem esse biscoito de cupuaçu e o de castanha do Pará com limão da Frutos da Amazônia. O Yogoberry de chá verde com lichia, Hersheys com pedaços de laranja, Lindt 85%. Ecofit venceu, piraram nos preços e estou achando que volto à Competition, caríssima mas melhor equipada. Mas incomoda demais a aparência excessiva de shopping. Até corner de marca de roupa tem. Meio além da conta.
*
Neo deu pra mijar em cima da bike, enferrujou a corrente. Levei na loja da Pompéia que orçou em astronômicos R$237. Fiquei na dúvida se era eu zura, mas é quase meio salário mínimo para trocar uma corrente. Encontrei um bicicleteiro de bairro, aqui perto e fez por R$55 um ótimo serviço com revisão geral.
Essa crise serve para que retomemos o real valor das coisas mesmo.
*
Vem uma novidade que devem ser noticiada no decorrer da semana. Essa semana também temos que decidir se a Junior vira ou não mensal. É um passo importante, acho que chegou a hora, ela está crescendo do jeito que está, dá uma certa insegurança. Mas também é importante acreditar e crescer. Ai...


Escrito por André Fischer às 02h33 Comentários Envie

Party Out of Bounds

19/04/2009

As noites de sexta e sábado foram dedicadas a música.
Primeiro Beatles num Céu de Diamantes. Gosto dos Beatles como todo mundo, não sou um fã em particular, mas emocionam realmente os belos arranjos e a simplicidade da linha condutora do espetáculos, sem histórias forçadas para juntar  as músicas, apenas bons cantores e bons músicos. Deu vontade de ouvir os Beatles, já comecei a baixar coisas deles. O figurino meio hippongo é meio forçado, certamente seria bem melhor se os lindinhos usassem menos roupa. De qualquer forma para fãs do quarteto, absolutamente imperdível. Em cartaz no Teatro do Shopping Eldorado em SP.

Sábado foi dia de outro quarteto, o B-52s. Já os havia visto no Rock in Rio nos anos 80 e no show da Hípica nos anos 90. Eles estão na estrada há 33 anos, com uma história cheia de hiatos. Tanto que estão em turnê de Funplex, o primeiro álbum desta década. Credicard Hall cheio, depois de um dia meia bomba no Rio.
Os quatro mostram que estão sabendo envelhecer.

Fisicamente estão bem, souberam adaptar seus figurinos à idade. Pulam um pouco menos no palco, mas continuam colocando fogo na platéia e pareciam estar se divertindo bastante.

Cindy Wilson, que já abandonou a banda e passou por fortes períodos de depressão, parece estar especialmente bem. O cabelão compridíssimo louro branco funciona especialmente com o ventilador constante. Mais cheinha, optou por ressaltar os seios fartos parecendo uma Walkiria de shortinho curto. Katie Pierson consegue ter as mesmas feições há décadas, segurando no cabelón vermelho e shortinho sem meia.

 
Fred Schneider, que nunca foi muito atraente mas aos 58 está bem enxuto e surpreendentemente em cima. Interessante como pessoas menos bonitas quando jovens seguram melhor quando envelhecem. Não é o caso de Keith Strickland que continua gato-gato-gato aos 56, dando trucão dos óculos à Bono Vox. Mesmo quando tira mostra que se cuida bem. O cara sempre foi low profile, e é gay assumido como Schneider, que está em entrevista na G deste mês (comemos essa bola na Junior).

O público era basicamente de trintões-quarentões, mas com vários fãs mais novos entusiasmados.  

Muito emocionante vê-los tocando Roam, Private Idaho, Rock Lobster e Love Shack, o número final. A nova Juliet of the Spirits já é um clássico. Mesmo no bis vários sucessos ficaram de fora como DeadBeat Club, Girl from Ipanema Goes to Greenland (composta em homenagem à passagem pelo Rio nos anos 80) e Legal Tender, que foi pedido com insistência pelo público.


Tomara que não levem mais 10 anos para voltar.

As fotos são do Daniel Renault.


Escrito por André Fischer às 22h32 Comentários Envie

Festas de firma

16/04/2009

Para afastar um pouco o chororô da crise e ver o que anda acontecendo no mercado, dediquei as noites dessa semana a ir a festas empresariais.

Na segunda foi a festa da MTV, bem simpática, gente bonita, casting meio novinho demais para um evento que deveria ser comercial. Só não consegui entender direito qual o objetivo do evento. Mion subiu no palco para apresentar a razão daquilo tudo, mas o som estava tão ruim e as pessoas falavam tão alto que só deu para entender que era algo que tinha a ver com internet. Nada mais. 
Na terça teve a festa de lançamento do Mini. Super produção no metrô Ana Rosa, eventão daqueles pré-crise, sem economia. Não entendi bem o mailing de convidados, seriam possíveis compradores do carro ? De qualquer forma deu para entender que Mini é mais uma marca do que apenas um carro, algo explicitado na saída da festa que era pela lojinha cheia de produtos bacanas.

Ontem, quarta, duas festas do nosso segmento. O lançamento da revista Junior #10 no Sonique, que como sempre reúne os mais lindos da cidade. Sem pretensão nenhuma além de reunir amigos e colaboradores, foi animadíssima. Tá certo que não tinham muitas revistas para o povo ver, mas a idéia é mesmo que venda em banca.
Depois teve a reabertura da SoGo, que deu um bom tapa na decoração, estava igualmente animada e, pelo menos até a hora que saí, não tinha aberto o Dungeon, o que deixava uma certa tensão no ar.

A conclusão primeira é que tem gente se movimentando para não deixar a peteca cair, o que é muito bom. A segunda é que paulista se diverte de verdade quando tem a desculpa de estar trabalhando, mesmo na balada.  


Escrito por André Fischer às 20h52 Comentários Envie

Lindo dia de sol com ex-BBBs

10/04/2009

Essa semana a assessora de imprensa da Junior insistiu que deveríamos ter um BBB, alegando que rende nota e gera venda em banca. Discutimos bastante o assunto e reafirmamos nossa intenção de não ter ex-BBBs na revista. Com todo respeito, é uma coisa G Magazine que não está no nosso DNA.

Ainda assim, temos na próxima Junior #10 um pequeno perfil do Jean Wyllys, que mesmo tendo um perfil diferente dos demais não deixa de ser um ex-BBB.

Para pagar minha língua passei hoje o dia com Priscila e Milena do BBB9. Elas estavam fotografando para o Paparazzo, começando no iate do Eike Batista e se estendendo por passeio de lancha pela Baía de Guanabara.
Passeio para mim, que estava de perua tomando sol enquanto todos trabalhavam. E hoje fez um dia lindo de sol, daqueles de morrer. 
Essa foi uma edição do BBB que pulei solenemente, então nem sabia muito o que comentar. Como não posso publicar fotos nem falar sobre o ensaio em si (porque não estava lá como jornalista) vão apenas algumas observações - se é que você se interessa por ex-BBBs.

Priscila, que é uma querida, estava com o bofão ex-namorado-mas-que-estão-pensando-em-voltar. Ele ficou de sunga (essa foto eu tenho!) marcando presença enquanto a empresária dela se preocupava com o clima 'lésbico demais' das fotos que as duas faziam juntas. Questionei se não era justamente essa a intenção e ao ouvir isso ela saiu correndo para separá-las.

***  dá uma olhada na foto do bofão no http://www.dramatica.com.br/post.asp?id=763  ***


Milena também bem simpática, a primeira manauara botafoguense que conheço.
A lancha pifou no meio da baía, houve todo um movimento resgate Titanic que acabou não sendo necessário.  

Enfim, não sirvo muito para jornalista de fofoca de BBB, mas acabou sendo um programinha exótico nessa sexta-feira santa.
*
Por sinal fui de bike desde Ipanema. Até a Marina da Glória são 40 e poucos minutos, passeio super sussa e com paisagens deslumbrantes. Engraçado não ter um cultura de bike mais forte no Rio.


Escrito por André Fischer às 20h30 Comentários Envie

Limites

09/04/2009

Tempos atrás um conhecido resolver tatuar o corpo inteiro, começando pela cara. Ele me contou que ia começar o processo e se não cheguei a incentivá-lo tampouco contestei que seria um absurdo. Mesmo lá no fundo achando que ele iria fazer a maior burrada da vida, era mais importante respeitar o livre arbítrio e valorizar essa atitude contestadora.
Meses depois, quando ele já estava cobrindo o baixo ventre, o organismo reagiu ao excesso de tinta, ele teve uma super infecção e foi forçado a abandonar o processo pela metade.

Em outro momento apresentei um lindinho amigo que tinha acabado de ficar solteiro a outro mais lindinho que queria muito encontrar um namorado e eles viraram um casal. Como virei uma espécie de padrinho, um dia o lindinho veio me perguntar o que eu achava do piercing no freio da gengiva que o mais lindinho tinha feito. Eu já tinha achado estranho, que enfeiava ele, e não tinha dito nada. Mas naquele momento disse sim, que ele ficava menos bonito. Pouco depois ele tirou o piercing e ele nunca mais foi tão afetuoso comigo quanto antes.

Esses dias um querido enviou os links de uns vídeos dele mesmo fazendo sexo meio escatológico. O que no começo era uma fantasia que ele realizava eventualmente ganhou ares públicos. O politicamente correto diz que é fundamental manter o direito de se expressar livremente e também enxerga o viés manifestação artística. E ele deve ter prazer com isso. Seria o caso de dizer, ‘meu, pra quê?’.  Posso parecer careta, perder a amizade, mas também tenho medo por ele.
Será que o código de convivência moderno implica em aceitar a inexistência de limites, sobretudo superar os seus quando lidando com aqueles que temos carinho?


Escrito por André Fischer às 02h37 Comentários Envie

Sentimentos enrustidos

08/04/2009

A vovozinha era uma flor de velhinha, daquelas com cabelinho pintado de roxo que falava baixo e só palavras gentis. Ao ficar senil passou a vomitar os maiores impropérios, falando de sexo da maneira mais baixa, expurgando todas as fantasias reprimidas durante sua longa vida.
Melhor seria se tivesse dito e feito suas sacanagens em vida, assim provavelmente não teria  sufocado toda putaria que povoava os recantos mais escuros de sua mente e que a família foi obrigada a conhecer aos gritos.
O filho dela, fruto da mesma família conservadora, achava que devia ser moderno e por isso sempre aceitou a sobrinha que era lésbica. Ajudou-a a encontrar o primeiro emprego, foram mais de uma vez juntos ao Morumbi torcer contra o Corinthians e ele chegou a ser seu fiador quando decidiu sair de casa. Tudo porque estava convicto de que era o que devia fazer. Ninguém poderia desconfiar que no fundo, bem lá no fundo, ele não se sentia muito confortável com aquela história toda e, apesar de toda proximidade, evitava conversar com a familiar favorita sobre assuntos pessoais .
No entanto quando seu próprio filho resolveu assumir o namorado, a coisa foi bem diferente. Todo preconceito que enrustiu a vida toda veio à tona. Chamou-o de filho da puta, que era a vergonha da família e cancelou o almoço de Páscoa.  

Para que está de fora, mil vezes alguém que não explicita seu preconceito, sufocando-o, ciente de que é algo que não deveria sentir. Se não puder deixar de sentir, melhor deixar escondido sentimento tão feio. 
Ideal que ele trate o que sente em uma boa terapia, antes de entornar em cima dos outros suas questões mal resolvidas. Ou então acabar como a velhinha destilando palavrões sobre viados.
*

Madoff era o mais incrível dos investidores. Generoso, era um dos maiores doadores de instituições de caridade. Até que a bolha estourou e quando foram atrás do dinheiro deixado em sua confiança era tudo truque. Mais de 50 bilhões que ele dizia que estavam lá simplesmente não existiam. Os quebraram, inclusive várias instituições de caridade.  

Na verdade o dinheiro nunca existiu. Era apenas a crença deque ele existia. Se isso vale para o mal, vale para o bem também.  É só quando a gente acredita na possibilidade de uma coisa que ela tem alguma chance de acontecer. E enquanto não vira realidade é só a crença nela que pode mantê-la viva.

E isso vale para amores, negócios e para manter a sanidade.


Escrito por André Fischer às 01h56 Comentários Envie


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